<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956</id><updated>2012-01-03T01:33:53.118-02:00</updated><category term='pin ups'/><category term='simplicidade'/><category term='TPM'/><category term='coisa de mulher'/><category term='sentimentos'/><category term='você'/><category term='felicidade'/><category term='saudade'/><category term='aderência'/><category term='amor'/><category term='manias'/><category term='fantasia'/><category term='eu'/><category term='meninos'/><category term='gosto'/><category term='razão'/><category term='só você'/><category term='cansaço'/><category term='TOC'/><category term='intimidade'/><category term='mulherzinha'/><category term='casa nova'/><category term='inferno'/><category term='lágrima'/><category term='namorar'/><title type='text'>Coffee and history</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>85</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-5099308644698061463</id><published>2010-05-23T20:52:00.000-03:00</published><updated>2010-05-23T20:52:41.525-03:00</updated><title type='text'>Acabou, turma.</title><content type='html'>Acabou aqui, turma. Eu precisava de espaço mais organizado, com uma cara que me desse mais vontade e tal. Nada muda, só o endereço. Mas quero acreditar que lá seremos mais felizes juntos porque vem cheio de novidades quentinhas. Tá tudo transitando numa velocidade maluca mas tudo sempre é assim comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site está&amp;nbsp;no ar&amp;nbsp;e em franca construção, mas está&amp;nbsp;valendo. Em breve vocês saberão&amp;nbsp;sobre livro, nome e tudo. Logo que a&amp;nbsp;turma da Novitas deixar eu falo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei, fui feliz horrores com vocês aqui. E espero vocês por lá se não, não vai ter a mesma graça.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.taticavalcanti.com.br/"&gt;http://www.taticavalcanti.com.br/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Beijos &lt;br /&gt;tatu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-5099308644698061463?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/5099308644698061463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=5099308644698061463&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5099308644698061463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5099308644698061463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/05/acabou-turma.html' title='Acabou, turma.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-6486376463586659342</id><published>2010-05-20T22:34:00.000-03:00</published><updated>2010-05-20T22:34:58.719-03:00</updated><title type='text'>Só outro texto.</title><content type='html'>Eu queria sair dali correndo para enfim encontrar a vida depois de uma bifurcação estranha e sem sinalização, que me deu medo e me deixou balançar quando não havia onde cair. Mas tudo que eu consegui foi descobrir que aquilo era um beco. E becos nunca têm saída. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria sacanagem quando ele falava de amor e tudo que ele me dava era mais e mais e amor. Eu queria mais literatura do mundo e o mundo só ficava burro de um jeito oco, que me nauseava a alma. Mas ele e mão quente dele faziam tudo derreter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria ser abduzida por extraterrestres inteligentes e só o que eu conseguia era ser tomada imensamente por uma paixão burra e absolutamente surda.&amp;nbsp; Eu queria que ele dissesse “vai” e ele repetia “vem”. Eu queria que ele dissesse “vem” e aí, só para me ver reagir, ele dizia “vai”.&amp;nbsp;E eu morria insegura. &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria gritar para o mundo saber que, apesar de tudo, eu respirava e de vez em quando, até me arriscava a pensar. Mas tudo que eu consegui foi que o mundo não me ouvisse e me culpasse pela voz baixa. &lt;br /&gt;Eu queria ser uma criatura mais branca e mais sem vida para passar despercebida. E tudo que eu conseguia era ser mais rara no jeito de amar que doía, despedaçava e musicava a vida de um jeito mais gostoso e acelerado. Eu queria ser culpada e tudo que eu fazia era ser inocente de um jeito sem vergonha. Eu queria ser forte e tudo que eu conseguia era ser mais frágil que uma boneca de porcelana cara, bem cara e de olhos verdinhos. &lt;br /&gt;Eu queria ter a coragem que eu falava que tinha, mas tudo que eu conseguia era ficar ainda mais e mais covarde porque, sentir daquela forma, era tão&amp;nbsp;maluco quanto meu jeito tosco de achar que, amando, o mundo é bem mais bonitinho. &lt;br /&gt;Eu queria morrer de tristeza e tudo que matava era uma felicidade varzeana. &lt;br /&gt;Eu queria bem menos e para nunca mais.&lt;br /&gt;E tudo que eu conseguia era querer mais e mais e para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-6486376463586659342?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/6486376463586659342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=6486376463586659342&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6486376463586659342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6486376463586659342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/05/so-outro-texto.html' title='Só outro texto.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-4602623725751874745</id><published>2010-05-14T23:21:00.001-03:00</published><updated>2010-05-14T23:44:06.653-03:00</updated><title type='text'>Só ali.</title><content type='html'>Naquele segundo era um foda-se do tamanho do Universo. Era um “ei, mundo, pode morrer à vontade” gigante, o maior do mundo. Ela só queria ir adiante sem tanto peso para carregar, sem tanta coisa para lembrar enquanto tentava esquecer que o mundo gira e sem parar. No meio da pilha de roupa para lavar, uma história esquecida. E dentro da geladeira, uma congelada. Era dane-se tudo, era utópico, era E.T. Naquela utopia a única verdade de tudo era a vontade tão grande quanto o foda-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água quente cura. Noite de sono acalma. Rivotril 5 miligramas relaxa, mas não distrai. Distrair é uma federal. Era ilusão de Mr. M, brincadeira idiota daquelas que a gente só acredita quando é feto. Naquele segundo era banho de jato bem forte para passar aquela coisa dura que era ficar vazia só para poder ser artista e ter que me desculpar por isso. Mesmo que o vazio fosse raro, que o amor fosse imenso, mesmo que a paixão resistisse, mesmo que o relógio fosse auto didata. Era tempo nublado. Garoa chata. Que nem dá charme, nem dá folga. No máximo azia e vontade de chorar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era só naquele segundo o enorme colo do mundo. O mais quentinho, o mais gostoso. Era só ali, que não dava mais para fugir de tudo em direção ao nada. Era só um monte de vontade que não tinha por onde, nem para onde, nem razão de ser. Era só um braço que parecia ser o abraço mais seguro e blindado da face da Terra. Mais uma velinha no bolo, só mais um carinho no coração. Era só uma energia e outra e outra fragilidade, para não ter que ser forte e ideal o tempo inteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um foda-se do tamanho do coração de Deus, da confusão do humano. Era só a casa dela, mesmo com a cozinha fria, mesmo com a cortina meio empoeirada apesar de tanto choro. Era só ali, num casulo, onde talvez alguma lembrança de bem cedo levasse a angustia de querer o mundo e ganhar o bairro. Só ali, só daquele jeito. Só com aquelas pessoas. Só naquelas horas, só naquela ausência de repertório, que ela podia ser a mulher mais feia e a mais bonita do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-4602623725751874745?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/4602623725751874745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=4602623725751874745&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4602623725751874745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4602623725751874745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/05/so-ali.html' title='Só ali.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-6703839749866005242</id><published>2010-05-11T17:39:00.003-03:00</published><updated>2010-05-11T17:56:21.964-03:00</updated><title type='text'>Para ele.</title><content type='html'>Um dia ele chega em casa dizendo milhares de bobagens para a paixão persistir um pouco mais e para vida ficar mais colorida. E para a rotina que chega toda noite, sair de fininho e bem pequena diante da nossa imensidão. Duas noites depois, quando ele me sente gelada de frio, ele me enrosca na perna dele que é sempre quente, para o mundo poder continuar girando sem eu precisar de mais ninguém. Muito menos do mundo todo. Ele deixou o cavanhaque crescer depois que sugeri que achava vagabundo e charmoso. Como se nada mais existisse&amp;nbsp;a não ser&amp;nbsp;eu e o cavanhaque dele. Ele não tem nada de vagabundo, nem o torto do nariz, mas ele tem um charme tão absurdo que é por isso que eu morro e morro e morro de ciume dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu acho que acabou a minha graça e que outra perna vai caber no&amp;nbsp;vão da perna&amp;nbsp;dele, ele me vem com uma flor e um sorriso lindo. E me mata num amor gostoso e cheio de excessos. E empurra o carrinho de feira reclamando só um pouquinho que é para não perder a caracteristica mais importante do sexo masculino: reclamar das tarefas domésticas. E faz tudo mais fácil no seu otimismo quase infantil, na sua cumplicidade monstra e no seu jeito tranquilo de dormir. E faz tudo mais adolescente quando vem se chegando, na frente da câmera, na garagem com as mil mãos que ele tem. Como se nada mais importasse a não ser a loucura dele por mim. &lt;br /&gt;Quase toda tarde de sábado ele me leva para um sushi. E quase toda tarde de sábado a gente morre de ser feliz comendo sushi e comentando a dificuldade das pessoas com o hashi.&amp;nbsp;A&amp;nbsp;gente sai sem saber para onde, quase toda vez que a gente sai. Sempre com a sensação que, só com a gente, a gente não precisa nem de um lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase toda noite quando estou trabalhando, nas horas em que boa parte dos humanos dormem, ele me vem com&amp;nbsp;a companhia dele, me cheirando o vão da orelha.&amp;nbsp;Porque ele gosta de me fascinar mesmo quando eu só quero ser prática e casada há quase sete anos. Ele vem sempre com o interesse pelos meus momentos sem ele, pelos meus ex amores, as histórias passadas, pelas minhas emoções. Porque mesmo quando ele não entende, ele faz que entende só para me fazer feliz. Porque ele é de uma paz que me emociona, de uma grandeza que me assusta e&amp;nbsp;de um tom safado que eu piro mesmo fingindo que eu não tô nem aí. Mas eu sempre tô aí. Até quando eu não tô.&amp;nbsp;Uma vez por semana ele vem com uma bala, um sonho de valsa, uma frase de efeito diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho muita vontade de dizer para ele que eu adoro quando ele vem me pegando, me obrigando, me esmagando. Mas eu não digo porque senão fica tudo muito fácil. Ele que descubra sozinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-6703839749866005242?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/6703839749866005242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=6703839749866005242&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6703839749866005242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6703839749866005242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/05/para-ele.html' title='Para ele.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-2879142921803170820</id><published>2010-05-05T14:30:00.000-03:00</published><updated>2010-05-05T14:30:47.229-03:00</updated><title type='text'>O medo da coragem.</title><content type='html'>Eu sempre fui muito corajosa. Até nos meus piores momentos, nos mais frágeis, nos mais sem razão, nos mais mesquinhos, eu sempre fui corajosa. Eu nasci corajosa para vida. Para tudo que ela podia me doar como esmola e para tudo de presente por merecimento, que ela podia embalar e mandar entregar na porta da minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eu me&amp;nbsp;envolvi com um homem casado. Aos 17 anos, me apaixonei por&amp;nbsp;ele&amp;nbsp;e o cara&amp;nbsp;era irrevogavelmente louco pela mulher que tinha em casa. Corneava, mas amava. Corneava para provar para si mesmo o tempo todo o quanto ele era fodido. Inclusive quando ele cantava Jorge Ben ele era fodido. Eu sabia que ia me machucar, eu tinha&amp;nbsp;certeza. O mundo me alertou e me pediu calma. E eu mandei o mundo se foder, fui lá e vivi até me machucar. Até a certeza virar&amp;nbsp;fato. Até chorar como uma gansa, por oito meses,&amp;nbsp;de tanta falta. De tanto vazio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 22 aos de idade larguei tudo. Emprego, vida&amp;nbsp;social intensa e patrocinada sem grandes esforços,&amp;nbsp;a convivência com meus&amp;nbsp;enormes amigos. Larguei tudo porque minha velhinha ficou doente. E eu não&amp;nbsp;podia ser feliz sem ela para rir de mim e dançar comigo no meio da sala. Larguei tudo e fui entender de câncer mesmo não suportando qualquer corte. E fui ser cuidadora. Quase 4&amp;nbsp;bem longos anos. O mundo me alertou, me pediu flexibilidade. E eu mandei o mundo se foder e me entoquei naquele meu grande momento de bastante rara generosidade. Eu tinha prometido para ela, eu&amp;nbsp;ia&amp;nbsp;com ela até o fim das contas. E fui. Apaguei a luz e fechei a porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivi grandes e pequenos amores, todos eles tão intensos que, em todos os finais eu quase sempre morria de agonia. Por ter acreditado tanto e por ter apostado todas as fazendas que eu nunca tive neles. E nos cheiros deles.&amp;nbsp;Tudo, em mil tentativas inteiras, de ter bem mais&amp;nbsp;para contar. &lt;br /&gt;E em todas as coisas incríveis que eu vivi com todos eles, eu botei toda a fé que sempre me fez duvidar de uma série de existências. &lt;br /&gt;Eu nunca tive calma com a vida, eu nasci para me desculpar porque eu sempre preferi errar. Eu&amp;nbsp;sempre adorei recomeçar para&amp;nbsp;passar a vida me provando que&amp;nbsp;eu pude e eu posso tudo. Mesmo que&amp;nbsp;até hoje eu não acredite nisso. Mesmo que&amp;nbsp;algumas pessoas tentem me colocar para baixo. E mesmo que eu finja que, às vezes, elas conseguem. &amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fui muito corajosa para viver. &lt;br /&gt;Mesmo que no escuro do quarto, eu passasse grande parte do tempo chorando de medo da minha coragem de viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-2879142921803170820?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/2879142921803170820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=2879142921803170820&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2879142921803170820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2879142921803170820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/05/o-medo-da-coragem.html' title='O medo da coragem.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-5561345308703704435</id><published>2010-04-23T16:49:00.000-03:00</published><updated>2010-04-23T16:49:19.876-03:00</updated><title type='text'>Singular.</title><content type='html'>A gente nasceu para o plural e parece que só sabemos transitar pela vida se somos mais que um. Sozinhos parecemos sem ar, sem luz, sem saúde, a alma fica profundamente abatida e o corpo tenta se libertar da dor da singularidade dormindo. &lt;br /&gt;Para as mais encardidas a solteirice é sinal de indignidade. Para as bem resolvidas é sinal de que só tem bosta dando sopa por aí. Tirando aquele carinha daquela festa. Que depois de bolinar ela inteira, disse que era gay mas que estava com tesão nela. Fazer o que? Ele não era bosta até contar a verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente nasceu para ser junto, para ser dois e depois três, quatro, cinco. Haja dinheiro. E anca para abrir e pele para esticar. &lt;br /&gt;Para os mais descolados a solteirice é sinal de pegação geral, de virilidade. Por que virilidade passou a ser só ficar ou não de pau duro, ter o ombro largo e o bíceps definido de um jeito que define&amp;nbsp;o estar de qualquer&amp;nbsp;mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente nasceu para dividir, para dialogar, para ter alguém&amp;nbsp;para pinico&amp;nbsp;e para cobertor. Para aprender que a intimidade é quase um sopro de vento bom no verão insuportável e que a dois é&amp;nbsp;coerente acender velas.&lt;br /&gt;A gente nasceu para aprender a confiar no amor mesmo que o amor, nem sempre, se mostre um camarada confiável. Nem confiante. &lt;br /&gt;A gente nasceu para fazer cenas de amor, de ciúmes, de cumplicidade, de impaciência, de inquietação, de paixão eterna. Só que a gente só faz cena se tem platéia. E é possível fazer espetáculo para um único pagante sem problemas. Nem traumas.&amp;nbsp; Desde que ele entenda a mensagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente nasceu para isso mesmo. Para achar que só dá para ser inteiro se somos dois. &lt;br /&gt;Mas há momentos em que ser singular é a única forma de encontrar o recomeço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-5561345308703704435?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/5561345308703704435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=5561345308703704435&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5561345308703704435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5561345308703704435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/04/singular.html' title='Singular.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-7187874990446591887</id><published>2010-04-06T15:35:00.001-03:00</published><updated>2010-04-06T15:41:00.808-03:00</updated><title type='text'>Há pessoas que preferem ter alguém.</title><content type='html'>Há pessoas que preferem ter alguém. Ponto no fim da frase.&lt;br /&gt;Normalmente elas preferem ter alguém não importa em quais condições. O vazio é incurável, as paredes são ocas, os sonhos habitados por outros e novos desejos. Passam séculos optando pelas agruras quase que em um ritual de auto mutilação em nome de uns conceitos. O azedo do esgoto de estar por estar, já que não se sabe mais quem se é, já que não se lembra mais o fim daquela história que era tão boa de contar. Estar para mim é estado de conforto, cacete. Escolhem o cheiro do hálito que não diz nada há madrugadas eternas, o sabor azedo do paladar cansado da mesmice da outra língua que insiste em começar pelo lado esquerdo.&lt;br /&gt;Há pessoas que preferem a rotina amarga dos dias sem sentido, das coisas sem qualquer tesão. A companhia insuportável de um ser que já não pulsa mais nada do que a dignidade de uma solidão bem curtida e pelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É assim porque toma banho que passa, empurra mais um pouco que passa. 35 anos, já já passa. É outra crise. É só mais uma. Agora é a dos sete anos.&lt;br /&gt;Bando de humaninhos de merda que somos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O estado do conforto e o medo do confronto com a realidade que pode parecer feia paralisa, ajoelha e faz rezar. Faz um medo trêmulo enrolar a linha de raciocínio. E a língua. Viramos epiléticos diante da nossa falta de força para o incerto. E da nossa falta de curiosidade para novas vidas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que prezam por suas infelicidades contínuas e suas noites constantes de agonia solitária a dois. Pelo menos há alguém logo ali e perto o suficiente para socorrer em caso de um infarto. Para essas pessoas restam os pequenos instantes de que são feitas suas vidas, tão pequenos que mal podem ter meio. É começo e fim sem KY. Mesmo que o fim seja esse, de viver sobrevivendo só para não morrer em vida nem um tantinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que preferem ter alguém. &lt;br /&gt;E há aquelas que preferem ser felizes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-7187874990446591887?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/7187874990446591887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=7187874990446591887&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7187874990446591887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7187874990446591887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/04/falando-mal-de-pessoas.html' title='Há pessoas que preferem ter alguém.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-7792861072643273788</id><published>2010-03-29T16:32:00.004-03:00</published><updated>2010-03-30T16:08:27.274-03:00</updated><title type='text'>Sei lá o que é isso.</title><content type='html'>Sei lá o que é esse negócio de sentir tanta falta até das coisas que continuam intactas e inexploradas. Sei lá o que é isso, mas de repente sou tomada por uma invasão que vem de fora do meu corpo e que me faz querer sair fazendo um monte de cagadas por aí. Como seu não houvesse consequência. Como se nunca, em tempo algum, houvesse nada além de grandes cagadas com cheiros de bons momentos que eu nunca deixei passar.&lt;br /&gt;É quando eu sempre paro, inclusive de respirar, me olho no espelho e encontro ali uma amiga que o tempo afastou de mim. Uma amiga com o papo desenhado tipo de galinha. Uma amiga com umas rugas suaves mas não menos preocupadas. Não sei mais quem eu sou e esqueci nossa missão impossível nessa minha medíocre passagem pela Terra. Volto a respirar, quase sufocada, para a realidade que diz que é o fim. O da picada. O da nossa vida. O fim do nosso plural. O fim dos dias querendo te esganar e o fim das tardes sempre enfestadas por você, sua mochila e seu Ipod.&lt;br /&gt;Me escondo em mim mesma, bem atrás da minha sombra e fecho os olhos bem forte. Meu avô sempre dizia para fechar os olhos e pensar numa coisa muito muito boa. E então o medo iria embora porque não há e nem nunca houve nada melhor do que o pensamento positivo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A verdade é que sempre há consequencias, sempre há retaliações, sempre há situações que a gente gosta de chamar de castigo para o mundo morrer de pena da gente enquanto a gente fingi que é forte. Tudo para ser elogiada.&lt;br /&gt;E então, mesmo com os impulsos do corpo eu me acorrento nisso que é a minha segurança: nós. Mesmo depois do fim dessa picada que coça sem dó e causa uma ferida com a ponta vermelha.&lt;br /&gt;Eu tenho medo e sei que você também tem. A gente se esconde embaixo do nosso lençol, a gente dorme de conchinha, a gente toma banho com a mesma água que é para ver se nosso resto não vai embora, a gente se ameaça e no segundo seguinte volta atrás.&amp;nbsp;Sei lá o que é isso de sentir tanta falta até do desconhecido mas é um buraco no meio do corpo que não enche nem com buchada de bode nem com amor de avô.&amp;nbsp;Sei lá para que tanta coisa suspensa no ar, misturada com tudo que eu já aprendi. Sei lá para que tantas dúvidas se eu podia aprender de novo a decidir, a ir embora, se recomeçar é parte da vida. Sei lá o que é esse monte de insegurança fincada no nosso píer construído com barro e enfeitado com almofadas de motivos indianos. Para a gente deitar e filosofar sobre as coisas enquanto olha as estrelas no cenário perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra hora dessas li em algum lugar o seguinte: tudo que a gente entende a gente pode abandonar com facilidade.&amp;nbsp;E eu não entendo mais a gente. E tomara que seja assim para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-7792861072643273788?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/7792861072643273788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=7792861072643273788&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7792861072643273788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7792861072643273788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/03/sei-la-o-que-e-isso.html' title='Sei lá o que é isso.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-7220627286387624026</id><published>2010-03-25T13:46:00.001-03:00</published><updated>2010-03-25T13:47:00.550-03:00</updated><title type='text'>O namorado da amiga.</title><content type='html'>Eu me lembro que ele estava sentado na poltrona rosa da esquerda.&amp;nbsp;Ao lado de uma mesa de mármore que era mais pesada que todas as minhas culpas empilhadas e soterradas embaixo de coisas que não podiam ser. Eu estava no sofá do lado oposto da sala. Ele era creme e de dois lugares somente. Eu tentei sempre me manter o mais longe que pude, mesmo que longe fosse ele estar na poltrona e eu no sofá. Do lado dele eu não fumava porque ele nunca admitiu.&amp;nbsp;Já eram quase cinco da manhã.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ele falou tanto dela aquela noite. Com todas as dúvidas de um pseudo adulto sábio, mas também inseguro e com uma vida cheia de possibilidades berrando lá fora. E lá fora não podia estar ela, porque lá fora era singular. Eu me lembro do amor com que ele falava dela, com o carinho nos movimentos delicados da mão que sempre pontuaram um charme arrasador. E me lembro dela descrevendo o beijo molhado dele e lendo os cartões que ele mandava com as flores que eram lugar comum na relação deles. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas aí o que era doce acabou-se como o suspiro dos que morrem dignamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu me lembro de ter tentado com todas as minhas forças convencê-lo de que ela era para ele. E ele para ela e eles para eles. E que aquela história impecável e quase intocável era a morte por inveja de 99% das mulheres do cosmo. E lembro do quanto ela chorou de dor.&amp;nbsp;Ela era tão incrível, tão companheira, tão cheia de um futuro brilhante. E eles dois juntos eram tão Brad e Angelina que não dava para vislumbrar algo que não fosse os dois brincando de bengaladas uma semana antes de morrerem de mãos dadas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu me lembro que naquela madrugada ele me perguntou mil coisas existenciais. E eu quis responder na lata, na nua e na crua como diria meu porteiro. Mas eu não fiz isso. Não fiz porque o único jeito de ficar longe dele era ele continuar sendo namorado da minha amiga.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-7220627286387624026?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/7220627286387624026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=7220627286387624026&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7220627286387624026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7220627286387624026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/03/o-namorado-da-amiga.html' title='O namorado da amiga.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-6967536238091526228</id><published>2010-03-19T17:11:00.000-03:00</published><updated>2010-03-19T17:11:01.103-03:00</updated><title type='text'>Eu não quero e não vou.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Ter que lidar com isso causa uma angustia tão profunda quanto o buraco do meu estômago que tem devolvido tudo. Até água. Eu que sempre quis tudo para sempre não posso (nem vou) lidar com a finitude das coisas que eu decido que são eternas. Mesmo que elas não dependam só de mim. Eu sou egoísta, lembra? E mimada e mandona. Tudo tem que ser do meu jeito senão eu choro e tenho pânico. Pânico não existe, é uma produção independente e mal feita da sua cabeça idiota e vazia.&amp;nbsp;Ter que lidar com a possibilidade de que tudo acaba é uma merda para as pessoas egoístas e mimadas. Esse negócio de ser mimada existe e de ser egoísta existe mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Era tanta coisa para dizer e faltou tempo. Era tanta coisa para ter vivido mas faltou coragem. Era tanto tempo de coisas para clarear mas não foi possível. Às vezes me dá uma vontade incrível e ridícula de dizer umas boas verdades para quem comanda o tempo. Ainda tinha muito mais. E eu morri de medo, a mão suando frio e o corpo querendo vomitar quinze anos por nada. E por tudo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 13px;"&gt;Ter que lidar com essa imensidão de sentimentos que me soterram embaixo de minhas próprias lembranças. Meu Deus. É um troço esquisito e complicado. Eu tive tanto medo que dessa vez, eu juro, achei mesmo que fosse morrer. Morrer de medo, morrer de pneumonia por causa desse suor gelado que tomou conta das minhas certezas. Eu me permito sofrer de um jeito tão dolorido que ontem eu quase infartei. De saudade, de ausência, de excesso, de sofrer, de rotavírus. De arrependimento. Morrer de arrependimento também dá uma angustia que se alguém disser que pânico não existe eu soco até o que for tripa ficar para fora e o que for pele ficar para dentro. Sério. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Sentir saudade de si mesma é um troço avassalador e solitário. Eu queria mesmo é repetir algumas doses de pequenos momentos de felicidade. Eu tenho saudade de conversar até as quatro da manhã. Tenho saudade de sair para dançar. E dançar berrando. Tenho saudade de fazer umas bobagens para ter alguma coisa interessante para contar em tom de confidência.&amp;nbsp;Sentir saudade de saber ir é devastador, mas sentir saudade de querer ficar é bem pior. &lt;br /&gt;Ter que lidar com isso me transforma na mulherzinha que eu nunca quis ser.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Eu quis muito chorar ontem e chorei. Chorei até desidratar e aprender de uma vez por todas que, apesar de ser tão mimada e controladora: as coisas acabam, Tatiana. As coisas sempre acabam. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-6967536238091526228?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/6967536238091526228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=6967536238091526228&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6967536238091526228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6967536238091526228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/03/eu-nao-quero-e-nao-vou.html' title='Eu não quero e não vou.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-7522134016765927967</id><published>2010-03-04T10:06:00.002-03:00</published><updated>2010-03-04T10:06:08.967-03:00</updated><title type='text'>Nessa longa estrada da vida.</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Cada vez que eu percorro esse trajeto é como se eu tivesse vagarosamente&amp;nbsp;a caminho da forca, da guilhotina ou da piscina de bolinhas coloridas onde, soterrada pela felicidade infantil, eu pudesse morrer colorida e maquiada.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;A primeira curva é só o primeiro passo de uma longa agonia que sempre dura dias e dias que passam a ter muito mais que rápidas vinte e quatro horinhas.&amp;nbsp;É quando o primeiro arrepio anuncia essa falta temporária que soa definitiva para mulheres caóticas como eu faço questão de ser só para te contrariar. E assim quem sabe, aumentar a chance de alcançar um pouco da felicidade que os toscos humanóides industrializados tanto procuram.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Esse caminho é não ser, é não estar, é não saber de mais nada a não ser que no fundo no fundo, eu faço que odeio só para ficar fora de todos os contextos politicamente corretos. Porque percorrer esse trajeto é não saber se amanhã vai chegar e se depois de amanhã, sozinho por aí, você vai lembrar que eu estou aqui te esperando voltar. Como sempre durante quase todos os trajetos que a gente traça junto há tantos milhares de dias.&amp;nbsp;Mas é a partir da segunda curva, depois da lombada eletrônica que eu choro umas lágrimas safadas para ver se você desiste de tudo que não sou eu e de tudo que não é a minha loucura sã. Minha catarse absoluta, minha dúvida sempre cruel comigo, com você e com a gente. Só que você não desiste nunca porque você nasceu para tentar enquanto eu nasci para morrer mesmo morrendo de medo de perder os movimentos. Eu sempre quis morrer dançando.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;A verdade é que eu nunca sei quanto tempo esse trajeto demora para ser percorrido, mas toda vez tem cara de mais longe ainda. E de mais longe em mais longe ainda, a gente vai falando sem parar que é para o silêncio não pesar de um jeito que não dá nem nas suas costas e nem na minha peruca de Dalila.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O destino se faz grande numa placa verde, eu estaciono o carro chorando de novo e me despeço de você como em tantas e tantas outras vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Você vira as costas e segue adiante porque seguir é preciso mesmo diante de tanta saudade.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Você nunca olha para trás para não me ver morrendo de chorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;E eu nunca morro de chorar para te ver chegar de volta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-7522134016765927967?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/7522134016765927967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=7522134016765927967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7522134016765927967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7522134016765927967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/03/nessa-longa-estrada-da-vida_04.html' title='Nessa longa estrada da vida.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-964036685966089975</id><published>2010-02-23T11:42:00.002-03:00</published><updated>2010-02-23T11:42:47.482-03:00</updated><title type='text'>Eu queria um texto incrível.</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Eu queria escrever um texto agressivo esbravejando a minha ira e meu mau humor quando eu descubro&amp;nbsp;isso que me cutuca tão fundo me arrancando as tripas pela garganta. Que para você tanto faz, que porra nenhuma para você é bom também e&amp;nbsp;que eu sou um adereço com movimentos e sentimentos quase perfeitos e até que bem humanos. E que assistir eu me esgoelar por um pouco mais te faz continuar brincando de estátua. Você é sempre tão melhor na brincadeira da estátua!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Eu queria vomitar uma lauda que abarrotasse o espaço para esvaziar o bode que estou de mim, em não sair maluca no meio dessa chuva só para lavar&amp;nbsp;a alma e começar de novo lá do comecinho. E molhada que é para entrar ou sair mais fácil.&amp;nbsp;Para ver se você percebe que eu fui, que eu me despedi, que eu morri esturricada na posição de moita e para sair dela só com guincho, grua e um balde de gelo, por favor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Eu queria ter cagado sem abrir nem dois centímetros de mim, um texto incrível que me fizesse feliz e auto confiante o suficiente para esquecer que tem horas que quero que a gente morra abraçado que é para você não arrumar outra e eu não dispersar muito com o primeiro neon que piscar na minha testa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Eu queria materializar um texto que me fizesse olhar para dentro de mim com uma força imensa para jogar tudo para cima e gritar muito alto que eu gosto de mim, porra, e que isso basta. Ou deveria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Eu queria mesmo era botar para fora que nem ovo pela cloaca para poder repassar todas as grandes coisas e esquecer que as pequenas podem se manifestar num sábado de manhã nublada. &amp;nbsp;Eu queria jogar pro Universo e levitar esse vazio que diz que parece que acabou, mesmo não tendo acabado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Um texto para tirar com a mão essa bola de pêlos entalada no meu tubo digestivo sensível que só aceita mesmo caviar com champagne. Eu odeio batata doce, meu bem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Eu queria um texto para lembrar que o melhor é pular em cima de você e fazer as pazes outra e outra vez. E quantas outras vezes forem necessárias para eu também não esquecer que, ser feliz aos sábados, é bem mais normal do que às quartas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Mas o texto não saiu nem pela cloaca nem pela garganta, tampouco por qualquer outro buraco que você possa imaginar.&amp;nbsp;E eu até agora não consegui decidir se te agarro ou se te mato para, em seguida, morrer de saudade desses sábados nublados e quase frios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-964036685966089975?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/964036685966089975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=964036685966089975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/964036685966089975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/964036685966089975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/02/eu-queria-um-texto-incrivel.html' title='Eu queria um texto incrível.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-250548300226571524</id><published>2010-02-17T11:20:00.000-02:00</published><updated>2010-02-17T11:20:58.548-02:00</updated><title type='text'>Segredo de Estado.</title><content type='html'>Cara, você descobriu mesmo, é isso? &lt;br /&gt;É isso. Você já sabe de tudo e eu não sei como. Aliás, como é que você faz para descobrir tudo hein?! Eu não vejo explicação plausível para você ter descoberto e nunca nunca em tempo algum vou aceitar e poder conviver com uma coisa que mexe tanto comigo. Mexe de verdade, de dentro para fora, tipo segredo de Estado! Eu passei muito tempo da minha vida me domesticando para tratar isso com aquela naturalidade de quem sempre tem alguma coisa para esconder mas ao mesmo tempo tem o perfil blasé para fazer aquela cara de “oi, é comigo”? &lt;br /&gt;Eu quase sempre explodia num riso interno violento e quente, eu quase sempre me sufocava numa agonia interna, eu quase sempre morria de um grito que não podia sair porque senão denunciava e eu nunca poderia me admitir tão frágil e ruim de auto controle. Como sempre eu morrendo. Como sempre eu tentando. Como sempre eu fingindo. Eu sempre fingi porque sempre acreditei que se você soubesse, porra. Eu nunca soube o que ia ser de mim se você descobrisse. Porque é foda. É anestésico, é inenarrável, transcende, é estupendo demais para os reles e miseráveis humaninhos &amp;nbsp;com suas visões de merda, restritas e limitadas daqueles que adoram uma bosta enlatada americana qualquer. &lt;br /&gt;É um monte de palavra misturada e aí eu fico assim, sem saber explicar. E sem poder entender como é que você descobriu o meu grande segredo. Esse que todo mundo tem mas com o qual eu sempre tomei o maior cuidado. Porque segredo é segredo, não é para descobrir! E eu nunca te dei nenhuma pista porque achei que sabia ignorar assim como fiz com tantas coisas e tantas pessoas que se foram nessa vida sem sequer imaginar que eu tinha um segredo. &lt;br /&gt;Cara, eu sei que você sabe e é complexo saber que você sabe. Quando é sobre esse segredo o negócio pega para mim porque aí eu tenho que ficar me dizendo o tempo inteiro como sou forte e como sou durona e como sou bem resolvida e como para continuar sendo assim, você não poderia ter descoberto, porra. &amp;nbsp;É colocar em risco minha edificação safada e sem vergonha de gesso misturado com umas outras coisinhas podres que fui catando em ferros velhos enquanto aprendia com meus exs amores que se doar demais é tampar a razão, é sufocar a consciência que eu busco pela vida toda, por uma vida melhor ou sei lá para que exatamente. &lt;br /&gt;Esse segredo eu tenho desde que comecei a entender sobre algumas coisas quase secretas na fase imatura, mas nunca quis dividir com ninguém porque toda vez que eu fui frágil eu me arrebentei numa valeta funda e esburacada. E por lá fiquei soterrada. Soterrada &amp;nbsp;no meu próprio segredo.&amp;nbsp;Segredo que você desvendou, que você arrebentou, que você esgarçou num golpe mortal e único tipo voadora.&lt;br /&gt;Quem mandou você&amp;nbsp;pegar nesse meu ossinho da bacia com essa mão grande, hã? Eu derreto inteira e você faz de mim sempre o que bem entende. Mesmo que não entenda de quase nada nessa vida.&lt;br /&gt;Aí, com essa mãozona tosca no ossinho, put´s! &lt;br /&gt;Você me ganha de um jeito, meu amor que só a gente sabe. &lt;br /&gt;Porque eu sei que você sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-250548300226571524?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/250548300226571524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=250548300226571524&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/250548300226571524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/250548300226571524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/02/segredo-de-estado.html' title='Segredo de Estado.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-9080018770931831066</id><published>2010-02-01T15:15:00.000-02:00</published><updated>2010-02-01T15:15:58.921-02:00</updated><title type='text'>A música do freedom</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Te encontrar daquele jeito tão natural depois de tantas vidas me fez lembrar daquele dia. Ou melhor, daquela noite. Daquela noite naquela boate que a gente sempre ia quando queríamos dançar até amanhecer sem pensar que tínhamos pai e mãe nos esperando sãos e salvos. Daquela noite em que a gente cantou muito alto aquela música que dizia qualquer sobre "freedom". Faz tanto tempo que eu nem posso reproduzir na cabeça o ritmo dela. Mas a verdade da música era a nossa verdade absoluta. Era o tal do refrão do "freedom" que a gente sabia muito bem o que queria dizer. Era aquela paixão por quem não se pode nem enxergar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Eu tenho duas imagens daquela noite. Cantando forte e alto. E olhando no fundo dos seus olhos tentando me encontrar em alguma daquelas sombras. Eu gritava pela liberdade de ser só de você mesmo sabendo que não podia. E berrava sóbria que era para você perceber que era a única e a maior verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Aquela noite me declarei cantando e você consentiu olhando e achando incrível que eu, mesmo sem falar inglês cantava tudinho com uma fluência aceitavelmente charmosa.&amp;nbsp;E a outra imagem que eu tenho da gente é você chegando com um puta carro importado na porta do prédio para me levar num puta restaurante japonês quando jantar em restaurante japonês não era moda e no rodízio não vinha pescada. Aquela noite chovia porque eu lembro da ânsia de vômito que senti quando vi como estava meu cabelo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Te encontrar tão sem querer me fez lembrar como era sentir aquele desespero por aquela liberdade. Aquela liberdade daquela noite quando eu quis muito te dizer que eu era irrevogavelmente apaixonada por você e que eu queria que a ética não existisse. Pelo menos naquela noite. Daquele jeito adolescente. Mas como eu não podia eu cantei. Cantei a tal da musiquinha que dizia qualquer coisa assim: "You are my freedom".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-9080018770931831066?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/9080018770931831066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=9080018770931831066&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/9080018770931831066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/9080018770931831066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/02/musica-do-freedom.html' title='A música do freedom'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-4683378635893853611</id><published>2010-01-18T11:04:00.000-02:00</published><updated>2010-01-18T11:04:54.172-02:00</updated><title type='text'>A história do fim inventado.</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Hoje quando eu olhei para mim a cena era familiar. Estava de short quadriculado e regata branca surrada da Hering. Cotovelos apoiados nos joelhos num momento tipicamente adolescente ouvindo uma música que me lembrou da primeira vez em que eu senti muito medo de perder o amor que Papai do Céu tinha me dado de bandeja. De bandeja porque honestamente eu não andava merecendo nada nada. Fechei os olhos bem forte e pude rever a cena. &lt;br /&gt;A gente estava numa mesa de um bar super cool da época. Lá perto da Cidade Jardim. O namoro era recente, fresco, sem rusgas nem mágoas porque nada tinha para ser dito até ali. E você docemente, com um whisky na mão esquerda e a mão direita no meu rosto disse: "Eu adoro você. Mas você é a mulher certa na hora errada". &lt;br /&gt;E eu quis fugir dali porque não podia me revelar tão insegura se para te conquistar eu caguei montes até que você me notasse te ignorando. E só então se apaixonasse por mim. &amp;nbsp;Mas como não pude fugir porque eu já era meio dura e meio verde, docemente devolvi. "Eu também adoro você. Mas você também veio na hora errada. Uma pena".&amp;nbsp;E seu rosto ficou congelado e decepado pela minha doçura inesperada e pela minha calma desconhecida. Você rodeou o whisky com seu indicador duro num comportamento típico dos alcoólatras de não sei qual grau. Aquele que precisa do toque com a bebida para sossegar os poros. E depois de mais força, mas ainda na mesma posição, me lembrei dos seus olhos cheios de lágrima e o indicador mais duro que antes me dizendo. "Uma pena mesmo. Porque eu estava brincado só para ver se você se importaria caso eu terminasse com você". E eu me lembro de ter achado você o cara mais infantil do mundo, mais brochante da face da Terra e eu quis me matar com um gole de veneno por descobrir que você era tão tão tão cretino. Nossa, eu me lembro de engolir seco a decepção e a vontade de rir da sua cara e sair correndo pelada pela Avenida Europa só para dizer para o mundo inteiro que eu tinha o dom de escolher mal. Só que como eu nunca pude perder o rebolado e o charme, chamei um táxi e fui embora super segura de mim e da minha vida afetiva infernal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que você vai me odiar por ter inventado o final da história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Mas é que até hoje eu não sei perder a pose. Nem para contar história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-4683378635893853611?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/4683378635893853611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=4683378635893853611&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4683378635893853611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4683378635893853611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/01/historia-do-fim-inventado.html' title='A história do fim inventado.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-7360977035128138516</id><published>2010-01-08T14:55:00.000-02:00</published><updated>2010-01-08T14:55:44.583-02:00</updated><title type='text'>Depois de cada noite dessa</title><content type='html'>Depois de cada noite dessa, cada manhã é de mais e mais certeza de que cada pedaço de mim foi feito para caber em cada pedaço de você e assim formarmos essa dupla incrível que formamos. De manhã é sempre a mesma invasão. Meu corpo sendo tomado - e sem oferecer qualquer resistência - por esse tiro tão preciso. Pelo último tiro da minha arma de plástico e do meu mundo de imaginações. Onde nele, normalmente sou uma diva que não suporta a multidão que se arrasta aos meus pés. Muito mais que a Xuxa. E nessas manhãs eu sempre tomo banho sem me preocupar com o planeta e com a água que vai faltar para os meus bisnetos porque, em meus momentos mais minúsculos, eu cago para tudo isso e tomo banho fazendo bico de novela para ser charmosa mesmo recheada de buracos. São sempre nessas manhãs que você se atrasa, que você esquece tudo, que eu fico enrolada numa preguiça tão mortal quantos esses ... restos. Mas nem você se preocupa e nem eu me preocupo porque afinal de contas, foda-se para isso também e para todo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de cada noite dessas eu acabo me odiando em viver com a guarda alta só para não parecer romântica e idiota demais do jeito que eu detesto ser. E do jeito que eu detesto que sejam mesmo não tendo nada com isso. É sempre depois dessas noites que eu fico esperançosa de todos os zilhares de anseios e calma mesmo com toda a descarga de hormônio que sai de você direto para minha veia cava. Meu Deus, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo fica tão pequeno nessas manhãs depois dessas noites que eu sento e escrevo sem qualquer dificuldade. Sem qualquer hesitação sobre isso que é meu maior e melhor assunto: nós e tudo isso que é só nosso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-7360977035128138516?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/7360977035128138516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=7360977035128138516&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7360977035128138516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7360977035128138516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/01/depois-de-cada-noite-dessa.html' title='Depois de cada noite dessa'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-3213045418615876008</id><published>2010-01-05T11:24:00.000-02:00</published><updated>2010-01-05T11:24:11.234-02:00</updated><title type='text'>Você foi.</title><content type='html'>Você foi o frio que me deixou gripada mil anos três meses e 16 horas. &lt;br /&gt;Você foi a passagem conturbada que me recriou de um jeito que eu não queria. Você foi a música cantada por um retardado afônico do caraleo. Você foi uns meses de verão, um plano B para não sufocar na minha própria ausência e no meu auto excesso, você foi a tirinha de jornal da minha vida de Aline. Você foi tudo que eu queria para algumas noites de diversão seguidas de manhãs frias com companhia agradável para me fazer rir de tudo que na verdade era para pensar profundo. Você foi a cor das minhas regatinhas decotadas quando ainda dava para usar sem medo de ser feliz decotada. Decotada e jovem. Você foi uma história maluca que me tirou do sério quando me lançou ladeira abaixo de volta para minha verdade torta, para meu humor duvidoso e para o meu desejo imenso de amar 24 horas non stop. Você foi minha missão impossível enquanto eu acreditava piamente num Ethan Hunt em forma de bóia de coração para me salvar desse mar de tubarões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foi uma figura abstrata que a vida concreta fez despencar na minha frente e me obrigou a isso tudo e mais um pouco. Você foi uma roupa velha daquelas confortáveis que encaixam perfeitamente no corpinho tipo coxinha com catupiry.&amp;nbsp;Você foi um chacoalhão violento e brutal em tudo que andava sem sensibilidade por falta de uso. Uma avalanche covarde de pedras enquanto eu, de pijama das meninas super poderosas, dormia de conchinha com ninguém. Você foi uma novela mal contada e representada por um elenco mexicano de merda com ibope zero, meu amor.&amp;nbsp;O verde água e a treva fodida de almas penadas que gritam por socorro enquanto escalam aqueles limbos tenebrosos. Você foi, assim como aquela mulher do velho Rei Roberto, o pior dos meus enganos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-3213045418615876008?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/3213045418615876008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=3213045418615876008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/3213045418615876008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/3213045418615876008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2010/01/voce-foi.html' title='Você foi.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-378466219098195417</id><published>2009-12-22T14:30:00.001-02:00</published><updated>2009-12-22T14:36:25.498-02:00</updated><title type='text'>E se ?</title><content type='html'>E se eu não quisesse mais nunca mais desatar esses milhares de nós? E se fosse de maria mole ao invés de menta? E se tocar o foda-se fosse a solução para tudo que a gente não sabe resolver de outro jeito? E se eu pudesse não chorar mais e nem dizer mais as verdades que cutucam tanto? E se o mundo realmente acabasse hoje o que eu diria? E se eu mudasse a nossa música para ver se reanima do infarto que prejudicou esse nosso miocárdio quase fatalmente? E se fosse reciclável, eu reciclaria na lata do vidro ou do papel? E se fosse para sempre acabaria a agonia? Ou eu encontraria outra e outra agonia só para morrer sempre e ver todo mundo chorando a minha perda? E se o azul virasse vermelho e você não visse mais nenhuma cor? E se você pudesse dizer alguma coisa o que diria? E se pudesse escolher ser alguém quem seria? E se pudesse evitar alguma coisa o que evitaria? E se eu fosse um pato de banheira?&amp;nbsp;E se o cachorro miasse? E se vaca voasse? Chuva de piranha? E se ontem pudesse ser repetido você faria tudo de novo sem tirar nem por? E se eu soubesse engolir? E se eu aprendesse a cuspir? E se eu treinasse mais todas essas posições? E se você me traísse? Retomaríamos de onde paramos? E se sua pinta nas costas não fosse exatamente onde ela é? E se a gente dançasse pelo menos uma vez depois de tantas coisas? E se eu molhasse meu jeans novo e caríssimo andando na beira da praia? E se eu não pudesse dizer com textos o que eu também não posso dizer com a boca? E se eu quisesse dizer as últimas verdades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você não me amasse assim, com esse osso do ombro saltado? E se eu subisse menos nas paredes? E se a gente cantasse nossa trilha para espantar os mau humores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se fosse só por hoje? &lt;br /&gt;Seria diferente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-378466219098195417?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/378466219098195417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=378466219098195417&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/378466219098195417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/378466219098195417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/12/e-se.html' title='E se ?'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-1630504947412547241</id><published>2009-12-17T15:15:00.002-02:00</published><updated>2009-12-17T15:21:34.626-02:00</updated><title type='text'>Era só isso.</title><content type='html'>Eram milhares de pequenas histórias dentro de uma história maior que contava quase tudo de devasso que era para esconder e não impressionar o mundo inteiro com a nossa falta de noção. Eram milhares de pequenos sentimentos dentro de um sentimento mais quente e muito muito mais profundo desembocando no buraco que você sabe onde é. Eram milhares de rápidas notas compondo uma canção interminável com uma batida ensurdecedora que me incomodava pela temperatura alucinante e pela hora avançada do fim certo. Eram milhares de milhares de invenções para tudo ser sempre diferente e para o medo de perder ficar latejando o tempo inteiro. E de invenções em invenções a verdade ficou esquecida apesar do ritmo não querer nada para lembrar. Eram sempre milhares de conversas só fiadas para tapar a profundidade dos buracos escuros que precisavam de muito mais. Eram verdadeiramente milhares de cubos e pinicos de gelo para tentar apagar a chama de mamãe noel safada que queria tudo do Papai Noel já cansado e confuso. E você riu. Porque eram sempre milhares de gargalhadas nervosas para não olhar no espelho e encarar a verdade das rugas. Eram milhares de fantasias para nosso bloco sair na avenida impecável e fazendo inveja a todos os outros blocos e suas rainhas peitudas e bundudas. Eram só carnavais.&amp;nbsp;Eram milhares de silêncios fúnebres para que o ruído não nos acordasse num chacoalhão nos lembrando da hora de trabalhar e de ir embora porque a vida lá fora corre.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eram milhares de centenas de deliciosas rapidinhas nas modalidades um pé só que colocavam meus hormônios em seus devidos lugares e me faziam esquecer de questionar.&amp;nbsp;Porque no fim das contas nunca passou disso. Eram só milhares de centenas de deliciosas rapidinhas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-1630504947412547241?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/1630504947412547241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=1630504947412547241&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1630504947412547241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1630504947412547241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/12/aos-milhares.html' title='Era só isso.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-1755625867035199907</id><published>2009-12-14T10:58:00.001-02:00</published><updated>2009-12-14T10:59:08.930-02:00</updated><title type='text'>Telefone sem fio.</title><content type='html'>Cada vez que esse telefone sem fio chega aqui no meu ouvido eu fico louca da minha pobre vida que tem muito sentido. Cada vez que você quer saber se eu ando feliz ou se ando pelada eu tenho vontade de ir até aí e socar a sua cara até você ficar o protótipo do Slot em sua versão 6D. Cada vez que você tem a surreal ousadia de perguntar para qualquer pessoa como anda a minha vida eu me lembro de um dia que você me pegou de jeito no elevador do meu antigo prédio e eu tentando não me expor para a câmera tentei fugir. E você tampou a câmera com a mão. E a minha pobre e inocente vovózinha tomou uma advertência da administração do prédio. R$ 130,00 de multa adicionados ao condomínio. E também me lembro da tarde em que você me levou para assistir American Pie. Meu Deus, como você era idiota e babaca. E eu mais ainda porque me apaixonei por um cara idiota e babaca como você que tem o péssimo hábito de ser doce e sem vergonha do jeito que as mulheres (também quase sempre idiotas) gostam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que alguém vem dizer qualquer coisa sobre sua vida eu morro estupidamente de ódio. Morro e melo toda essa sua fantasia de brincadeira besta de mandar recado sem mandar, de querer saber sem querer saber. Só por babaquice porque a gente não pode esperar nada além disso de um cara tão como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o telefone sem fio veio com você querendo saber se eu continuo feliz e &amp;nbsp;vou te dizer. Eu ando feliz, eu andei feliz sempre desde aquele dia em que você com essa cara de pau infinita e essa voz rouca me disse que tinha passado e quando passava acabava. Sim eu sobrevivi a você, às suas frases encantadoras, aos ditados chineses que só você conhecia ou que só você inventava porque a verdade é que eu não sei nada sobre ditados chineses. Eu sobrevivi até às músicas de Vinícius que você sussurrava no meu ouvido seletivo que sabia que aquilo tudo era uma mentira absoluta e ordinária mas adorava escutar só para fingir por uns minutos que a vida é colorida. Eu sobrevivi àquela paixão, àquela loucura e sobrevivi bem. Ótima aliás. E eu sei que você não perdeu o hábito de achar que é a última coca-cola do deserto. Aliás, eu tenho descoberto muitas coisas mesmo tantos anos depois e sem saber nada sobre você. Eu até acho que te conheço mais hoje do que te conhecia quando vivemos aquela avalanche de sentimentos que fez a gente beirar um abismo sem qualquer remota chance de volta. Você nunca me conheceu porque a gente viveu rápido uma história tão absurdamente urgente que faltou tempo para a gente saber quem a gente era. Eu não lembro seu nome do meio e e você também não deve lembrar se eu gosto de pizza.&amp;nbsp;Mas uma coisa sobre mim você vai descobrir agora.&amp;nbsp;Nem quando eu tinha 5 anos eu gostava de telefone sem fio. Eu sempre gostei mesmo era de beijo, abraço ou aperto de mão. &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-1755625867035199907?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/1755625867035199907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=1755625867035199907&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1755625867035199907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1755625867035199907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/12/telefone-sem-fio.html' title='Telefone sem fio.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-836966122574937047</id><published>2009-12-12T19:39:00.000-02:00</published><updated>2009-12-12T19:39:14.978-02:00</updated><title type='text'>Selo de qualidade.</title><content type='html'>Ganhamos um selo de qualidade de leitura que gosto muito! E meu dever aqui hoje é descrever 8 características minhas. Que na verdade de inéditas não tem absolutamente nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impulsiva&lt;br /&gt;Implicante&lt;br /&gt;Ciumenta&lt;br /&gt;Leal&lt;br /&gt;Amiga&lt;br /&gt;Companheira&lt;br /&gt;Sonâmbula&lt;br /&gt;Desconfiada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coitado do meu marido. &lt;br /&gt;E seguem 8 blogs que indico:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://editora-novitas.blogspot.com/"&gt;Editora Novitas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fraseavulsa.blogspot.co,m/"&gt;Suspiro de inspiração.&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://depoisdos25masantesdos40.blogspot.com/"&gt;Depois dos 25&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.outroblogdamary.com/"&gt;Blog da Mary&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://acronista.blogspot.com/"&gt;A cronista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://taxitramas.blogspot.com/"&gt;Taxi tramas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://luluonthesky.blogspot.com/"&gt;Lulu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vivendoja.blogspot.com/"&gt;Vivendo Já.&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos e obrigada a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-836966122574937047?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/836966122574937047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=836966122574937047&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/836966122574937047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/836966122574937047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/12/selo-de-qualidade.html' title='Selo de qualidade.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-6965409251237454356</id><published>2009-12-09T15:34:00.000-02:00</published><updated>2009-12-09T15:34:42.268-02:00</updated><title type='text'>Eu não te perdoo nunca.</title><content type='html'>Primeiro porque sou uma humaninha cri cri que não quer aprender a perdoar e perder a fama de mau. Segundo porque infinitamente mais do que eu, você é um humaninho bastardo que não merece um milésimo de segundo da minha inteligência. Que convenhamos, só aumenta cada vez que esbarro com um idiota por aí. E não te perdoo por você me pegar desse jeito estúpido pelo cabelo me fazendo perder o quinquagésimo quarto capítulo da novela só porque acabo enroscada nesses dedos cabeçudos. Eu não te perdoo por jogar na minha cara que eu não vivo sem você e que tudo que eu falo é mentira absoluta para impressionar os que querem ser impressionados. Eu não perdoo porque esse seu abraço quente misturado com seu ar morno soa promessa de paixão eterna. E paixão eterna vira crime passional se a gente não cuida com terapia e lexotan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também não perdoo por que não há clínica que me reabilite desse vício que é você e não há hospício que me cure de mim. E eu quero mesmo um adversário para jogar contra e não esquecer nunca que amanhã tudo pode mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perdoo nem hoje, nem amanhã e nem nunca mais por me transformar nessa criatura sem limites e desconhecedora das regras de bom senso porque esse seu perfume natural destrói qualquer lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não te perdoo por ter certeza que você nunca vai rasgar essa fantasia de Robin e me fazer feliz para sempre como você sempre promete e nunca&lt;br /&gt;cumpre. E por acabar cedendo aos seus encantos discretos e a sua arrogância velada. E por ter me deixado toda roxa só para mostrar para todo mundo que &amp;nbsp;você faz o que bem entende comigo em nome desse furacão que arrasa tudo. E não te perdoo por esse frio que sinto toda vez que você sai daqui e vai você sabe onde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não te perdoo nunca na sobriedade dos fatos mesmo com o fígado afogado em água boa para desintoxicar. Eu não te perdoo mais. Chega. Pelo menos não até nosso próximo porre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-6965409251237454356?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/6965409251237454356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=6965409251237454356&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6965409251237454356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6965409251237454356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/12/eu-nao-te-perdoo-nunca.html' title='Eu não te perdoo nunca.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-619310690289948367</id><published>2009-12-07T14:38:00.000-02:00</published><updated>2009-12-07T14:38:19.659-02:00</updated><title type='text'>O primeiro não a gente nunca esquece.</title><content type='html'>Aquele dia foi o primeiro dia de uma mudança interna tão radical quanto meu humor de cão. Aquele dia foi a primeira vez que você consentiu sem pronunciar uma palavra. E o silêncio berrava que eu, quase sempre genial, estava sendo demagoga e estúpida como poucas vezes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia eu não vou esquecer nunca. Foi o começo de uma busca necessária e intensa como todas as outras pela liberdade que traz o alívio que esvazia perto de estourar. A liberdade branca em folha de nunca precisar de você para gostar do que eu faço porque mulheres quase sempre geniais tropeçam e mostram a calcinha de vez em nunca. Aquele dia eu quis parar, deletar tudo, e começar do zero e nunca mais ser demagoga. Eu detesto pessoas demagogas. Eu quis sumir para o país da Alice montada no coelho e atrasada para não tomar o esporro. Eu de nariz torcido, já que sou mimada para cacete, não sirvo para nada nem para ser inútil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia eu jurei para mim que o mundo inteiro podia virar ruína porque sei que tem meia dúzia por aí que gosta de tudo porque não tem condição intelectual de formar uma opinião. Aquela noite foi virada de raiva porque eu não podia ter sido tão morna, tão cretina e tão comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia foi um dia diferente. Foi o primeiro dia que eu te odiei de verdade porque eu tinha na minha goela uma bola de pêlo de cachorro. Eu quase morri de falta de ar, sufocada na minha demagogia tão filha da puta e no seu silêncio tão ditador. Aquele dia você podia ter morrido que eu não ia chorar uma lagriminha safada e não ser previsível, ridícula e comum. &lt;br /&gt;Aquele dia você que sempre ri e chora tanto do meu caos me afogou num balde com cândida e eu quase morri albina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia eu decidi que nunca mais ficaria insegura por uma coisa tão esporádica porque a verdade é que sempre tem uma primeira vez e eu assumo. Morta de raiva mas me assumo. Naquele dia eu fui como tantas milhares de patricinhas de discurso pronto, caras e bocas de eternamente excitadas e a sobrancelha desenhada daquele jeito cínico com o pico mais alto que a sua própria arrogância. E só por isso aquele dia eu te odiei de verdade. Só de raiva da sua razão.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-619310690289948367?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/619310690289948367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=619310690289948367&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/619310690289948367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/619310690289948367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/12/o-primeiro-nao-gente-nunca-esquece.html' title='O primeiro não a gente nunca esquece.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-192566665954038216</id><published>2009-12-03T13:57:00.002-02:00</published><updated>2009-12-03T14:02:07.146-02:00</updated><title type='text'>Querido Papai Noel,</title><content type='html'>Esse ano foi um ano de muitas coisas boas. Mas o melhor de tudo é que esse ano eu morri poucas vezes. É sério. E isso, Papai Noel convenhamos, é um progresso e tanto para as pessoas histericamente anormais e tão surreais como eu. Eu aprendi a morrer menos porque esse negócio de morrer de amor, de falta, de excesso, de raiva e de todos os outros motivos que sempre me fazem morrer, poxa, esse troço cansa. Dá azia, eu engordei, comi chocolate e ele saiu em forma de espinha na testa e minha vida só ficando ainda mais e mais caótica. Mas olha, pelo menos eu não morri. Cheguei bem perto mas nada definitivo. Foi quase tão definitivo quanto alguém ter um pouco de caráter. Chorar eu chorei, é óbvio. Eu continuo achando que chorar é charmoso e comove. Não que eu queira comover, Papai Noel, não é isso, veja bem.&lt;br /&gt;O que eu quero mesmo é viver de um jeito que eu não precise tanto de aprovação. E pode ser num mundo onde ser bem resolvida seja pintinho mole e então aí eu aprenderei como tudo isso é fim de novela. Previsível e chato para cacete. &lt;br /&gt;Mas eu chego em dezembro com a sensação de missão cumprida. Sempre de mau humor, eu sei, mas cumprida oras! Ano que vem eu serei mais bem humorada e tentarei, com a ajuda de florais milagrosos, ser uma pessoa menos irritada e menos urgente. Eu prometo. Então Papai Noel, como eu me comportei um pouco melhor e morri bem menos vezes porque estou aprendendo que viver é só um pouco mais que morrer por tudo, eu acho que mereço um recompensa. Eu também sei que não fui muito paciente mas é que, sabe Papai Noel, foi um ano difícil nos quesitos ansiedade e expectativa. E esse lance de ansiedade e expectativa faz perder a paciência para descarregar a frustração e não (aí sim) morrer de vez dura e seca. Eu também sei, meu bom velhinho, que eu tenho que parar de comer canto de unha só porque ninguém me descobre escrevendo coisas tão legais e que - pelo menos - todo mundo diz que adora. E também tenho urgentemente que parar de esperar por tudo como se esperar resolvesse alguma coisa. Portanto eu preciso deixar de ser uma pessoa acomodada, chata, mal resolvida, cri cri e também ciumenta e possessiva. Mas por outro lado eu enchi bem menos o saco do Renato esse ano e vez em quando ele sai para um chopp sem eu morrer de medo de ele se apaixonar pelo primeiro poste que atravessar bêbado na frente dele. Medo de morrer infartada no sofá esturricado e quase sem molas da nossa sala. Mas eu prometo. Ano que vem vou aprender a meditar num templo que tem perto de casa, o Senhor pode acreditar. E eu também juro que não vou colocar o fígado para fora em forma de decepção do mundo porque protestar assim é para os burros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma e ainda assim, meu bom e amado velhinho, eu mereço uma recompensa. Nem que seja só pelo fato de estar sendo tão honesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada!&lt;br /&gt;T,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-192566665954038216?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/192566665954038216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=192566665954038216&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/192566665954038216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/192566665954038216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/12/carta-para-o-bom-velhinho.html' title='Querido Papai Noel,'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-8657172989965958774</id><published>2009-11-30T15:36:00.000-02:00</published><updated>2009-11-30T15:36:04.737-02:00</updated><title type='text'>Eu não sei se é.</title><content type='html'>Não sei se é de louça mas sei que quebra fácil. Não sei se isso tudo é música mas ouço a ginga e requebro junto nesse ritmo que é todo do mundo inteiro e de tantas partes diferentes. Não sei se é triste mas muitas vezes choro porque &amp;nbsp;acho charmoso chorar e ninguém tem nada a ver com isso. Não sei se é feliz mas outras tantas vezes rio alto de nervosa para ninguém perceber que tantas vezes eu não sei o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é com álcool mas dou uns golinhos para ver se alguma brilhante ideia brota do meu fundo torto e tonto e me faz rica para você respirar seus sonhos, enquanto eu ganho vivendo meus sentimentos mais intensos. Não sei se é de comer mais mordo fraco porque a primeira vez sempre requer certa cautela. Se o gosto for bom mata essa fome que eu tenho. E aí quem sabe eu sossegue essa ânsia que me arrebenta as varizes com dó de arrebentar mesmo meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a passagem é livre mas chuto a porta porque eu não sei procurar e não encontrar nessa mesma velocidade que toca a minha vida atormentada de tantas coisas para dizer. E depois não sei se é para sair mas não olho para trás porque detesto me arrepender e detesto mais ainda querer refazer e não poder admitir porque detesto mais do que tudo estar errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é paixão porque paixão consome e isso aqui alimenta tudo que deveria corroer com o tempo curto para tantas posições diferentes. Não sei se é cenário mas parece tudo feliz demais para ser vida real de segunda a segunda. Não sei se é para ir ao céu mas vou mesmo assim cada vez que tudo isso chacoalha meu corpinho de ornitorrinco me fazendo não sei se delirar ou se só suar meus excessos em forma de gotas salgadas e mornas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é para engolir mas devoro num fervor só meu porque não há remédio que me faça dormir e não tem amor que acalme essa coisa que me faz pulsar no meio da rua. Não sei se é estrela mas o brilho me cega uma cegueira sem qualquer ensaio e me faz cantar minha dúvida já que não posso mais vê-la. Não sei se é para decorar e logo após a deixa vomitar o texto bem escrito, mas vou logo falando que é para deixar tudo bem claro mesmo que ninguém se interesse por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é loucura mas é de uma verdade tão absoluta e incrível que eu quero acreditar que é são porque loucura passa e quando vem a realidade eu nunca sei se é para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-8657172989965958774?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/8657172989965958774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=8657172989965958774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8657172989965958774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8657172989965958774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/11/eu-nao-sei-se-e.html' title='Eu não sei se é.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-9142208363724480092</id><published>2009-11-24T10:09:00.000-02:00</published><updated>2009-11-24T10:09:29.464-02:00</updated><title type='text'>Nós somos o que mesmo?!</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Nós somos isso tudo e mais um monte de poucos que vamos catando no chão vida afora enquanto nos preocupamos em cumprir todas as missões que&amp;nbsp;a vida impõem. Impõem e empurra na cara sem perguntar se a gente acha que é capaz de executar com o mínimo de talento. Porque para viver é preciso um tato aflorado especialmente na ponta dos dedos e um certo talento aguçado. Nós somos um monte de poucos e de partes que tornam essa máquina quase perfeita e esse todo quase completo mesmo durante todas as dúvidas. E mesmo depois de todas as respostas que a gente vive querendo. &lt;br /&gt;Nós somos assim quando tudo azul brilha lá fora e&amp;nbsp;assados quando o céu fecha e cai o mundo e, cegos, perdemos alguma coisa que está impossível de encontrar de novo. Porque o tempo corre e a gente está cansado para acompanhar. E esse vazio&amp;nbsp;do não reencontro&amp;nbsp;dói cruel e fatídico&amp;nbsp;bem no meio do estômago. E por causa disso somos todos medrosos, somos demagogos, somos&amp;nbsp;mornos porque para esquentar é preciso se despir dos receios e rasgar a própria pele como se ela de nada valesse tentando abrir espaço para sensações infinitas e novas. Nós somos exatamente todos os beijos que recusamos em nome de sabe-se lá o que. E somos igualmente todos&amp;nbsp;os beijos que aceitamos de coração aberto e com o corpo gelado porque beijo&amp;nbsp;que a gente quer é uma montanha russa de saliva que adoça a vida até dos meus azedos e automáticos vizinhos. &lt;br /&gt;Nós somos todas as paixões que vivemos até minguar e&amp;nbsp;esfolar a pele de tanto atrito e somos - por que não? -&amp;nbsp;todas as paixões miseráveis que não esgotamos por&amp;nbsp;que eram chatas e&amp;nbsp;vomitadas&amp;nbsp;mas das quais&amp;nbsp;a gente sentiu falta nas tardes de carência porque somos altamente complexos. Nós somos assim mesmo, a prática da abstração, o sucesso da ignorânica, o fracasso da sabedoria, o vazio imenso que faz a gente levantar de sobressalto quando muitas coisas&amp;nbsp;ficaram&amp;nbsp;para serem ditas mas que acabaram caladas porque nós somos também preguiçosos na&amp;nbsp;arte do salvamento e verdadeiramente imbecis na arte de admitir. E somos limitados no exercício da tolerância e esperançosos sobre o encontro mágico com a alma gêmea que movimenta nossas buscas desesperadas. E nós somos sábios e burros e felizes e azedos porque nós somos humanos, somos bichanos, somos um&amp;nbsp;bando de loucos que não pode mudar o rumo para não dar de cara com o desconhecido&amp;nbsp;e não precisar enfiar no rabo todas as certezas mentirosas e as verdades que inventamos. Porque somos uma raça fraca apesar de sabermos tudo de computadores. &lt;br /&gt;Nós somos&amp;nbsp;todas as saudades, todos os erros, todas&amp;nbsp;os grandes momentos felizes e&amp;nbsp;aqueles pequenos que dóem mas que ajudam a construir e fazer sólido para que outros pequenos momentos venham e acinzentem um pouco a vida estúpida dos irremediavelmente felizes .&amp;nbsp;Nós somos as sombras que fazemos, as grandiosidades das almas e as cachaças para esquecer que muitas vezes o melhor é esquecer mesmo. Nós somos exatamente isso e muito mais. Um monte de pedaços espalhados por aí em outros corpos que a gente esbarra enquanto&amp;nbsp;não acabam as festas e&amp;nbsp;enquanto as luzes não se acendem clareando a realidade para os olhos cansados de tanta informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos exatamente assim, sem tirar nem por.&lt;br /&gt;Nós&amp;nbsp;somos exatamente o que queremos ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-9142208363724480092?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/9142208363724480092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=9142208363724480092&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/9142208363724480092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/9142208363724480092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/11/nos-somos-o-que-mesmo.html' title='Nós somos o que mesmo?!'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-4698950462110924558</id><published>2009-11-19T14:44:00.001-02:00</published><updated>2009-11-19T14:54:48.050-02:00</updated><title type='text'>Eu, tu eles e o sexo mágico.</title><content type='html'>Sexo mágico é assim, meu amor. Com truques, com milhares de artifícios, com fogos e bombas e com esse barulho que todo mundo adora fazer e ouvir. Com tudo menos com amanhã. Recheado de um vazio imenso e com cobertura de qualquer coisa azeda que pega na garganta e fica tão duro de engolir quanto uma cartola com coelho branco de olho vermelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou você achou mesmo que a gente ia namorar, andar de mãos dadas e que eu ia ter disposição para conhecer sua mãe e seus tios avós que ajudaram a te criar? Agora e para sempre é tudo assim. Super veloz, super superficial e tirando moeda da orelha sem contar o truque que é para não desencantar mesmo com tantos desencantos e desencontros. Porque com envolvimento, meu amor, custa uma vida de preocupações e lamúrias sem fundamentos. Eu quero assim. Profundo, intenso, rápido e globalizado como tudo tem que ser nesses anos confusos que a gente vive desde que o sexo foi banalizado em nome das igualdades que não igualaram coisa nenhuma. Sexo mágico, paixões enigmáticas e sentimentos jamais assumidos porque assumir você sabe. É para quem tem coragem e coragem anda escassa no meio de tantas ilusões que se criaram desde que tudo virou essa ausência absurda na tentativa de não enraizar porque enraizar também é só&amp;nbsp;para quem não tem medo de viver e de amar de verdade e tampouco receio de tomar trezentos pés nas duas bandas da bunda caidinha mesmo com a academia que custa caro para cacete. Sexo mágico pode ser à luz de velas, com trilha sonora da Tânia Mara, direção do Monjardim e o caralho a quatro passando em horário nobre que é para todo mundo lembrar que a vida agora tem descompromissos que ferem&amp;nbsp;e que alimentam simultaneamente as almas penadas que vagam nas madrugadas em busca de qualquer aventura de merdinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não pode ser com esperança. Só não pode ser com expectativa. Nem com amor e muito mesmo ligando no dia seguinte para desejar bom dia. Tem que ser só com as ilusões que a gente vive para alimentar e para não morrer nessa inanição maluca que os progressos humanos toscos trouxeram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente transa no mágico e no escuro que é para você enxergar só o necessário. E por favor, nada de carinhos e nem beijo na boca porque com beijo, chuchu, pode custar a liberdade, as vontades, os desejos e as conquistas otárias que você acha que coleciona mais&amp;nbsp;as conquistas idiotas que eu quero acreditar que estão na minha listinha de mocinhos bonitos que cruzei por aí.&lt;br /&gt;Então combinados. A partir de agora é sexo mágico. A gente transa e depois você some. &lt;br /&gt;Ou se você preferir pode também virar pizza porque eu morro de fome depois desse sexo descompromissado que move o mundo nessa - e pelo visto - nas próximas duzentas encarnações caso o mundo realmente não se acabe em 2012.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-4698950462110924558?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/4698950462110924558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=4698950462110924558&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4698950462110924558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4698950462110924558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/11/eu-tu-eles-e-o-sexo-magico.html' title='Eu, tu eles e o sexo mágico.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-1156520877626241685</id><published>2009-11-17T11:10:00.000-02:00</published><updated>2009-11-17T11:10:00.960-02:00</updated><title type='text'>Os opostos que se atraem.</title><content type='html'>Na escola ele era da turma que entregava os trabalhos em dia, tirava boas notas porque tem uma inteligência irritante e todos os professores, coordenadores e bedéis adoravam ele. Porque ele gente, vocês não sabem. Ele tem um olho azul e uma gentileza que só vendo. E a alma dele cintila fazendo dele o cara mais incrível do mundo. Eu era da turma do fundão, que de vez em quando entregava os trabalhos e tirava notas ruins mesmo estudando porque as coisas da vida eram muitas e enfim não dava para prestar atenção em tudo. E os dois únicos professores que gostavam de mim eram aqueles que achavam minha enrolação charmosa e minhas ameaças de revolução uma coisa meio Che. Um deles era o professor de História. O outro era o de educação física. E achavam mais charmosa ainda uma bermuda sexy que de vez em quando eu usava porque eu tinha a bundinha que dava gosto. E os bedéis bom... os bedéis me manjavam muito porque era sempre eles que me recolhiam tentando fugir da aula em busca de coisas mais emocionantes do que a tal da Inconfidência Mineira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cabulava aula. Ele jamais fez isso. Alguns membros da minha turma já rolavam seus baseados. A turma dele enrolava, no máximo, a pipa. Eu era o mano, ele a mina. Eles se encontravam na casa de um deles sábados e seus pais todos se conheciam. Nós íamos ver o pôr do Sol na praça sei lá o quê depois de sair da balada. Ele passou no FCE e eu tomei pau no T4 daquela maldita Cultura Inglesa. Nunca esqueço que nesse dia minha mãe me chamou de vagabunda. Mas eu realmente não consegui acompanhar. Ele foi morar na Austrália. Eu saí de casa para ir da Rua Tupi para Rua Turiaçu. Ele fala um inglês absoluto. Eu peço dog hot ao invés de hot dog. Ele me explica coisas sobre o PIB e outro dia esclareci para ele o que era coxia. Ele ouvia Pearl Jam. Eu ouvia Chico mas venerava mesmo desde meu primeiro segundo de vida era Tom e Vinicius. Eles tinham onde ficar no Guarujá porque tinha uns playboys na turma deles. Eu quando ia para o Jogos Jurídicos dormia no carro com três amigas estranhas como eu para não gastar no hotel e sobrar para cachaça e talvez para balada que rolaria na outra semana. Ele super apaixonado e romântico. Eu super corna e achando que abafava na companhia dos piores elementos do colégio. Aqueles desgraçados que acham que abafam e abafam? E fica a ala feminina inteira da escola morrendo por eles com seus cabelinhos repicados para cima e suas poses de pseudo comedores de coxinhas de cantina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele de camiseta hering embaixo da camisa de listrinhas azuis e eu de all star sem a palmilha porque eu odeio palmilha. Ele dançava com a menina mais bonita da escola no bailinho. Eu não era tirada para dançar porque acho que era debochada demais. Aliás, acho que fui convidada para uns três ou quatro bailinhos da turma dele, no máximo. Eu piscava para peão de obra e ria de chorar quando eles achavam que aquilo era sério. Minha mãe morria de vergonha. Ele não piscava assim como um cafajeste arreganhado qualquer. As meninas com quem ele andava usavam roupas com ombreiras e o sapato de bico fino sempre combinava com a bolsa pink. Elas dançavam em rodinha e cochichavam para falar do menino bonito. Ele sempre discreto e com pessoas discretas. Eu sempre esse furacão que vive ameaçando mas não tem coragem de carregar tudo para me obrigar a começar de novo e quem sabe talvez, sem traumas. Ele sempre pensando no futuro quando fez suas escolhas. Eu sempre pensando que futuro era longe demais e que até chegar eu já tinha caído nas graças de alguma figura que publicasse meus livros e minhas histórias mal resolvidas. Ele sempre tão contido e eu sempre tão maritaca com a voz aguda. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Certeza que foi por isso que me apaixonei por ele. Ele é tudo que eu nunca quis ser mas que eu sempre quis no homem que ia me salvar de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-1156520877626241685?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/1156520877626241685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=1156520877626241685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1156520877626241685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1156520877626241685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/11/os-opostos-que-se-atraem.html' title='Os opostos que se atraem.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-2847363715484899716</id><published>2009-11-12T12:06:00.000-02:00</published><updated>2009-11-12T12:06:08.333-02:00</updated><title type='text'>Eu e minha vergonha de você.</title><content type='html'>Ma dá uma impulsão louca e eu rio alto e toscamente toda vez que vem na minha cabeça as suas imagens. Já faz muito tempo realmente mas há coisas que não se apagam. Sua mania nojenta de coçar o saco em público fazendo “róc róc” na sua discrição completa e irrestrita. Eu até hoje me pergunto como é que um cara estudado, com inglês fluente e viajado podia ser tão interessante e tão idiota a ponto de cometer atos insanos. É. Seu pai também era meu rural pensando melhor. E eu rio uma gargalhada quase histérica de me lembrar da sensação péssima que eu tinha quando você se coçava como não tomasse banho há uns três dias e as pessoas reparando e com certeza comentando e rindo de você. E de mim óbvio. Porque afinal de contas também não entendo como é que eu fui capaz. Porque não era uma coçadinha ou aquela ajeitadinha que todo mundo conhece e que toda mulher perdoa porque sabe que não há jeito. Era uma bela coçada com requintes de crueldade e trilha sonora. Eu nunca confessei mas hoje tudo bem Eu morria de vergonha e tinha mil vezes que preferia andar de mão dada com o Mercadante de tão tosco e sem noção que era aquilo que você fazia. O pior é que você percebia e achava natural como se tivesse sido abandonado na floresta e criado por sei lá que tipo de criatura que coça o saco dessa maneira que não sei você ainda faz.. Para você era uma coçada básica a gente sabia. Mas a verdade sempre crua é que parecia que você ia ficar com as duas bolas se debatendo loucamente nas mãos. Eu juro que era isso que eu e o mundo inteiro achávamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca consegui entender porque você, que era um cara tão assim era tão mal assado ao mesmo tempo. Isso porque eu nunca disse nada sobre seu hábito de ficar uns quatro dias sem escovar os dentes alegando que fio dental bastava e que os medievais viviam otimamente sem as ferramentas de higiene bucal. Bochechava um listerine ardido e pronto, estava resolvido, pronto para todas as batalhas da vida. E eu também jamais mencionei que você raspava o cabelo para economizar no shampoo e porque lavar dava muito trabalho. E outra. Eu mantive trancado a chaves o seu pior segredo. Aquele sabe? Que você passava maisena como talco no sovaco porque nunca lembrava de comprar um desodorante e acreditava que Maisena impedia os pêlos do sovaco de suar. Eu também nunca entendi essa teoria mas tudo bem. Pelo menos a Maisena não tinha cheiro mas você vivia vencido e eu sempre morri de curiosidade de perguntar se você não sentia seu próprio cheiro. &lt;br /&gt;E mesmo assim eu te amava num amor divertido e companheiro. &lt;br /&gt;Enfim. Também. Nessa época apesar de escovar os dentes, tomar banho, lavar o cabelo e não desembaraçar meus pêlos em público, eu era absurdamente tosca. Eu admito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-2847363715484899716?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/2847363715484899716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=2847363715484899716&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2847363715484899716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2847363715484899716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/11/eu-e-minha-vergonha-de-voce.html' title='Eu e minha vergonha de você.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-3707561868164525914</id><published>2009-11-11T14:42:00.002-02:00</published><updated>2009-11-11T15:47:33.915-02:00</updated><title type='text'>Sobre o tempo e os bons amigos.</title><content type='html'>O tempo passa rápido para cacete e ao mesmo tempo em que tudo muda, nada muda porra nenhuma e a gente tem que reencontrar pessoas para ver que a vida é assim mesmo. Na minha época de agência eu era uma pseudo menina grande e peituda. E sempre folgada. Não sou mais uma pseudo menina. Agora sou uma pseudo mulher. Mas continuo grande, cada vez mais peituda e anos Eras mais folgada talvez porque esteja também muito mais segura. Ou talvez porque os anos tenham me emburrecido um pouco mais e minha massa cinzenta tenha se deteriorado com esse calor absurdo. E ao mesmo tempo em que isso me angustia muito sou acometida por um alívio visceral e imediato quando olho para o Flavinho. O Flavinho não é mais só um pseudo menino punheteiro. Agora ele é um pseudo homem. Ele adorava palavras como merda, bunda e gozar. E isso, não mudou. Antigamente ele era um pseudo designer. Hoje ele é um designer dos fodidos. Olhar para o Alê também. O tempo não passou, não contei uma ruga a mais nele e não enxerguei fios brancos no cabelo. Mas também minha vista mudou bastante. Ele sorri igual, um sorriso quase discreto mas que quando vira gargalhada é de uma histeria energética. E mexe no cabelo de Zé bonitinho como há alguns anos atrás. E fala das mulheres com o mesmo ar adolescente que anos atrás, sempre com uma tirada boa que me faz sentir raiva e orgulho em ser mulher. Nessa época, anos atrás, ele era um playboy absoluto. Hoje continua um playboy absoluto, de camisa listradinha branca e azul e gola branca com seu super mega ultra blaster Iphone e todos os zilhares de aplicativos do Universo. Sujeito do bem e do bom. E o Fernando foi o de todos o que quase completou a coleção de cabelos brancos. Mas sempre com as mesmas piadas sarcásticas, às vezes toscas e com o toque ácido que lhe é peculiar desde sempre também. Ele parece uma criatura grosseira mas no fundo no fundo ele é uma fachada de favela como eu. É o mesmo tipo de antes. Curioso, furioso e filho da puta com as coisas das relações humanas. Antigamente, o Fernando era um pseudo animal. Hoje depois de ser promovido&amp;nbsp;e ter se&amp;nbsp;especializado ele é&amp;nbsp;um animal completo com um pensamento rápido e que sabe muito da vida. A Lilica é a cabeça de sempre, a central do Brasil varonil. Raciocínio e estratégias são para ela tão naturais quanto é para mim&amp;nbsp;comer e respirar. Só que muito mais bem humorada e infinitamente mais humana do que alguns anos atrás. Antes ela era uma chefe amiga. Hoje ela é minha amiga chefe. Tudo nela tem a mesma intensidade dos anos de agência quando a gente virava madrugada achando legal trabalhar até que o sol raiasse entre as persianas brancas bronzeando a pizza esturricada da noite na correira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu me pergunto porque é que o tempo corre tanto quando ele devia dar uma folga e porque ele passa tão devagar quando a gente quer acordar curada de tantas coisas que a vida leva e traz só para a gente aprender – ou pelo menos tentar - lidar com a saudade. Afinal é para mudar tudo ou não mudar nada? É para ir logo ou devagar? Bom mesmo seria não questionar tanto e respirar mais quando estou morrendo nessa felicidade louca de rir tanto e tão pouco porque gastar sorriso fácil não é para mim não. É. Eu também continuo mau humorada como sempre porque eu quero acreditar, mesmo sabendo que não, que esse é o charme da minha revolta sem motivo e o que faz da fachada da minha favela essa coisa tão rudimentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Tudo muda, nada muda porra nenhuma e o tempo é - para todos - inexorável, o que dá a sensação meio angustiante de que tudo acaba e que nada foi feito para ser para sempre. Mas se essa sensação vier junto com o Xissa, uma coca zero bem geladinha e um monte de gente boa na mesma mesa. Porra. Aí vira história boa rapidinho e a gente nem sente que tanto tempo passou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-3707561868164525914?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/3707561868164525914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=3707561868164525914&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/3707561868164525914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/3707561868164525914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/11/sobre-o-tempo.html' title='Sobre o tempo e os bons amigos.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-6658452439911886456</id><published>2009-11-09T10:00:00.001-02:00</published><updated>2009-11-09T10:00:01.687-02:00</updated><title type='text'>Os pintinhos bárbaros</title><content type='html'>Eles estão por todos os lados como numa invasão bárbara de filme americano&amp;nbsp;preenchendo espaços que seriam muito melhores vazios. Porque você há de convir comigo que é melhor vazio do que cheio de uma massa mole e que não vira pão gostoso nem na paulada nem no sol ardido. Eles se acham incríveis quando aumentam em suas listinhas ridículas o número de mulheres que seduziram, que beijaram ou - chamem do que quiserem isso que eu chamo de carência global - whatever. Mesmo que eu não deva chamar isso de sedução porque para seduzir é preciso muita inteligência e uma ginga que eu conheço em meia dúzia se tanto. Eles são quase sempre iguais e dos seus lados esquerdos têm sempre o&amp;nbsp;jogador de polo da marca&amp;nbsp;que a gente já está esgotada de ver enfeitando os peitos cabeludinhos dessa raça estranha que domina o mundo a cada balada nova aberta. E o mais intrigante é a capacidade de multiplicação da raça sem que seja necessário alimentar nem jogar água depois da meia noite. E a percepção deles - que é tão aguçada quanto minha vontade de esmurrá-los - é sempre tão ruim que quando eles mais acham que estão arrasando a estrutura,&amp;nbsp;eles estão na realidade enrolando as línguas de bêbados&amp;nbsp; porque não podem suportar a falta de macheza que os mantém em pé na sobriedade dos fatos e as fazendo optar, muitas vezes, pela diversão solitária, charmosa e independente. Eles comentam que fulana isso, que beltrana melhor no quesito pouca compostura e que ciclana fica mais legal de boca fechada porque tem um bafo horroroso de alho frito com cebola murcha.&amp;nbsp; Durante muito tempo eles foram chamados de galinhas e canalhas. Hoje eles são chamados de. Sei lá de quê. Imbecis talvez. Ou idiotas quem sabe. Mas para mim eles são mesmo é um bando de pintinhos amarelos e magricelos sem importância alguma e suportáveis pelo tempo&amp;nbsp;da&amp;nbsp;tonteira de um gole de absinto mais fraco para não morrer disso.&amp;nbsp;Eles ainda não perceberam que elas transcenderam de um jeito inimaginável até bem pouco tempo atrás e que tudo isso aí virou fachada de favela. Elas nem ligam mais se eles não pedem o telefone. E eles entendem que elas não deram o telefone porque&amp;nbsp;não pediram. Elas já preferem que seja em suas casas que é para nem precisar dizer tchau quando vier o sono.&amp;nbsp;E eles se acham malandros pois foram embora de fininho porque era mais fácil com ela dormindo. Eles é que viraram assunto de roda enquanto quem dá a volta&amp;nbsp;quase sempre são elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até que os jumentos potenciais percebam que a mudança de comportamento não é porque eles ditaram, fica assim então. Quando não é na casa delas elas se vestem com pressa e vão embora de táxi porque no fundo no fundo&amp;nbsp; eles é que se transformaram em criaturas completamente desinteressantes e inseguras demais para quase todas. O que, na realidade nua e crua, é ótimo porque assim os raros interessantes são potencializados à máxima e se tornam ainda bem melhores florindo nosso Universo medíocre e tão sempre cheio desses pintinhos amarelinhos que cabem aqui nas nossas mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-6658452439911886456?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/6658452439911886456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=6658452439911886456&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6658452439911886456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6658452439911886456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/11/os-pintinhos-barbaros.html' title='Os pintinhos bárbaros'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-1750722353550656058</id><published>2009-11-04T10:10:00.002-02:00</published><updated>2009-11-04T10:10:46.980-02:00</updated><title type='text'>Eu não calo.</title><content type='html'>Eu nunca calo porque calar para mim é desistir e desistir não dá. É para os fracos, covardes e mais cansados do que eu. Não que eu seja uma verborrágica ambulante mas poucas vezes eu sei e menos vezes ainda eu quero calar. Prefiro assim, morrer acreditando no diálogo como formar de salvar, além do universo inteiro, as relações entre nós, humanos pensantes e nossos sexos opostos ou iguais. Eu não calo porque calar é quase trair em pensamento. É não dar chance de réplica, de defesa. E traição nunca deu, que dirá agora. Eu não calo porque conheço pessoas que nunca disseram nada e morreram de uma dor profunda na garganta e tiveram câncer no intestino que é para onde a gente leva tudo que não presta e tudo que não foi dito. Calar é para aqueles que não sabem arregaçar as mangas velhas e quase descosturadas e sair em busca das coisas com que sonham porque são pequenos demais para todas as lutas diárias e gigantescas dessa vida que é amar. Eu não calo por causa dessa minha mania de levar a vida. Aos trancos e solavancos que é para morrer lutando como heroína de causa nenhuma. Eu não calo porque o silêncio é o mensageiro do fim e eu detesto fins. Ainda mais o nosso fim, esse com o qual eu não posso conceber porque a verdade é que eu nasci para nós. Eu grito sempre que é para todo mundo ouvir e testemunhar que todos os meus recursos estão sendo usados nessas milhares de tentativas de remendar nossa colcha de retalhos já surrada pelo tempo, pela falta de cuidado e por esse pó que insisti em entrar mesmo com tudo trancado em nossas tetras. Eu não calo porque nasci cheia de argumentos e quero passar a vida toda te dizendo que eu valio a pena, que eu te amo e que, sem nós, meu amor, eu não existo e nem quero. Eu brado todas as minhas centenas de palavras difíceis que busquei no dicionário que é para ver se você se orgulha de mim, que é para você me achar inteligente quando você sabe que eu sou burra. Que eu sou burra por você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escrevo que é para você saber e para todo mundo saber também que eu, meu amor, naufrago numa banheira com patinhos para chamar sua atenção se for preciso. Eu te mando mil emails porque eu sou uma tagarela insegura e porque fui embora. Fui embora de você, de mim, de nós. Dessa vida chata e habitual demais para mim. E pequena demais para nós. Eu não calo porque calar é consentir e eu não posso consentir com o silêncio jamais, nem nos meus piores pesadelos. &lt;br /&gt;Eu não calo e nem quero. Porque o dia que eu calar, meu amor, pode saber. Eu morri.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-1750722353550656058?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/1750722353550656058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=1750722353550656058&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1750722353550656058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1750722353550656058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/11/eu-nao-calo.html' title='Eu não calo.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-8251382711431250768</id><published>2009-10-30T13:00:00.000-02:00</published><updated>2009-10-30T13:00:18.790-02:00</updated><title type='text'>Hoje eu quero ser feliz.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/Sur-7Ia52UI/AAAAAAAAADI/cs2yVHPLb9k/s1600-h/images3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/Sur-7Ia52UI/AAAAAAAAADI/cs2yVHPLb9k/s320/images3.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Cara, hoje eu acordei com uma vontade monstra de de repente ser a mulher mais feliz do Universo e matar de inveja e a belisquinhos todas as outras mulheres que existem e respiram o mesmo ar que eu porque eu tenho você e elas não. Eu quero ser feliz pulando na praia como essa imagem enjoada que, pela primeira vez eu inseri num texto para incorporar isso que a gente encontra em todos os bancos de imagens do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu abri o olho e pronto. Estalou e cintilou tudo que você berra na minha cabeça o tempo todo a favor de a gente ser feliz custe o que custar usando sempre o mesmo argumento: tem gente muito pior! Ela estava lá esperando que eu levantasse da cama para se pendurar no meu pescoço como o Matheus faz quando brincamos de cavalinho. A vontade absurda e gigantesca de rir de tudo e de nada bem alto e com&amp;nbsp;a boca arregaçada&amp;nbsp;escancarando os tortinhos que compõem minha arcada dentária e fazendo um papel ridículo de alienada&amp;nbsp;feliz nesse grande espetáculo que é a vida, habitou meu corpo&amp;nbsp;com a mesma força com que você me pega nas nossas noites felizes que eu realmente não nego, são muito felizes!&amp;nbsp;E a vontade&amp;nbsp;veio entrando em mim e fazendo ainda maior esse desejo de ser como quase todas&amp;nbsp;as outras pessoas que&amp;nbsp;existem não como as pessoas que vivem tudo como eu inclusive suas desgraças pessoais. Hoje eu acordei assim, querendo te dizer que&amp;nbsp;meu gênio ruim é mais gênero&amp;nbsp;do que&amp;nbsp;gênio, que esse meu jeito tosco de fingir que entendo tudo é mentira,&amp;nbsp;que no fundo no fundo eu sou uma borralheira dos infernos que tem medo de ser feliz e gostar e te dizer que nem toda vez que eu estou brava eu realmente estou brava. Às vezes eu só quero mesmo um carinho mais demorado e dez minutos a mais de pé quente roçando no pé frio embaixo do edredon antes do dia começar.&amp;nbsp;Hoje eu quero ser feliz como você é só para provar para mim mesma que toda essa tragédia grega só adoece e dá bons textos mas que na verdade ninguém dá a mínima importância para ela.&amp;nbsp;Hoje eu quero mesmo experimentar um encontro de 24 horas com a busca infinita, quero&amp;nbsp;me sentir burra porque os burros me parecem sempre mais felizes&amp;nbsp;já que não usam o cérebro para nada&amp;nbsp;mesmo e&amp;nbsp;quero&amp;nbsp;degustar em pequenas porções individuais o gosto idiota de não ter na manga nenhum argumento inteligente&amp;nbsp;para encarar suas discussões. Sentir minha circunferência menor&amp;nbsp;depois de tanto&amp;nbsp;rir,&amp;nbsp;quero não pensar que a gente tem tantas coisas para resolver e quero te beijar como nas primeiras vezes com Jack Johnson tocando na nossa orelha todas as nossas músicas de começo de namoro no meio daquela paixão surreal que avassalou a nós dois num golpe único e letal. Quero calar o mundo para que a gente só possa ouvir a gente e não esquecer nunca mais que é disso que a gente é feito. Dessa constante e absurda corrente que passa de você para mim e de mim para você cada vez que a gente se esbarra e cada vez que eu decido ser feliz. Hoje eu acordei com um vontade nada mensurável de ser exatamente isso que você quer que eu seja:&amp;nbsp;a mulher mais feliz do mundo. Sem nenhum motivozinho para ser nada além disso: feliz. Eu sei. Você quer que eu seja assim porque é isso que você me faz. E hoje como eu quero ser a mulher mais feliz do mundo eu vou ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não acostuma não. É só hoje, viu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-8251382711431250768?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/8251382711431250768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=8251382711431250768&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8251382711431250768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8251382711431250768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/10/hoje-eu-quero-ser-feliz.html' title='Hoje eu quero ser feliz.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/Sur-7Ia52UI/AAAAAAAAADI/cs2yVHPLb9k/s72-c/images3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-8333569101222465834</id><published>2009-10-27T11:50:00.000-02:00</published><updated>2009-10-27T11:50:03.241-02:00</updated><title type='text'>Eu te tatuei</title><content type='html'>Eu te tatuei porque tem que ser para sempre apesar do destino e porque eu acredito que é para sempre. Eu te tatuei porque você corre no meu sangue tão quente quanto um projeto de inferninho&amp;nbsp;bom&amp;nbsp;ritmando meus longos e sempre apressados passos rumo a coisa alguma. &lt;br /&gt;Eu senti dor porque eu achei que era pouco e porque eu acho lindo sentir dor de amor. Eu e todas as minhas coisas de maluca que transbordam agora em forma de tinta eterna no pulso esquerdo. Eu te coloquei aqui, bem ao alcance da minha mão que é para você não poder fugir nunca. Faça apenas um movimento mais brusco que eu te tampo com a outra mão. E é também por isso que eu passo bastante perfume em cima de você. Para você não querer ir embora do meu cheiro, da minha pele, do meu mau humor e da minha falta imensa de pulseiras e badulaques charmosos que me pontuariam melhor ainda como mulher. &lt;br /&gt;Eu te tatuei que é para você e todo mundo saberem que mesmo que não seja para sempre na vida vai ser para sempre&amp;nbsp;em mim, para eternidade até que eu e meus pulsos duremos para então nos encontrarmos com o famoso fim de todos. Eu te tatuei que é para a gente nunca se perder e porque mesmo longe você estará sempre aqui cravado. Eu te tatuei porque eu sou uma doidivanas, porque gosto de ser intensa em tudo ainda mais na gente e porque achei que cinco anos mereciam uma marca com agulha. Eu te tatuei porque não gosto de sentir saudade e essa letra que eu escolhi é óbvio, é a sua letra. Ela é meio tortinha como se estivesse com a preguiça de quem acaba de abrir os olhos para mais um dia. Eu coloquei sua letra desenhada em mim porque sua letra é linda e ainda me lembra Reencontro e Reencarnação. E também me lembra Ridícula. Que é o que sou. Eu te tatuei porque eu gosto de para sempre, porque eu sabia que você ia adorar e também porque eu queria saber com quantos poros furados e pintados se mostra um grande amor. Só que esqueci de contar porque eu queria mesmo era sentir a dor para provar que transcende. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te tatuei para ter certeza que vivo para você, para nós e para nossa cambada de dois. &lt;br /&gt;Eu te tatuei para não esquecer por nenhum dia, para fazer valer tudo isso de todo dia e porque meu amor, muito mais que tudo isso, eu te tatuei porque eu te amo em definitivo.&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-8333569101222465834?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/8333569101222465834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=8333569101222465834&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8333569101222465834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8333569101222465834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/10/eu-te-tatuei.html' title='Eu te tatuei'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-874047524492069216</id><published>2009-10-23T21:46:00.002-02:00</published><updated>2009-10-23T21:50:02.172-02:00</updated><title type='text'>Eu morro pela última vez.</title><content type='html'>Cada vez que o rumo da discussão é esse, esse que eu tanto odeio, eu tenho vontade de cortar essa rede de proteção para as crianças e numa tentativa desesperada de calar tudo de uma só vez num tiro certeiro, me jogar com tudo e tentar bater as asas que eu gostaria de ter mas não tenho. Porque essa mesma discussão de toda vez me mata, me rasga, me pica e me joga no pinico. Eu sempre tenho, outra e outra vez vontade de morrer numa morte dolorida que é para conhecer a piedade alheia ao invés de só a vergonha. Cada vez que você vem com esse olhar perdido e me diz que eu tenho que resolver o que é que me faz feliz eu tenho vontade de esmurrar sua cara inteira até ela explodir num inchaço 3D. Mas sem sangue porque eu não suportaria te ver sangrando. Mas é que toda vez a mesma coisa cansa e tudo que cansa me faz reagir e eu reajo matando mesmo que depois eu morra junto nesse arrenpedimento de ainda achar que temos tanto o que viver para depois ter tanto para contar. Eu tenho vontade de uma faca de pão ser a arma de um crime de cozinha e de uma colher de pau que é para poder, de algum jeito, te agredir enquanto dou com ela na minha própria cabeça para ver se você me incorpora e se mata junto. Eu tenho vontade de voar de saia que é para todo mundo ver o que os anos fazem com a gente e para todo mundo ver que eu sou bem resolvida com meus milhares de buracos mesmo você me chamando de infeliz por uma vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez que você diz que a minha infelicidade te incomoda eu quero te incomodar ainda mais chorando alto e muito mimada porque esse é meu way of life. É o que me sustenta tendo desgraças mexicanas, choros lamuriosos e histórias para contar. Não dá para ser feliz porque eu acho chato quem é feliz demais mesmo com motivos de menos. Felicidade demais aliena meu amor. E motivo não é problema. Se não tiver um eu arrumo alguns e choro uma década por eles mesmo sem saber extaamente por que estou chorando. E eu sei ser feliz quando quero ser feliz e quando gosto de ser feliz. Mas felicidade não enche minha barriga nem incha minhas pálpebras para chamar a atenção sem ter que me atirar no Tietê sem nenhuma proteção e de olhos bem abertos. Eu quero motivo para chorar, eu quero motivo nenhum para morrer de saudade e eu quero mais e mais lágrimas para a coleção nova que comecei e que ainda falta muito para completar. &lt;br /&gt;Cada vez que a gente termina nesse ponto eu tenho vontade de mandar você para o inferno mas quando lembro que o inferno deve ser divertido eu te mando para o Céu mesmo. E sempre que a discussão é essa, quando você cansa, você encosta essa mão em mim e me chama de linda e aí eu morro derretida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que cada vez que a porra da histeria termina e passa, eu quase morro mesmo é de vontade de te fazer um pouco mais infeliz que é para você ver que é verdade. Dá rima. Dá liga. E numa hora dessas, acredite. Vai dar dinheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-874047524492069216?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/874047524492069216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=874047524492069216&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/874047524492069216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/874047524492069216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/10/cada-vez-que-o-rumo-e-essa-eu-morro.html' title='Eu morro pela última vez.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-8074311124050808425</id><published>2009-10-19T10:36:00.000-02:00</published><updated>2009-10-19T10:36:06.871-02:00</updated><title type='text'>Só por hoje.</title><content type='html'>Só por hoje. Só por hoje eu não quero porque só por hoje eu sei de tudo que se passa comigo de dentro para fora e de baixo para cima. Só por hoje eu prometo. Só por este dia eu não quero nunca mais e de jeito algum nem que você se arraste de joelhos em Aparecida do Norte. Não quero só por hoje tudo que você me faz feliz, tudo que você me odeia e logo depois me ama e tudo o que você colore porque hoje e só hoje, eu quero preto e branco e silencioso. Só por hoje eu não quero chorar o desespero das possibilidades de você passar aquela porta irrevogavelmente e encontrar um outro amor fresquinho, mais gostoso e que tenha vocação para felicidade. E que não ache lindas as bolinhas de sabão de parques. Só por hoje eu não quero essa boca de cerâmica, esse olho de vidro, esse cheiro de morango com chocolate, esse sabor que aguça tudo na minha língua e na minha campainha. Só por hoje eu não quero nunca mais para sempre. Só hoje eu não quero esse tesão desmedido, não quero que meus pêlos oricem quando você está chegando muito muito perto e só por hoje eu não quero que você me pegue com esses vinte dedos mais essa pegada que só por hoje eu não quero nunca mais. Só por hoje eu quero esquecer tudo de bom e tudo de ruim e tudo de X que a gente sempre gostou e realizou enquanto dupla. Só hoje eu quero uma nota só, um singular e um solo de guitarra fodido para ensurdecer e nunca mais, só por hoje, ouvir você dizer tão selvagemente que gosta do meu gosto às vezes azedo às vezes amargo. Só hoje eu não quero tomar essa sopa que eu amo tanto mas que me lembra aquele quarto de pousada onde a gente foi tão feliz mesmo eu nunca gostando de tamanha felicidade e nem de quartos de pousadas. Só por hoje eu não quero acender nossa lareira que é para não arder nesse fogo tão intenso e laranja que não apaga jamais senão a gente se perde. E só por hoje eu não vou ouvir Chico porque Chico e Geni contam muito dos nossos momentos mais sem vergonhas, nessa relação tão pouco sem vergonha que no dia a dia a gente toca com uma certa e só nossa maestria. Só por hoje eu não quero te querer desse jeito tão forte e fundo, não te amar com tanta experiência e sabedoria e não deixar que você me ame com tanto amor e com tanta pureza. Só por hoje eu não quero Coca-cola e só por hoje eu não uso meu sabonete líquido para deixar a pele lisa. Só hoje eu quero a pele um caco que é para descer bem fundo e quem sabe amanhã, também não querer de novo e vencer essa luta tão desleal que é te amar mais do que a mim mesma. Só por hoje eu não quero James Bond, não suporto Ivete Sangalo, só por hoje eu quero morrer de silêncio e sem música que é para ser bem triste e solitário desse jeito que eu gosto tanto porque aí sim tem charme e poesia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a Tatiana, tenho 33 anos e sou uma mulher que ama demais. &lt;br /&gt;Por isso só por hoje eu não quero você que é para gostar um pouco mais de mim.&lt;br /&gt;Só por hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-8074311124050808425?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/8074311124050808425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=8074311124050808425&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8074311124050808425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8074311124050808425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/10/so-por-hoje.html' title='Só por hoje.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-690440515416530131</id><published>2009-10-15T10:45:00.003-03:00</published><updated>2009-10-15T11:17:45.877-03:00</updated><title type='text'>A camisola de R$ 60,00</title><content type='html'>Acho que eu tinha 24 anos. E lembro que naquela tarde, eu e minha avó tínhamos ido num bingo de cartelas e ganhamos R$150,00. Apesar de ela ter pago a diversão, o trato sempre era que dividiríamos o prêmio. Ela sempre ganhava e eu&amp;nbsp;abocanhava minha parte sem grandes esforços porque a vovó tinha sorte. &lt;br /&gt;Então lá fui eu com os R$ 75,00 que me cabiam para o shopping. Eu estava tão absurdamente feliz que tinha decidido impressionar, arrasar, arrombar, acabar com tudo que tivesse solidez e fazer da sua estrutura um pinto mole digno de virar piada. Eu lembro de sentir meu coração disparando, meus poros abrindo e erguendo meus pelinhos do braço e eu estava mesmo era me achando uma mulher incrível porque ia torrar minha pequena fortuna em algo para te impressionar muito ao invés de deixar em uma balada e meia me divertindo com estranhos que dançam mal e parecem todos uns bandos de metrossexuais esquisitos. Entrei na loja assim com o peito estufado afinal, eu queria arrebentar mesmo. Coluna ereta, bolsa na paralela do braço, depilei a perna antes de ir. Tudo direitinho. A vendedora se aproximou e me levou na arara certa. A arara linda de camisolas mais lindas ainda e deliciosamente sugestivas. Olhei todas, uma a uma para ver qual combinaria mais com o momento que viria de noite. Minha mente de adolescente grande, retardada e colecionadora de histórias idiotas imaginou todas as declarações do mundo e todas aquelas promessas que sempre parecia que você ia fazer mas que você nunca teve cu para fazer e por isso, sempre fingia que faltava o ar nos momentos em que sabia que eu estava esperando você dizer todas aquelas merdas verdes soavam valsa nos meus tímpanos estourados. Ou eu que nunca tive cu para admitir que as declarações eram grandes e incríveis invenções da minha cachola iludida pela temperatura das nossas ventas e desse seu termômetro amarelo antigo e cheio de bolor. &lt;br /&gt;Eu tinha R$ 75,00 e por isso eliminei de cara as que custavam mais que R$60,00 porque tinha que pagar o estacionamento do shopping que, quando eu tinha 24 anos já era caro. Isso não era problema porque as de R$60,00 eram charmosas também. Só não tinham as mesma rendas e nem nada assim tão babado e tão elegante quanto as que custavam R$90,00 ou mais. Quanto mais babado e menos tecido mais cara. E lá fui eu, a furtadora de prêmios de bingo de vovózinhas inocentes, ao provador. Lá dentro com oito cabides, um espelho e minha falta de vergonha absoluta comecei: cada camisola uma pose de perfil nova, bem sensual. Tudo para impressionar. E a frustração entrou pela fechadura do provador quando eu lembrei que nada aquilo era o que eu era. E afinal você tinha que gostar de mim exatamente como eu era. Cazzo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vesti num golpe só a roupa e sai em direção à arara oposta das camisolas lindas e deliciosamente sugestivas. Eu tinha acabado de decidir: ia levar a que estava na vitrine. De algodão, verde água e que brilhava no escuro os dizeres em amarelo fluorescente: I wanna say how much I love you. Por apenas R$ 28,90.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-690440515416530131?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/690440515416530131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=690440515416530131&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/690440515416530131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/690440515416530131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/10/camisola-de-r-6000.html' title='A camisola de R$ 60,00'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-9111467026146944608</id><published>2009-10-13T12:08:00.000-03:00</published><updated>2009-10-13T12:08:25.965-03:00</updated><title type='text'>Maldito bode!</title><content type='html'>Esse bode do mundo quando preenche infla e quando infla dói porque meu sangue fica com pouco espaço para correr e tudo necrosa uma necrose rápida&amp;nbsp;como todas as coisas da vida que acabam, esgotam ou inflam. Esse bode do mundo que acha a coisa mais incrível do mundo o Brasil sediar uma Olimpíadas. O Brasil tá fodido para sediar Olimpíadas, quem vai pagar essa conta somos nós e o brasileiro ainda faz festa na Paulista e em Copacabana! Eu tenho bode do Lula e do seu choro copioso, eu tenho bode de Carnaval num país onde não há esgoto para os ratos e para todas as merdas que eles fazem e que fedem no nosso nariz. Esse bode me acaba porque eu fico com preguiça de abrir o olho só de pensar no tanto de gente tosca e idiota com quem eu esbarro todos os dias de toda a minha vida. Esse bode dá sono, dá sede, dá fome e mesmo que eu durma morta, beba litros e coma até sair pelos poros, não passa nunca porque eu quero mesmo é fugir de tudo que é tão estupidamente óbvio e normal.&amp;nbsp;Eu odeio tanto&amp;nbsp;básicos e óbvios que de vez em quando&amp;nbsp;leio o dicionário.&amp;nbsp;Esse bode do mundo, desses assuntos chatos de crise, de falta de educação e de ENEM. ENEM me dá vontade de gumitar porque vomitar é pouco por saber que nosso País vai sediar uma Olimpíadas sem conseguir aplicar um exame.&lt;br /&gt;Eu tenho bode infernal de pessoas que se inscrevem no twitter e protegem suas páginas, eu tenho bode de gente que fala demais, que canta alto e de gente muito feliz. Eu morro uma morte súbita de bode das cotas para negros e o bode só aumenta quando a notícia é sobre o Theo Becker indicado para homem do ano. Eu tenho bode do MST arrombando tudo em nome de uma ideologia estúpida pautada na violência dos seus atos. Eu tenho bode de jornais e revistas com as mesmas bundas lisas e sem celulites e com todos os peitos mais duros da face da terra. Quero a&amp;nbsp;Mama Bruschetta&amp;nbsp;na capa de uma revista sensual com um charuto no canto da boca. Eu quero gente lendo poema no metrô, arte na rua, música no supermercado popular. Bossa nova na balada, lança perfume para cheirar, educação para favela. Qualquer coisa que não seja óbvia. Qualquer coisa que não seja tudo isso. Todo esse monte de merda que compõem o meu bode do mundo, que faz tudo feder e que me deixa desesperada querendo fugir. Fugir para longe, onde a originalidade sirva de remédio para todas as minhas feridas abertas por culpa do maldito bode.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-9111467026146944608?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/9111467026146944608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=9111467026146944608&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/9111467026146944608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/9111467026146944608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/10/maldito-bode.html' title='Maldito bode!'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-5721902603734601405</id><published>2009-10-09T11:15:00.001-03:00</published><updated>2009-10-09T11:20:23.757-03:00</updated><title type='text'>Lunática é a puta que pariu!</title><content type='html'>Eu me considero uma pessoa lunática. Fora da órbita, em alfa, uma mulher completamente duvidosa porque tudo ferve muito e sempre. Eu sou lunática desde o primeiro dia da minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bebê eu não dormia. Reza a lenda familiar que minha primeira noite de sono corrido aconteceu aos 2 anos e 4 meses. Tempo suficiente para todo mundo ficar lelé. Depois, já bem mais velha eu tinha fixação pela Xuxa. Quando eu tinha uns 4 anos. Mas a paixão foi intensa e duradoura se arrastando até quase a adolescência. Sim, riam. Eu quis ser paquita. E atormentei porque quis ser paquita. Mas passou e eu sobrevivi sem ser paquita. Mas fiquei mais lunática eu acho. &lt;br /&gt;Um pouco mais adiante em minha mexicana história de vida, eu que já demonstrava meu talento para a dramaturgia, quis ser atriz. E tinha jeito, viu!? Mas lá em casa só teve acordo depois dos 18 anos, quando eu, depois de tomar pílula, me assemelhava a uma porpeta que andava e tinha vida e vontade próprias porque eu, aos 18 anos, não me indicava para ninguém, juro. E me formei e protagonizei a peça de formatura e fiz bons trabalhos a partir dali porque meus professores confiavam em mim. Mais lunática fiquei quando nada acontecia. A não ser peças que eu amava, mas que não me davam a menor segurança e um puto furado para pagar meio chopp na Vila madalena de 3 em 3 semanas, nas terças-feiras porque todos os bares são Double.&lt;br /&gt;Mais adiante meu lunatismo cresceu quando comecei a perceber que eu era uma criatura interessante. Afinal um homem 22 anos mais velho que eu dizia que tinha se apaixonado por mim e eu acreditei. Hoje acho que eu não era interessante naquela época. Ele que era retardado mesmo. Algum tempo depois, mas nem tanto assim, cresce ainda mais a minha certeza de ser lunática. Eu estava na cozinha do apartamento do Guarujá lavando uns pratinhos quando achei ter visto um OVNI. Larguei o prato, sai correndo e branca, cheguei na sacada ofegante apontando para o céu para compartilhar com meu marido aquela visão lunática. O Renato pacientemente me alertou de que aquilo se tratava de um jato. &lt;br /&gt;E não poderia passar em branco a vez que eu achei que meu banheiro estava sendo invadido por libélulas gigantes, que me levantariam da privada me segurando em bando pelo sovaco, até que eu passasse pelo maldito vitrô, fosse arremessada só de sacanagem e quebrasse minha cara no asfalto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Eu realmente era lunática.&amp;nbsp;Enfim. Eu realmente sou. &lt;br /&gt;E lunática é a puta que pariu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-5721902603734601405?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/5721902603734601405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=5721902603734601405&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5721902603734601405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5721902603734601405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/10/lunatica-e-puta-que-pariu.html' title='Lunática é a puta que pariu!'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-2677635941188655480</id><published>2009-10-07T16:16:00.001-03:00</published><updated>2009-10-07T16:19:01.498-03:00</updated><title type='text'>You choose</title><content type='html'>Somos&amp;nbsp;produtos do meio em que vivemos. Fato. E apesar do meu meio ser um meio normal, quero dizer, com pessoas satisfatoriamente sãs, eu já era diferente desde criança. Diferente daquele bandinho de pseudo mini humanos fazendo as mesmas coisas nos recreios tão esperados, dividindo lanchinhos, bebendo água do bebedor nojento e jogando papel higiênico molhado no teto do banheiro e se achando o máximo por isso. Eu corria para o teatro para ficar espiando de longe a turma dos “grandes” ensaiando a peça nova da escola. Enquanto isso as mini humanas já treinadas por suas mães, ficavam cochichando enquanto escolhiam o melhor partido para dançar no bailinho. &lt;br /&gt;Eu tinha minha turma de sala que era legal e eu adorava a Fernanda e a Carla. Mas um dia, depois de muitos anos de amizade e confidências, elas me chamaram para uma conversa séria. E na porta do banheiro e sem vasilina disseram: “A gente não quer mais andar com você porque você é estranha”. Meu mundo explodiu. Entrei no banheiro, chorei um tiquinho e voltei para aula. Estava sozinha no mundo escolar. Claro. Eu gostava de arte e elas gostavam de Menudo (não que eu não gostasse de Menudo, mas eu também já gostava de arte)! Eu sempre tirava dez nas redações porque escrevia muito sobre tudo desde sempre. E as mini humanas bem mais peitudas que eu escreviam bilhetes para suas amigas jurando amor e amizade eternos e gastavam cem vezes mais que eu suas canetinhas desenhando corações umas para as outras. Eu sonhava de olhos abertos e elas comiam sanduíche de queijo prato. Sempre em roda de mini humanas com o mesmo sapatinho de bico sei lá que porra. Teve uma época que ir num bailinho de escola era participar de desfile de carnaval: todo mundo da mesma ala com a mesma fantasia. Eu sempre sem roda mas com um livro na mão. Esse foi meu primeiro e amargo encontro com a crueldade das coisas da vida. Minhas queridas amigas me achavam estranha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, eu tinha um namoradinho. E uma tarde combinamos que íamos na quadra namorar um pouco. Naquela época namorar era ficar de mãos dadas lamentando a chegada da sexta-feira porque no fim de semana nunca nos víamos. Meu namoradinho disse que me amava e falou que eu era a coisa mais importante da vida dele. Eu flutuei durante a aula inteira com o coração pulsando na altura da garganta e me fazendo dar uns pulos na carteira de 3 em 3 minutos. Ele era popular, moreno, usava um aparelho charmoso nos dentes e usava o perfume do pai dele. Foi meu primeiro encontro com o amor. Eu esperei ele na quadra 20 minutos. Fui para porta e perguntei para o bedel. Ele já tinha ido embora e saiu da escola com a Laura que era super popular como ele. Tudo que eles agitavam dava certo e depois do primeiro encontro com o amor tive meu primeiro encontro com a dor. A dor do amor. Eu chorei alguns dias. A Laura usava sutiã e eu ainda não, só podia ser por isso. Namoraram o resto da nossa vida escolar e a Laura era minha amiga. &lt;br /&gt;E numa excursão, teve um imbecil por honoris causa que abriu a porta do meu quarto e eu estava me secando, saindo do banho, numa posição estranha. Espalhou para escola inteira que eu era “despelada” e que meu peito parecia um caroço de azeitona em franca evolução. Eu quis voltar para casa mas desejei ainda mais ser forte e dizer na cara dele o quanto ele era idiota e o quanto o pai dele parecia uma coxinha recheada com catupiry. &lt;br /&gt;Passado um ano e fiz uma nova amiga. Mais nova que eu mas super companheira. Fomos enraizadas uma na outra durante 7 longos anos. As duas sempre e tanto e toda vez. E um dia ela arrumou um namorado que não foi com a minha fuça torta e nunca mais olhou par mim. Foi meu primeiro encontro com a desilusão entre amigos que dói de verdade. Ainda teve uma vez em que um namorado, depois de dois anos de relação estável, bebeu umas a mais num gueri gueri na Oscar Freire e beijou ninguém menos que a Bel, uma super amiga na época. Coleciono todos esses&amp;nbsp;momentos armazenados no meu buffer que é para não&amp;nbsp;encontrar a verdadeira felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, vomitando na cara da gente a realidade dura da vida e da dor, o mundo vai permitindo que a gente se divida entre bons e maus. Exatamente assim o mundo vai colocando na mesa as cartas, todas elas&amp;nbsp;e as regras numa lista cumprida e detalhada. Só isso. Cartas e regras em mãos e legíveis, todo o resto é com a gente. You choose.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-2677635941188655480?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/2677635941188655480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=2677635941188655480&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2677635941188655480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2677635941188655480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/10/you-choose.html' title='You choose'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-5374160525501535913</id><published>2009-10-05T13:37:00.000-03:00</published><updated>2009-10-05T13:37:25.056-03:00</updated><title type='text'>Saiu para comprar cigarro...</title><content type='html'>Tal qual uma viúva cheia de pudores eu chorei e te enterrei naquela madrugada chuvosa de segunda-feira. Te enterrei vivinho da Silva depois que você saiu, surrealmente adolescente para ir a um show com o bando de estúpidos, bêbados e infelizes a quem você chamava de amigos e não voltou nunca mais. Eu chorei sua morte como uma criança chora a morte do primeiro pintinho que ganhou do Papai depois do domingo feliz na feira dos bichos. Uma morte ainda mais sofrida porque&amp;nbsp;não houve. Eu te enterrei sem ter um defunto gelado. A morte para a vida que é sempre mais cruel do que a morte para morte. Eu te enterrei de perto porque eu queria mesmo sofrer aquilo como se nunca mais eu fosse te ver. Como se nosso último encontro fosse aquele: eu agarrada num terço e com os olhos inchados. E você cheio de vida pulando que nem um macaco e beijando outra boca que não era a minha porque a minha estava seca e grudada de desidratação do amor. Tal qual uma viúva cheia de pudores, eu segurei meu terço mas te amaldiçoei quando eu a conheci tão jovial, tão pretensiosa, tão linda, com o cabelo tão liso e com um apelido tão delicadinho. Eu te amaldiçoei de inveja, de raiva, de orgulho ferido, de dor de corno, de amor mal resolvido. Eu te enterrei dentro do meu quarto, embaixo do meu colchão que era para ter absoluta certeza de que você não ressuscitaria e para bem de perto acompanhar seu processo de decomposição quando se arrependesse de ter, naquele show, ido em busca do que não se tinha que buscar porque agente tinha um trato de paixão eterna. Eu te amaldiçoei porque quando eu a vi tão tão eu soube que você tinha encontrado o amor da sua vida mesmo você sendo o amor da minha vida. Daquela minha vida, daquela circunstância. Eu chorei muitos nós na garganta inflamada de dor e de saudade. Eu tive até amigdalite. Eu preferia que você tivesse morrido mesmo porque assim eu ficaria o resto do meu resto achando que a gente era para sempre e que você me amava como quando me dizia que me amava, com os olhos cheios de um brilho estrelado de perspectivas e sonhos do primeiro ano de faculdade, um brilho que me incomodava porque ainda havia muito o que se viver e muito para se começar a entender. &lt;br /&gt;Você era o meu amor. Aquele meu amor tão companheiro. Mas você, naquele domingo de finados, saiu para ir a um show e não voltou nunca mais. Assim como nos contos em que o cara saiu para comprar cigarros e veio, depois de 20 anos de cabeça baixa e arrependido, perguntar se tinha esquecido o isqueiro. Só que você, nem para isso voltou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-5374160525501535913?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/5374160525501535913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=5374160525501535913&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5374160525501535913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5374160525501535913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/10/saiu-para-comprar-cigarro.html' title='Saiu para comprar cigarro...'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-8358697966808842566</id><published>2009-10-01T09:00:00.006-03:00</published><updated>2009-10-01T12:00:47.896-03:00</updated><title type='text'>Faltava tudo ou amigo de cu é rola.</title><content type='html'>Me faltava massa cinzenta para me livrar de você e das suas máscaras sempre mais sólidas do que a minha própria e vã existência sempre desconexa e confusa. Me faltava ter a segurança de que o mundo não acabaria em cima da minha desmiolada cabeça só porque podia ir embora. Me faltava linha de raciocínio e um corpo menos flácido cada vez que você chegava com essa cara de cachorro sem vergonha e faminto dizendo rimas deliciosas com essa voz rouca do inferno enquanto soltava no meio umas frases suas misturadas com uns ditos de Jobim.&amp;nbsp;Faltava clareza quando eu entrava naquela merda daquele seu carro de riquinho e sentia o cheiro de homem elegante daquela merda de perfume de Free Shop que, para você não tem charme algum já que você vive ocupando seu tempo conhecendo o mundo. Me faltava sobriedade todas as noites quando você, mentindo deslavadamente, mandava torpedos sobre sua paixão eterna e a intensidade única que a gente experimentava cada vez que meu dedo indicador fazia aquele sinal de código morse que só a gente sabia o que significava.&amp;nbsp;Faltava lógica&amp;nbsp;quando você discursava sobre&amp;nbsp;toda a exclusividade do mundo e de tudo que eu te causava internamente. Tão interno que ia da língua pro&amp;nbsp;ânus direto. Sem escala. Tudo tão eterno e tão absolutamente externo. &lt;br /&gt;Me faltava estômago para digerir todas as toneladas de bosta dura que você cagava para mim e me faltava vergonha toda vez que eu fingia que caía no seu conto sem graça nenhuma só porque me faltava também (e principalmente) inteligência e desapego daquela parceria tão fisicamente boa. Me faltava força para lutar contra aquilo que a gente sempre soube: foi só tesão. Me faltava a música certa para te esquecer porque só o que tocava no som da minha sala pequena e sem sofá era “Detalhes” do Rei. Me faltava coragem para admitir que aquilo tudo do começo ao fim era invenção da minha cabeça porque eu queria uma bóia de salvação e você era uma bóia muito da gostosa e que morava dentro de um puta iate. Me faltava ouvido para escutar o que o Maracanã e meio me diziam mas eu preferi bancar a surda muda porque eu queria mesmo era ser feliz sem ter razão alguma. Mesmo que eu soubesse a data do maldito fim quando você disse: “me sinto seu amigo”. Amigo? Amigo de cu é rola, camarada! Mesmo que eu soubesse que o começo foi como uma coceira de picada de pernilongo: coça, coça, coça, mas quando para de coçar acaba de vez. Me faltava o ar cada vez que você me dizia que daquela vez era sério e que você realmente me queria para todo sempre como declararia Vinícius à sua Tatiana. Mas me faltava pudor porque tudo em você sempre pulsou no meu ritmo louco e desesperado. E você era desesperado como eu para viver. Tão desesperado que me fez morrer em menos de 15 dias. Tudo isso. 15 dias. Porque me faltava. Me faltava tudo sempre e tanto. A única coisa que sobrava mesmo era você, meu amor por você e todos os meus restos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-8358697966808842566?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/8358697966808842566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=8358697966808842566&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8358697966808842566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8358697966808842566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/10/faltava-tudo-ou-amigo-de-cu-e-rola.html' title='Faltava tudo ou amigo de cu é rola.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-6722951557883647498</id><published>2009-09-29T14:31:00.001-03:00</published><updated>2009-09-29T14:33:37.124-03:00</updated><title type='text'>Um revoltado de cabeleireiros.</title><content type='html'>Toda vez que eu preciso ir, e só vou quando realmente preciso, vou munida de um livro, o Ipod do meu marido ou de um celular com bateria cheia para me distrair. Aliás, toda vez que vou é porque a coisa tá preta e não há mais argumentos nem amor que resistam à tudo que tem que ser feito. Aí eu vou como um animal rumo ao abate. Só que vou dirigindo meu próprio veículo. Entro já com a cara séria que é para ficar com fama de antipática e ninguém me perguntar se eu tenho convênio de saúde e se eu gosto da minha sogra ou se prefiro minha vizinha. Não, eu não tenho contra quem trabalha, acho uma profissão super legal mas minha alma precisa de muito mais do que ler uma Caras e morrer de inveja e de vontade de ir a Paris naquela porra daquele castelo perfeito que toda vez que a gente vê a gente quer como criança mimada que tem a primeira frustração mas não gosta de chorar para os coleguinhas ruins comentarem. Obrigada mas eu ando ocupada demais e a minha alma gosta mesmo é de Jobim e Vinícius descrevendo todas as coisas do mundo em canções e em histórias tão vivas quanto minha vontade de morrer de ódio das futilidades e dos creminhos que exterminam celulites como atiradores de elite e seus tiros certeiros. Então eu sento e imediatamente começo a me munir de subterfúgios para não me aprofundar no assunto da semana: Paola Oliveira comendo o ex marido da Thaís Fersoza que deve ser, por motivos óbvios, um sedutor de mão cheia. Enfim. Mas elas insistem. Folheiam e arregalam os olhos e comentam amaldiçoando. E babam quando olham para o Rodrigo Hilbert com dois filhos no colo sorrindo numa foto de image bank fodidamente perfeita. Dessas que quando a gente olha a gente acredita porque acreditar é sonhar e todo aquele mimimi que todo mundo aqui já conhece e já repetiu. Eu aumento o som mas elas falam cada vez mais alto brigando com o volume dos seis secadores ligados. Mas a união faz a força e&amp;nbsp;elas são mais potentes que os pobres seis secadores. Então eu desisto do Ipod e tento fingir que estou falando no celular. Em vão. Fica parecendo desenho animado. Eu abrindo a boca sem som de tão alto que é a conversa fiada. E me impressiona como a que está na porta ouve a conversa da que está no fundo e conseguem se comunicar&amp;nbsp;através de gritos e&amp;nbsp;de sinais. Aí penso que o problema sou eu que sou muito profunda. Tão profunda que prefiro ficar uma Raimunda peluda e com cutículas caíndo pelos cantos dos dedos do que respirar superficialidades tão pequenininhas. Então coloco meu óculos bem intelectualmente e abro meu livro de 984 páginas. Elas nem notam. E agora a bola da vez (quer dizer a ex-bola da vez) é o Fausto Silva e seu peso quase pena depois da cirurgia&amp;nbsp; que fez no Einstein com o Dr Fulano das costas quentes e dos dedões peludos. Começa a minha inquietação. Meu pescoço coça. Peço para ela ser um pouco mais rápida porque tenho milhares de coisas para fazer. Mas o que tenho mesmo é urticária dessas barbaridades de creme anti envelhecimento, escova grega, maquiagem espanhola, sobrancelha coreana, unha francesa, pé chileno, sovaco indiano, virilha brasileira e se der bem cavada. O meu me mata mesmo é aquela invasão tãp peculiar,&amp;nbsp;aquela intimidade tão instantânea e&amp;nbsp;aqueles palpites tão imediatos e impensadamente covardes. E eu tenho medo de dormir inteligente e culta e acordar burra, viciada, insana e querendo ser alguém que não nasci sendo. É por isso que eu só vou quando a Edna fala colocando a frase naquele contexto que é só dela: “Ô patroa, vamos fazer essa mão que está demais, vou ligar no cabeleireiro e enquanto isso a senhora pega a chave do seu carro”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-6722951557883647498?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/6722951557883647498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=6722951557883647498&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6722951557883647498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6722951557883647498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/um-meio-revoltado-sobre-cabeleireiros.html' title='Um revoltado de cabeleireiros.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-5277271268993893084</id><published>2009-09-26T19:29:00.001-03:00</published><updated>2009-09-28T10:24:18.369-03:00</updated><title type='text'>Ele é PHODDA.</title><content type='html'>Ele é foda. Ele é incrível. Cheio de defeitos, grosso pra cacete, torto, mas adorável. Deve ser coisa de outra vida, eu acho.&amp;nbsp;Imaginem uma pessoa torta. Não fisicamente. Mas uma pessoa torta no sentido de ter a vida torta, de levar a vida de maneira torta. De&amp;nbsp;ser alguém torto no mais figurativo sentido da palavra. Ele tem um jeito de encarar as coisas que é eternamente irreal. Mas ele é o cara, bicho. E ele sempre fala "deixa comigo, eu sou phodda, com PH e dois D!" Ele dança, ele fala alto para cacete, ele bagunça o coreto de qualquer lugar onde ele vá e ele tem um charme que é do caralho. É um charme torto igual o jeito dele levar a vida. Um charme casual porque se ele não está de jeans tá de bermuda. Ele briga o tempo inteiro comigo e a cada garoa que cai em São Paulo&amp;nbsp;me busca insanamente. Só sossega quando descobre que geralmente estou em casa com as crianças. E nas raras vezes em que não estou em casa ele decreta sem pensar:&amp;nbsp; Volte agora para casa Tatiana e quando entrar me ligue!" E ele tem uma batata da perna gigantesca e animal. Ele já está grisalho e um pouco envelhecido pelas opções que andou fazendo na última década. Mas quando encolhe o braço para dançar sozinho como se estivesse acompanhado, cara, quando ele faz isso eu adoro.&amp;nbsp;E ele parece um moleque besta tentando conquistar uma garota linda. Mesmo que não haja moleques nem garotas lindas na vida real. Ele&amp;nbsp;é um cara encrenqueiro, desconfiado e&amp;nbsp;bem humorado que é uma praga. O bom humor dele eu não sei de onde vem. Não&amp;nbsp;sei&amp;nbsp;para onde vai nunca porque eu vou contar,&amp;nbsp;a vida dele é uma coisa absolutamente adolescente. Ele se apaixona morbidamente, ele desama&amp;nbsp;tranquilamente, ele volta pro zero com se estivesse à beira dos 20 e com uma vida inteira para cometer todos os grandes erros. Ele é do tipo que manda flores e chama de bem, sabe? &lt;br /&gt;E ele é meu parceiro. Qualquer hora. Não tem tempo ruim, não tem senão. Ele é o cara mais estabanado que eu conheço mas de um estabano que é diferente. É suave e parece dança. As pessoas sorriem para ele. Porque ele é um anjo e um trator, um balsamo e um abismo. Ele é um caos interno numa guerra civil com mortos e feridos. Mas ele, bicho, ele tem uma coisa de resolver tudo, de&amp;nbsp;socorrer, de não entender que eu sou uma mulher feita mesmo sabendo que isso é a realidade. Ele tem um jeitão tosco de ser que eu, nossa, eu amo. Ele me ouve, ele me xinga, ele vai, ele me rodeia. Ele me torra, ele me azucrina, mas meu, como ele&amp;nbsp;me ama.&amp;nbsp;E como a gente briga. E como a gente se odeia por tantas e indeterminadas e desavisadas vezes. E como eu sempre morri de ciume dele. Nossa. Mas ele vem, ele troca as lâmpadas da minha casa, ele&amp;nbsp;me liga 793 vezes quando meu marido viaja, ele é foda. Ele é do caralho. Mesmo&amp;nbsp;nas&amp;nbsp;trilhares de vezes em que eu tenho vontade de esganá-lo eu tenho&amp;nbsp;vontade de dar um beliscão de amor na bochecha já meio caidinha. Ele sou eu mais velho e masculino. É por isso que a gente briga tanto. E é também por isso que a gente não se desgruda. Ele, eu nem precisaria&amp;nbsp;dizer, é meu pai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-5277271268993893084?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/5277271268993893084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=5277271268993893084&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5277271268993893084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5277271268993893084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/ele-e-phodda.html' title='Ele é PHODDA.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-3529352103226183202</id><published>2009-09-25T16:15:00.000-03:00</published><updated>2009-09-25T16:15:12.711-03:00</updated><title type='text'>Querida,</title><content type='html'>Eu acordei querendo te fazer uma homenagem. Acordei com uma necessidade absurda de dizer coisas para você e de você. Uma homenagem sincera mesmo. De coração. Para relembrar, recontar, redizer, reinventar, retomar o que não poderá nunca, jamais, em tempo algum ser retomado. Eu não tenho nenhuma lembrança da minha adolescência, ou seja, das minhas cagadas sem você. Em todas você estava junto, impressionante. Nas boas quase sempre.&amp;nbsp;Nas ruins todas. &lt;br /&gt;Acordei hoje pensando que não sei quantos anos são porque perdi a conta já dessa nossa amizade paleozóica. Mas que são anos incríveis, deliciosos, amáveis e de uma parceria de sucesso. Eu e você. Sempre. Sem competições. Até que as pessoas esperassem que assumíssemos nossa homossexualidade, imagina. Eu te levando, te buscando, te inventando aqui, te carregando para lá, te confortando, te amparando, gritando, brigando mas sempre fazendo minha parte. A parte racional da relação. Eu sempre razão. Você sempre emoção. Eu sempre segurando a barra da gente e você sempre fodendo a gente, inacreditável. E tantos apertos. E tantas coisas. E tantas vezes que choramos. E tantas outras em que rimos até chorar. E muitas em que nos metemos em milhares de enrascadas. E todas as vezes que você me emprestou suas roupas chiques e elegantes. E todas as vezes que você depositou dinheiro na minha conta porque eu sempre ganhei mal para cacete e você sempre teve muito mais do que precisam os mortais classe A +. E todas as vezes que passamos a virada do ano como se aquele sim fosse o último de nossas vidas. E todas as vezes que dividimos a mesma cama porque faltava lugar pra tanta gente dormir junto. E todas as ligações que você me fez de madrugada pedindo um papo bom para esquecer de um lobo mau. E das nossas viagens, e das nossas multas com nossos carros porque sempre fomos inconsequentes e de todas as balizas que você nunca conseguiu fazer assim como todas as vezes que você encostou o carro na ladeira e me deu para dirigir porque na ladeira é muito mais difícil. E a gente se ensinando sempre, se misturando pela vida toda, não nos perdendo de vista jamais. Faz tempo. Faz muito tempo que a gente ensaia e estreia. Milhares de coisas nossas em cartaz em milhares de teatros muquifos espalhados pelo centro da cidade suja de São Paulo contando nossas crônicas de nossas vidas tão tão reais. Mesmo sabendo que você nunca vai ler isso porque você nem sabe o que é um blog, hoje eu acordei querendo dizer que adoro você. E todo esse seu jeito que ninguém entende e que quase ninguém quer entender. Eu acordei querendo dizer que é sempre bom. Até hoje é bom. E sempre vai ser bom. Ter você como amiga, minha querida Ternurinha, não tem preço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-3529352103226183202?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/3529352103226183202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=3529352103226183202&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/3529352103226183202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/3529352103226183202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/querida.html' title='Querida,'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-1049029587517262170</id><published>2009-09-23T08:51:00.001-03:00</published><updated>2009-09-23T09:00:54.822-03:00</updated><title type='text'>Run, run!</title><content type='html'>Talvez seja por isso que eu vivo sufocando sem ar&amp;nbsp;&amp;nbsp;como uma&amp;nbsp;velhota ridícula&amp;nbsp;à beira da cova já com as velas acesas e o caixão pago à vista. Talvez seja por isso, só pode ser. Por que eu sou engolida por mim mesma desde que nasci. E sempre sonho que estou correndo, como nos desenhos do Pica Pau, daquelas bolas gigantescas que descem ladeira e morro abaixo e passam por cima do pobre coitado que depois de muito correr acaba achatado no asfalto. Nesse caso eu sou o Pica Pau e eu sou&amp;nbsp;a bola. Eu estou sempre correndo de mim que é para ver se passa, se acalma, se aquieta, se eu canso e durmo, se recomeça do zero e de outra forma. Mas não. Meu lado preguiçoso, que quer sossego e uma vida menos louca, ansiosa e intensa , briga sem parar com meu lado que quer tudo para anteontem mesmo eu não tendo mais fôlego para correr tanto e ainda ter que ser feliz correndo. Eu quero ser feliz sentada, de chapéu e óculos escuros, na piscina de um hotel chiquérrimo, descansada e magra depois de pagar 2 paus por 12 sessões de drenagem linfática. É assim que eu quero ser feliz porque ser feliz correndo cansa muito. Ganhar dinheiro escrevendo, cuidar das crianças e tomar sol na cara. Depois ir na dermatologista e tomar bronca porque sol demasiado dá câncer, carajo. E também quero ser feliz indo esquiar. Eu cansei desse esforço físico e mental que eu faço para me libertar de mim mesma e voltar para mim mesma cada vez que penso que estou mais serena. Só que eu nunca estou mais serena então nunca volto completamente para mim. Meu lado desesperada, caótica e infernal é quem dá as cartas nesse jogo onde eu acabo sempre perdendo de mim. Eu quero ser feliz indo na massagista porra. Porque é só assim que meu corpo relaxa: massagem e dorflex. Meu lado caótico é rápido demais e por isso ele engole tanto meu lado mole que também não suporta mais nadar nadar e morrer na praia. &lt;br /&gt;E assim, me engolindo o tempo todo, eu sigo feliz mas sem o chapéu e a piscina, sigo escrevendo mas sem o micro novo e sigo sofrendo que é para ter o que dizer sempre e para ter sempre algum motivo mesmo que médio para chorar porque no fundo&amp;nbsp;eu acho chique chorar. &lt;br /&gt;Apesar de tudo isso, sigo amando loucamente esse amor que me liberta de mim mesma e me traz de volta para o meu corpo cansado, toda noite, quando deita do meu lado e abre seus braços para eu me desconectar de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-1049029587517262170?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/1049029587517262170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=1049029587517262170&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1049029587517262170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1049029587517262170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/run-run.html' title='Run, run!'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-5360245761935922121</id><published>2009-09-22T15:45:00.000-03:00</published><updated>2009-09-22T15:45:52.399-03:00</updated><title type='text'>Experimente.</title><content type='html'>Ao invés de abrir a cortina para esquerda, abra para direita e deixe a luz entrar no outro canto do quarto, esse que fica sempre esquecido e nunca toma uns bons raios de sol para ficar quentinho. Escove os dentes durante um pouco mais de tempo, gargareje com água morna e bastante intensidade e enxague muito para lavar mesmo. Faça um café um pouco mais forte e o gosto será outro e o sono demorará mais para vir. Ouça jazz durante uma tarde toda e procure saber mais de chorinho ao invés do reggae de todo santo dia e de toda santa noite. Deixe de ligar somente hoje para as pessoas com quem você fala todos os dias e ligue para aquelas com quem você está em falta e sente saudades mas nunca liga por causa da falta de tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lave seu carro com cera e você verá: ele fica ainda mais leve. Dê um sorriso largo, com a boca aberta mesmo, para as pessoas que limpam seu prédio, deixando sua vaga na garagem sempre lavadinha e tudo sempre cheiroso com um cheiro que nunca é de garagem. Arrisque uma caipirinha, uma cerveja gelada e um táxi depois por causa da lei seca que, apesar de já ter caído no esquecimento, não acabou! Tente um bar diferente, uma massa que você nunca comeu, um vinho que nem sabia que existia e um molho que tenha funghi. Experimente uma noite dessas, sem nenhum plano, sair por aí pensando, chutando pedrinhas na rua, com a cabeça baixa no melhor estilo mão no bolso-cabisbaixo de cena de filme americano. E aí experimente embarcar num amor diferente, que você não pediu e mesmo assim, teimoso, veio, abriu sua porta e quer saber se pode ficar, tão educadamente. Tente um amor desavisado, um compromisso só a dois, a verdade absoluta que brota da luz dos olhos, as palavras menos duras e as tentativas descaradas. Tente beijar na boca no meio da rua, protagonizando uma cena melosa e romântica, não uma putaria qualquer. Tente colocar a mão inteira no rosto do seu amor teimoso e você verá que calor intenso e cheio de boas intenções renovam a alma e a pele. Amores desavisados e fora de hora são sempre acalentadores, protetores e bem vindos. Experimente pensar a morte com ares de passagem, ser amigo de novos sentimentos, deixar o amor desavisado governar sua vida sem que você perca a razão. Viva muitas grandes paixões mas deseje um só grande amor. Viva muitas noites de sexo descompromissado e romântico e deseje a eternidade das noites de sexo compromissado e selvagem. E você verá: é bem melhor. Experimente ter filhos, acordar muitas madrugadas quando está caindo de sono e tente chorar por eles muitas vezes na vida. Só não sinta culpa. Tente muito e erre em muitas dessas tentativas mas erre desejando acertar. Seja dono de grandes momentos, de lágrimas felizes e tristes, da sua felicidade rara, da sua insatisfação eterna. Seja dono de você, camarada, de suas histórias e de suas vontades. Experimente com morango ao invés de com chocolate, tente a gilete ao invés da cera e por que não alcatra ao invés de mignon? Tome um banho num horário diferente, se dedique ao amor nas horas que você deveria mesmo era estar trabalhando e diga tantas vezes forem necessárias “eu te amo” e “me perdoa”. E você vai sentir um cheiro de pseudo renovação. &lt;br /&gt;Mas abra bem os ouvidos e ouça: comece pela cortina. &lt;br /&gt;Mudanças gradativas são mudanças sólidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-5360245761935922121?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/5360245761935922121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=5360245761935922121&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5360245761935922121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5360245761935922121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/experimente.html' title='Experimente.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-2481755730744607953</id><published>2009-09-21T11:03:00.000-03:00</published><updated>2009-09-21T11:03:06.764-03:00</updated><title type='text'>Merdinha de mulher.</title><content type='html'>Queria tanto tanto tanto que morreu de querer. Mas a morte era bem vinda porque ela estava cansada demais, enrugada demais e vesga demais para ser linda como em seus áureos tempos de cocota gostosa e burguesinha. A morte era bem vinda porque procurar cansa demais, anos de vida cansam mais ainda e falta de amor então, nem se fala. Ela morreu assim, de tanto querer e não conseguir. Esturricou. Morreu seca numa secura que ralava a garganta, nem saliva havia mais para tentar engolir tudo que a vida lhe espirrava na cara. A língua já tinha grudado no céu da boca. Como se tentasse a travessia&amp;nbsp;num deserto cruel demais para aquela falta de água e aquele sol que arde e queima tudo, especialmente&amp;nbsp;os miolos.&amp;nbsp;Tentou tanto que esqueceu todo resto. Esqueceu de olhar para dentro. Esqueceu que ali,&amp;nbsp;embaixo daquela carne&amp;nbsp;cansada existiam tantas coisas para cuidar. Esqueceu de comer procurando. Esqueceu de matar a sede no deserto que tinha criado para si mesma na tentativa insana de quem sabe morrer mesmo. Morrer de falta de amor.&amp;nbsp;A morte era o melhor&amp;nbsp;descanso.&amp;nbsp;A morte é o fim que desejam as vítimas do amor. O epílogo de todas as zilhares de urgências e de todos os passados que ela passou a vida tentado negar. Morreu de tentar e de não conseguir&amp;nbsp;nunca porque&amp;nbsp;já era tarde. Muito tarde para&amp;nbsp;voltar atrás&amp;nbsp;em todas as&amp;nbsp;decisões erradas que ela colecionava e guardava na gaveta do armário do meio no quarto de empregada para ninguém descobrir que ela, no fundo no fundo, era uma merda de mulher que queria mesmo era morrer. &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-2481755730744607953?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/2481755730744607953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=2481755730744607953&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2481755730744607953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2481755730744607953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/merdinha-de-mulher.html' title='Merdinha de mulher.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-1250545839650977387</id><published>2009-09-20T21:50:00.001-03:00</published><updated>2009-09-20T21:55:48.694-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pin ups'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='casa nova'/><title type='text'>Nova casa</title><content type='html'>Elas habitavam o sonho de grande parte dos homens. Sensuais, esteriotipadas, peitinhos durinhos, vestidinhos curtos, ancas largas, cinturas finas, peles lisas. Enfeitavam paredes de banheiros e oficinas mecânicas. Caíram no gosto e na boca do povo. Pudicas. Mostravam apenas o necessário para enlouquecer um bando de machos bestas em busca de diversão offline. Lindas, elegantes, burguesas como só elas. Inspirações de guerra. Altivas.&amp;nbsp;Seguras, audaciosas. Bestas, egocêntricas, gostosas. Sexys, espertas, feministas.&amp;nbsp;Lavavam, passavam, esfregavam, cozinham, limpavam, guardavam, varriam e serviam.&lt;br /&gt;A mim só falta os peitos durinhos, a cintura fina e a pele lisa. De resto. &lt;br /&gt;Bom, cada um com seus problemas.&lt;br /&gt;Bem vindos a nova casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-1250545839650977387?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/1250545839650977387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=1250545839650977387&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1250545839650977387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1250545839650977387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/nova-casa.html' title='Nova casa'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-6913593660001011396</id><published>2009-09-17T15:57:00.002-03:00</published><updated>2009-09-20T21:56:20.790-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='você'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TOC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manias'/><title type='text'>Eu, minhas manias e meu TOC.</title><content type='html'>Eu e essa minha mania chata de querer tudo no lugar, nada pode ficar fora de gaveta, nada. Parece TOC. Eu passo o dia inteiro arrumando&amp;nbsp;e claro a casa fica bagunçada porque temos uma criança que brinca. E eu guardo o tempo inteiro. Eu e essa minha mania chata de ter que trancar tudo para dormir porque desde que tenho filhos fiquei mais medrosa e chata. Isso sem falar que&amp;nbsp;não fico sem lavar louça. Não pode ter um copo que eu vou lá. Toc, certeza. Roberto Carlos teve TOC, né? E tem também a outra mania de roer o cantinho dos dedos que é para ver se passa essa minha vontade de sair voando mesmo sabendo que vou me estatelar&amp;nbsp;caso me arremece daqui. Eu e essa mania insuportável de chamar sua atenção porque eu sou uma boring que quero tudo do meu jeito. Eu e a&amp;nbsp;que você odeia de dar palpite quando você quem está dirigindo. Apesar que ainda pior é&amp;nbsp;a minha mania de torcer&amp;nbsp;o tórax para trás para olhar minha bunda no espelho. O que&amp;nbsp;é que eu penso? Que a bunda vai dormir mole e acordar dura? Absoluta. É TOC.&amp;nbsp;E fora que aperto três vezes o botão do elevador em atos diários que não condizem&amp;nbsp;com minha condição de pensante. Eu sei que não chega mais rápido mas quando vejo já apertei. Três vezes que é para dar o mau exemplo para os meus filhos. Coisa de louco. Eu não ia falar dessa mas vou vai. Eu escuto a mesma música um quadrilhão de vezes até decorar a letra. Depois que decoro não escuto mais porque aí perde a graça. Além de abrir a geladeira para&amp;nbsp;pensar, segurar a orelha para trás para ver se diminui, tomar banho rápido porque sempre acho que vou derreter e descer ralo abaixo até ter meu encontro definitivo com o esgoto. Eu e&amp;nbsp;essa mania&amp;nbsp;com&amp;nbsp;meias fofas,&amp;nbsp;com camisola velha porque é molinha,&amp;nbsp;com moletom surrado. Manias chatas. Eu não quero, não gosto mas não largo. Mania de pantufa.&amp;nbsp;E&amp;nbsp;mania com&amp;nbsp;café.&amp;nbsp;Não quero mas vou lá e faço. E aí tomo. Eu e meu TOC, absoluta certeza, de conferir duas vezes se está tudo apagado antes de deitar. Eu sempre sei que está mas olho duas vezes. A primeira para ter certeza e a segunda para ter certeza absoluta. Coisa de louco. Eu e minha mania de ser rápida e que eu sei que te cansa. Eu e&amp;nbsp;essa mania com urgência&amp;nbsp;e ansiedade&amp;nbsp;que é para não deixar de doer jamais. Eu querendo me livrar de todas elas&amp;nbsp; e não consigo porque elas comandam minha rotina assim como você embala minha vida com essas flores que você sempre traz. Eu e essa minha mania de só falar&amp;nbsp;de você e para você. E com você. Sempre aqui no meu pescoço tirando uma lasquinha de mim. Eu e essa minha mania de ficar te cutucando quando você quer dormir assinando o atestado que me cabe: o de chata do milênio. Eu e essa minha mania de querer brigar, de não pode ser feliz mais que 48 horas senão acostuma, de ter que discutir tudo, eu e minha mania de sofrer para&amp;nbsp;criar. &lt;br /&gt;Eu e&amp;nbsp;essa minha mania de te amar tão incondiconalmente. &lt;br /&gt;Bom, vai. Pelo menos uma das minhas manias não é chata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-6913593660001011396?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/6913593660001011396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=6913593660001011396&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6913593660001011396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6913593660001011396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/eu-minhas-manias-e-meu-toc.html' title='Eu, minhas manias e meu TOC.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-2675601757470968053</id><published>2009-09-16T10:23:00.002-03:00</published><updated>2009-09-16T10:49:11.406-03:00</updated><title type='text'>16 anos atrás.</title><content type='html'>Hoje completamos 16 anos de porra nenhuma. Tá vai. Porra nenhuma é exagero, mas hoje faz 16 anos. E 16 anos é muito tempo. É uma vida que está começando com todos os vasos desabrochando, com todos os hormônios brigando entre si enquanto tentam se organizar, com tudo de bom e tudo de ruim que existe em estar em cima dessa linha onde não se é mais criança e nem tampouco adulto. 16 anos, bicho, é realmente muito tempo. 16 anos daquele dia em que você, parecendo um louco em surto caiu em cima de mim naquele shopping. Aliás, foi a primeira vez que entrei naquele shopping. Hoje acho que só entrei lá para você cair em cima de mim. Hoje tem 16 anos que você tomou aquele tombo e que todas as portas de todas as esperanças se abriram e minha vida adolescente confusa, chata e monótona, ficou legal e colorida porque você chegou pregando que estava tudo errado e que a vida podia me oferecer mais, muito mais. E eu, que aos 15 anos já queria mais da vida&amp;nbsp;e dos destinos, achava tudo muito óbvio e sofria horrores numa busca frenética e desesperada por grandes emoções para meu pobre coração de sabão, resolvi rasgar minha pele num ato heróico e viver aquilo com tudo. Tudo aquilo que me fez a mais feliz adolescente do mundo e a mais infeliz mulher da humanidade. Coração de sabão é foda porque ele derrete quando o cara encosta a mão, saca? E se a mão tiver muito perto do coração então. 16 anos em que as janelas se escancararam e decidi transformar minha vida numa montanha russa emocional e sofrer e sorrir por longos, bem divertidos eu confesso, mas proporcionalmente doloridos 8 anos. Hoje tem 16 anos que eu comecei a enxergar as coisas da vida com olhos de 40 apesar de ter 15, que aprendi a não falar tanta criancice porque turma de 40 não suporta pirralhas de 15 e hoje tem 16 anos também que tive um encontro mágico: o meu encontro com o teatro. Sim, eu sou atriz. Na verdade eu nasci artista e por isso acho que sofro tanto. Porque artista que não sofre não cria, não procria e não faz porra nenhuma a não ser ler meia dúzia de poemas espanhóis, ouvir Chico e falar da época da ditadura com um tom meio esquerdista, cretino e ultrapassado. O teatro me liberta incrivelmente de todas as coisas que sufocam, que abafam, desesperam e me deixam histérica. Hoje tem 16 anos que passei a enfrentar brigas, que comecei a contar muitas mentiras, que eu fingi sempre para não admitir nunca que você jamais me tiraria daquela vida medíocre demais para minha alma artista porque eu fui um brinquedo que tinha corda em suas mãos.&amp;nbsp;Hoje tem 16 anos que eu comecei a ficar malandra, que&amp;nbsp;aprendi todas as coisas erradas e que fui apresentada para um mundo muito distante do meu. O mundo da fama, do glamour, da televisão e das coisas todas que uma menina de 15 anos pode esperar, tranquilamente, uma Era e três meses para conhecer. Aconteceu tudo, aconteceu nada, pessoas vieram e foram. 16 anos é um ano a menos do que tem a Luciana, afilhada querida, que já é uma mulher com todos os contornos recheados de graça e delicadeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns dias atrás&amp;nbsp;eu soube pelos jornais que você não anda bem. Quis dizer obrigada. De verdade obrigada. Eu sempre sobrevivi aos buracos emocionais em que&amp;nbsp;me atirei porque aprendi a ser esperta, aprendi que homem não gosta de mulher que chora de mansinho só para impressionar e aprendi que o mundo engole os fracos e que mulheres para serem verdadeiras mulheres não precisam necessariamente se maquiar e ter uma botinha de bico fino. Mulher que é mulher mija em pé se precisar e pari dentro de um ônibus sem glamour nem convênio de saúde. Hoje faz 16 anos que muita coisa passou e outras tantas aconteceram. Casei com um homem por quem sou fascinada e que me ensinou como amar é diferente do que você me ensinou ou do que você não queria que eu aprendesse. Tenho filhos com ele, somos felizes e ainda nutro o sonho de viver numa casinha com três cachorros e umas duas mucamas para resolver as coisas e me trazer uma marguerita na piscininha de Ramos que eu ainda terei, no dia em que escrever uns textos babacas e idiotas vai dar uma boa grana. Hoje faz 16 anos que a gente mudou a minha história e que escolhi ter uma vida subversiva para chamar atenção porque você só me fez ainda mais egocêntrica, mais insuportável e mais metida a besta. &lt;br /&gt;Não, eu não tenho saudade alguma, de nada. Mas sou grata. Muito grata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-2675601757470968053?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/2675601757470968053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=2675601757470968053&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2675601757470968053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2675601757470968053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/16-anos-atras.html' title='16 anos atrás.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-1224630864071969942</id><published>2009-09-14T12:35:00.001-03:00</published><updated>2009-09-20T21:57:20.895-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TPM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa de mulher'/><title type='text'>A gente sempre sabe.</title><content type='html'>Toda vez que&amp;nbsp;esse meu joelho dói uma dor chata e faz um barulho incômodo de porta de castelo mal assombrado, eu já sei. Eu sempre sei: vai chover.&amp;nbsp;É porque, acreditem, em um momento da minha vida eu jogava volei pelo time do colégio. E de tanto achar que abafava acabei abafando. O joelho.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E toda vez que meu pai está para chegar eu já sei.&amp;nbsp;Eu sinto o cheiro&amp;nbsp;de perfume que ele nem usa mais. Só que&amp;nbsp;lembro muito daquele cheiro do Azarro que meu pai usava uma vida inteira. Ele colocava o perfume no dedo indicador e rapidamente passava o dedo na ida e na volta do bigode. Depois dava uma cafungada bem horrorosa e pronto, estava pronto e cheiroso.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E toda vez que a Carol está mal, eu também sei. Não sei como mas eu sei. O casamento dela estava super planejado, vestido feito e&amp;nbsp;dois meses antes acabou. Como o último suspiro de um corpo velho e cansado acabou. Suspirou e acabou. Naquela noite sonhei com ela chorando muito&amp;nbsp;e acordei chorando muito.&amp;nbsp;De manhã veio a notícia. E eu que já tinha comprado o vestido olho para ele e penso: suspiro. Acabou como tudo nessa vida.&amp;nbsp;E quando a Bia está prestes a acordar eu sei. Eu sempre sei.&amp;nbsp;Do nada eu acordo e penso: ela vai acordar. E menos de cinco minutos depois vem o resmungo. E quando o Matheus vai acordar idem. Eu sempre sei. E toda vez que meu pai não atende o celular depois de ver meu nome no bina eu já sei. Eu sempre sei. E quando ele vem se explicando então. Aí é que eu sei mais ainda seja&amp;nbsp;lá o que isso signifique. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toda vez que o Renato está com o farol azul apagado eu sei. Vem aí uma gripe daquelas. Eu sempre sei. &lt;br /&gt;E toda vez que eu estou meio assim, mais mau humorada que o normal, querendo que o mundo se acabe mais do que o normal, mais manhosa que o normal, querendo&amp;nbsp;matar alguém&amp;nbsp;mais do que o normal, brigando mais do que o normal e dormindo ainda menos,&amp;nbsp;o Renato&amp;nbsp;sabe. Ele sempre sabe. É TPM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-1224630864071969942?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/1224630864071969942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=1224630864071969942&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1224630864071969942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1224630864071969942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/gente-sempre-sabe.html' title='A gente sempre sabe.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-5923860350518809290</id><published>2009-09-11T12:14:00.002-03:00</published><updated>2009-09-20T21:58:51.153-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aderência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meninos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Outro do amor.</title><content type='html'>Eu estou aqui, super bem casada, com minha vidinha cansada mas ótima e normalmente mau humorada que é para não perder o charme.&amp;nbsp;Mas tenho ouvido muitas amigas contando dos moços por aí. E elas são unânimes, meninos! Falta romantismo, falta compromisso e falta aderência. Isso mesmo,&amp;nbsp;A-D-E-R-Ê-N-C-I-A. Porque todas elas choram as pitangas aqui no meu ombro ultra amigo e o discurso é o mesmo para mulheres de diferentes tribos: é tudo só sexo. Se deixar, sem beijo na boca que é para não ter envolvimento emocional. A reclamação é&amp;nbsp;igual: não se abre mais a porta do carro, não se reinventa mais a paixão e nem o romantismo, não se manda mais flores que dirá cartões e é tudo na velocidade da Internet. Rapidinho. A saída é rapidinha porque tem reunião. A transada é rapidinha porque tem jogo. A conversa é rapidinha porque&amp;nbsp;talvez falte vocabulário. É tudo frouxo, tudo sem energia, tudo sem encanto, tudo sem aquela magia, meu povo, aquela que é necessária para a gente ver borboletas onde só há poluição. As coisas andam sem sentido porque é muita procura e pouca oferta. Falta até beijo na boca molhado. Li outro dia Carpinejar dizer que as pessoas não se beijam mais, empurram com a língua. Falta carinho de mão na mão, de dedinho enroscando com dedinho, de ele perceber que ela fez luzes californianas nas madeixas, de ela reparar que o bigode dele está mais ralo e aparadinho e assim por diante. Sem falarmos das preliminares de tudo porque amor precisa de preliminar. Jantar precisa de preliminar. Uma boa música não dispensa um diálogo gostoso preliminar. Cinema precisa de preliminar com pipoca. Falta tempo para namorar, sobra tempo para ganhar dinheiro e pensar só no futuro esquecendo que há algo muito mais valioso: o presente. As relações atuais, tão frágeis,&amp;nbsp;precisam eternamente&amp;nbsp;ser inventadas, recriadas e amadas. Mais do que sempre e do que nunca. O amor não é dado a superficialidades. O amor não é dado a jogos onde alguém sempre perde. O amor sim é dado a clichês, meninos. E mais clichê que isso não há: só vale se for verdadeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-5923860350518809290?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/5923860350518809290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=5923860350518809290&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5923860350518809290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5923860350518809290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/outro-do-amor.html' title='Outro do amor.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-7219116671817009648</id><published>2009-09-08T17:22:00.000-03:00</published><updated>2009-09-08T17:22:31.953-03:00</updated><title type='text'>Quem disse?</title><content type='html'>Quem disse que não pode transar na primeira noite e que a ressaca de champanhe é a pior do mundo? Quem disse que milhares de planos não podem virar milhares de realizações só para a gente calar a boca dos pessimistas? Quem disse que toda mulher de batom vermelho quer dar por primeiro que aparecer e que é melhor não ligar no dia seguinte para não parecer fácil?&amp;nbsp; Quem disse que pode sair junto, dançar junto, beijar até travar o maxilar mas que não pode, de jeito nenhum, em tempo algum, fazer juras no pé do ouvido de um estranho mesmo que seja só para curtir um pequeno momento fingindo de conta que está vivendo uma grande história? Quem disse que ele não aparecer é sinal de quer não tá nem aí?&amp;nbsp;Quem disse que no fundo eles gostam mesmo é das santas de saia até o joelho&amp;nbsp;e que elas são melhores para casar do que as que se externam? Quem disse que eles preferem decotes do que botões e que para ser completa basta ter filhos, bom marido e um labrador treinado no quintal? Quem disse que a gente não quer um cara bacana que nos dê segurança, casa, comida e roupa lavada e que chocolate e gengibre são afrodisíacos? E quem disse que quem vive de possibilidades nunca alcança nada porque esquece de executar enquanto sonha? E quem foi o estúpido que disse que mulher é frágil? E que perfume forte espanta e que não é bom sofrer desde que seja para aprender? E que a insegurança é extensão feminina e que depilação é frescura? E que toda mulher é chata e todo homem é canalha e só quer uma noite quente para depois desaparecer no meio da fogueira ainda acesa? Quem disse que eles não gostam de mulheres bem resolvidas e independentes para construir família e tomar café da manhã sempre juntinho? Quem disse que eles não se apaixonam a primeira vista e que não morrem de vontade de ligar? Quem disse que eles não querem a fragilidade charmosa e a força delicada e que eles não contam para os amigos como foi legal? Quem disse que não pode gostar de alguém do mesmo sexo? Quem disse que se ligar mais de uma vez ele vai ficar com medo de você ser uma psicopata? Quem disse que negros e brancos são diferentes e que tentar impedir é perder tempo sempre? Quem disse que ele não pensou nela?&amp;nbsp;Quem disse que um dia, de repente, sem esperar a gente não pode se perder por alguém que não sabe quem é mas que parece que o corpo reconhece? &lt;br /&gt;Quem disse que era fácil?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-7219116671817009648?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/7219116671817009648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=7219116671817009648&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7219116671817009648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7219116671817009648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/quem-disse.html' title='Quem disse?'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-8646311410013436829</id><published>2009-09-04T16:54:00.000-03:00</published><updated>2009-09-04T16:54:40.466-03:00</updated><title type='text'>Ele já não vive mais sem ela.</title><content type='html'>Ele já não come e não dorme. Não lembra que tem o próprio corpo para cuidar, a própria vida para viver, tantas histórias para contar e recontar e revisar e reviver. Mas ele já não faz mais nada. Ele, às vezes, esquece inclusive de tomar banho e trocar a cueca. Ele já não sente mais falta do café tão habitual e obrigatório, não tem mais a vontade natural de comer comida japonesa&amp;nbsp;no restaurante do Alemão e nem de ligar a TV e vibrar com o Ronaldo em sua fase futebolística inquestionável. Ele já nem conversa mais com a Neide, sua empregada de mil anos e meio. &lt;br /&gt;Ele já não quer saber de nada. Só dela. Só dela desfazendo o rabo de cavalo. Só dela caminhando suave&amp;nbsp;para o quarto logo depois da novela das 20:00, carregando com as duas mãos feito criança, um copo de leite de onde se vê sair fumaça de tão quentinho. Só dela ali, carregando o leitinho, vestida de camisolinha solta, de calçola grande, mas sempre muito charmosa e rebolativa. Ele não lembra mais nem de telefonar para os imortais amigos da&amp;nbsp;época da escola e os do pôquer. Ele só consegue pensar nela,&amp;nbsp;todas as noites com os mesmos movimentos e sentimentos e sua solidão tão aparente e pública. Mas sempre tão feliz. &lt;br /&gt;Só nela e na TV de plasma que tem no quarto dela e que ela, ainda segurando o copo de leitinho, liga todas as noites esticando o braço esquerdo do mesmo jeito como se o controle remoto precisasse ir mais perto da tela para funcionar. Só nela com aquele jeito blasé de&amp;nbsp;colocar o óculos&amp;nbsp;e de olhar para a televisão de plasma forçando um pouco os olhos. Só nela e na falta de marcas na pele lisa, no cabelo&amp;nbsp;repicado e bagunçado&amp;nbsp;e na pinta que ela tem do lado direito do rosto e que deixa o tudo dela ainda mais misterioso e mais delicioso. &lt;br /&gt;Ele já nem mais toma água porque não sente sede. Só a sede dela e nela. E naquele joelho tão redondo e magrela dela e na pulseira que ela tira toda noite antes de dormir para não parecer desconfortável. Só nela e na simplicidade dela afofando o travesseiro e dobrando o bicho na metade que é para ficar mais alto e fofo. Ele já não come tomate há 3 dias e tomate sempre foi salada de todo dia porque ele é viciado em&amp;nbsp;licopeno que previne o câncer.&amp;nbsp;E nela. Ele já não&amp;nbsp;assisti todos os filmes de Felini com antes. Ele não olha mais para nada.&amp;nbsp;A não ser&amp;nbsp;para ela. E assisti entorpecido a mordida delicada dela naquela maçã sempre tão vermelhinha. Toda noite. Leitinho e maçã. TV de plasma. Rabo de cavalo. Perfume de vidrinho azul turquesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já não consegue viver sem ela. Nem sem&amp;nbsp;o binóculo que ganhou do neto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-8646311410013436829?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/8646311410013436829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=8646311410013436829&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8646311410013436829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8646311410013436829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/ele-ja-nao-vive-mais-sem-ela.html' title='Ele já não vive mais sem ela.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-4563405985420073575</id><published>2009-09-02T10:04:00.000-03:00</published><updated>2009-09-02T10:04:29.456-03:00</updated><title type='text'>Sobre Santo Antônio.</title><content type='html'>Coitado do Santo Antônio. Hoje já faz 95 dias e 9 horas que ele está lá, afogado, de cabeça para baixo dentro de um copo abarrotado de água benta daquele Padre que, quando reza, meu amor, dá certo. Tudo isso porque alguém disse, em algum lugar do passado e provavelmente muito bêbado que, além de ser o Santo casamenteiro, Santo Antônio, se colocado de castigo, arruma um marido óóóóóóótemo com mais velocidade porque detesta ficar de cabeça pra baixo dentro de um copo com água. Como assim ele não gosta? Quem ele pensa que é, hã? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está afogado faz tempo porque ela não conseguiu até agora, dia 2 de setembro de 2009 arrumar o cara dos sonhos. Bonito, elegante, rico, nascido em berço de ouro, com família tradicional, que queira noivar, casar e ter filhos em menos de 6 meses e de preferência que tenha pedigree. Mas ela também faz questão que ele leve café na bandeja com toalha de rendinhas, que tenha uma casa na praia e outra no campo que é para variar e que tenha possibilidades de juntar uma grana para, um dia quem sabe, ter um barco na Marina da Glória. E precisa ser obviamente fiel, cavalheiro, usar gel no cabelo de um jeito bem despojado, ter o corpo em dia pelo menos para não fazer feio na praia e gostar de comédias românticas mais do que filmes de terror. Não esquecendo que precisa ter ótimo papo apesar de ela sequer ler jornal, gostar excessivamente de dar presentes (para ela, naturalmente) e respeitar que a família dela quer que o primeiro filho carregue o nome do bisavô, Deosdato, que foi uma figura muito importante na época do café. E claro também que ela não tem nem que saber quanto pode gastar no cartão de crédito porque afinal, homens foram feitos para nos fazer felizes e pagar nossas contas. E não menos importante é ser bom de cama, abrir a porta do carro para ela entrar, deixá-la ficar mau humorada porque perdeu a última liquidação da Daslu e entender a verdadeira importância disso, e saber que mulheres precisam de roupas novas a cada evento pois as pessoas reparam e comentam. E estar sempre disponível para ela, inclusive no meio das reuniões importantes, escutar sem criticar e dizer o tempo todo, inclusive enquanto dorme, que ela é a mulher da vida dele e que sem ela não dá mais para sequer, sobreviver. E reparar na depilação nova, na cor do esmalte que tá diferente do da semana passada, cozinhar o suficiente para não passarem fome nos dias em que as 3 empregadas faltarem e ter a bunda saltada de quem tem lordose porque ela sempre foi louca por bundas saltadas. E gostar de reggae, achar doce um perigo para saúde, fumar socialmente e beber só com ela porque homens que bebem com amigos fazem merda sempre. E colocá-la como dependente no Clube Pinheiros tão logo seja possível, enche-la de possibilidades lindas e ter por ela momentos dignos de cenas de novelas, e saber que casamento é para sempre senão Deus castiga e aprender a prometer por tudo e por todos e junto com ela, passar a vida pagando as promessas feitas em Aparecida do Norte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso Santo Antônio fica lá debaixo da água. Problema dele, oras. &lt;br /&gt;Quem mandou ser tão incompetente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-4563405985420073575?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/4563405985420073575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=4563405985420073575&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4563405985420073575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4563405985420073575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/09/sobre-santo-antonio.html' title='Sobre Santo Antônio.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-8414286668907965646</id><published>2009-08-31T10:46:00.001-03:00</published><updated>2009-08-31T10:48:52.957-03:00</updated><title type='text'>Buscas encerradas.</title><content type='html'>Tudo bem, eu sou uma pessoa complexa. Externo bem mas a verdade nua e crua é que me fodo internamente. E como eu gosto e nasci para ser complicada, estou há 33 anos buscando razão para todas as coisas do mundo, inclusive o por quê de as orquídeas darem flor apenas uma vez por ano. E aqui estou eu, hoje, super bem resolvida para atestar que minha busca acabou. Eu cansei, esgotei e fundi porque são 33 anos de busca sem progressos e com resultados efetivos zero. Então resolvi escrever este texto para dizer aqui, em público, que parei. &lt;br /&gt;Afinal, como é que eu posso querer uma razão para ser são paulina roxa e desesperada sendo antepassados, quase todos corinthianos? Como é que posso arranjar uma boa razão para ter me casado e me apaixonado por um homem tão diferente de mim? E para tomar banho de água fervendo até queimar a pele mesmo sabendo que essa porra faz um mal danado? E uma razão para ser artista de nascença sem que ninguém nunca tivesse me incentivado a isso? E para não suportar Toddy mas adorar Nescau? E para ter uma aflição histérica de unha cumprida raspando em parede? E para ter sido tão subversiva uma adolescência toda tendo somente boas referências de sabedoria e paciência? E para ser tão impulsiva, tão incoerente, tão mau humorada (mesmo fazendo exercícios diários de bom humor), tão chata e cri cri mesmo achando um puta saco pessoas chatas e cri cris? E para não conseguir contar até 10 e respirar porque no 2 já mandei tudo para puta que pariu mesmo que no 3 eu já esteja seca e esturricada de arrependimento? E para não desistir das pessoas em quem não acredito mais? E para de repente ter me tornado uma dona de casa, mãe, mulher à beira de um ataque de nervos? E qual seria a boa razão para eu ter tara por maria mole e não suportar doces que levam muita clara em neve mesmo adorando mousses? E meu amor pelo samba? E minha adoração por funk e por qualquer expressão de arte de protesto? E minha coragem execessiva mesmo me cagando nas calças de medo de uma barata gosmenta que na verdade não me ameaça em nada? E como buscar resposta para não conseguir engolir gente enrustida gente que não assume as coisas?&lt;br /&gt;33 anos de busca é o bastante. Até hoje não consigo responder a primeira de minhas dúvidas mais cruéis: como gostar tanto tanto de miojo? E 33 anos depois continuo comendo miojo de qualquer sabor, adorando e não entendendo como sou capaz porque o troço é ruim pra dedel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei. Chega de buscar. Bem melhor só viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-8414286668907965646?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/8414286668907965646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=8414286668907965646&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8414286668907965646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/8414286668907965646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/08/buscas-encerradas.html' title='Buscas encerradas.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-4095955938577689528</id><published>2009-08-27T10:35:00.005-03:00</published><updated>2009-08-27T11:13:20.835-03:00</updated><title type='text'>Rua Santo Anselmo.</title><content type='html'>É bem ali, naquela casa. Essa aqui é a Rua Santo Anselmo!&lt;br /&gt;Sempre que entro na Santo Anselmo eu lembro do meu avô se escondendo atrás da cortina para eu procurá-lo e quando encontrava era arremessada para cima enquanto ele dizia o quanto me amava e me chamava de princesa. Eu sempre lembro de uma mega árvore que tínhamos no quintal e fazia uma sombra gostosa para aliviar o sol. Eu tenho a lembrança de ficar no redondo brincando escoltada por cachorros embaixo dessa árvore bem estilo sombra e água fresca. Se não me engano era um chorão. Nem sei se isso existe mas acho que era um. O portão era branco encardido e baixinho porque ainda não existia essa violência doida.&lt;br /&gt;Me lembro também das casas abertas. Do lado direito da casa dos meus avós era casa dos meus tios e do lado esquerdo era casa de grandes amigos. E mais para baixo morava outra tia minha com filhos e papagaios numa casa linda. E tudo sempre aberto porque a gente ia e vinha muito. Todos os primos. Almoçávamos na casa de uma tia e tomávamos lanche na casa de outra tia. E todas elas sempre tinham bolos quentinhos e cafés gostosos e frutas picadas em cima de bandejinhas fofas. E me lembro também das rodas de baralho quase todo final de semana lá em casa. Enquanto minha avó tocava violão, meu pai ficava puto quando perdia no buraco e minha mãe fazia sala e servia todo mundo. Eu me lembro que o povo gostava de uma cachacinha e que era comum acordar com uns tios bêbados e perdidos dormindo no sofá da sala de manhã enquanto minha avó fazia café para tentar curar a ressaca dos embriagados.&lt;br /&gt;Na casa da Tia Angioleta também era assim. Era todo mundo ali, reunido, falando alto e ela com a paciência natural de quem gosta mesmo é de casa cheia e família unida e feliz de verdade, não só para gravar o comercial. E o Tio Arthur, marido da Tia Angioleta sempre quieto, lendo, com o óculos apoiado na ponta do nariz, bigodes já brancos e falando de mansinho das técnicas oftalmológicas inovadoras de 1980 e confabulando com o Tio Orlando, que já estava bem doente, sobre onde aplicar seus ricos dinheirinhos. Minha avó tocava muito violão, era uma mulher moderna para a época apesar que, depois de velha, morria de vergonha quando via na TV um comercial de absorvente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira transversal da Sto Anselmo, tem o clube Amigos do Jardim São Bento. Igualzinho até hoje, incrível. Tinha uma piscina gigante lá, fazíamos churrascos deliciosos e passamos muitos finais de semana e domingos familiares no clube. Porque a gente ia e voltava a pé porque nem era um bairro de muito movimento não. E toda semana a turma masculina do bairro e a turma masculina do clube (que na verdade era a mesma turma) jogava bola no campo que ainda existe também. Meu pai quebrou o braço uma vez, o Rubens o pé, mas o futebol era sagrado. Assim como a cervejinha de depois do futebol que também era sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas ruas para baixo morava a Tia Lívia, e a turma do Seu Ibitinga, amigos e sempre solicitos e participativos nas coisas do desenvolvimento do bairro e das fofocas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rua Santo Anselmo era nossa. Hoje só tem a Tia Diana por ali. A vida mudou, mudamos também e fomos uns para longe dos outros. Geográfica e fisicamente. A família já não é unida. Nos vemos uma vez por ano no 25 de dezembro e olhe lá. A Rua Santo Anselmo era praticamente inteira nossa. Hoje são casas milionárias, pessoas com seguranças, tudo com muro e grades enormes e sem o charme de antigamente quando corríamos só de calcinha e cueca pelas ruas porque éramos crianças inocentes e felizes. Toda vez que venho aqui eu choro. Porque eu posso escutar os barulhos do Rodrigo brigando na rua, posso ver a Tia Diana chamando para casa dela e minha avó me mandando entrar porque era hora de tomar banho e eu tentando fugir e me escondendo na pseudo mercearia que meu avô mantinha na garagem de casa. Eu ainda lembro de tudo. Até dos desenhos do chão, dos azulejos e dos copos laranjas que a Tia Angioleta tinha e que na época eram super chiquérrimos e elegantes. Eu me lembro da bandeja de café, do som do violão e da Roberta me ensinando a fumar escondido porque senão ela tomava uma surra violenta e do telefone azul calcinha que tinha na casa da vovó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rua Santo Anselmo não é mais nossa faz muito tempo. Mas nada vai me fazer esquecer das coisas tão lindas e tão exageradas. Toda vez que venho aqui é como voltar ao passado e saber que tivemos uma vida rara e livre. E toda vez que eu venho eu só choro porque eu morro de saudade da Rua Santo Anselmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-4095955938577689528?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/4095955938577689528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=4095955938577689528&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4095955938577689528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4095955938577689528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/08/rua-santo-anselmo.html' title='Rua Santo Anselmo.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-7537039457855240869</id><published>2009-08-20T21:06:00.002-03:00</published><updated>2009-08-20T21:08:24.585-03:00</updated><title type='text'>Ele te quer assim (para o grupo de homens CFM)</title><content type='html'>Ele te quer exatamente assim: com a cara inchada quando acorda e com todo seu charme inescrupuloso ao levantar da cama e coçar a cabeça como se espantasse os maus pensamentos junto com as lendias. Ele te quer tomando coca-cola zero por causa do regime desnecessário ou um uísque 50 anos quando quiser dançar enlouquecida sem se importar com o que os outros pensam de você e dos que a cercam sem te impedir de continuar tocando o foda-se. Ele te quer desse jeito seu: com chapinha e com delicadeza, com desgrenhados e sua dose certa de franqueza. Ele te quer honesta e sensível, ele te quer forte e frágil. Mas ele também te adora despudorada segunda a noite enquanto as crianças dormem no quarto ao lado. Ele te quer sacana mas te entende ciumenta e te idolatra fazendo as suas manhas sedutoras de quem quer um carinho e nada além disso. E ele também te quer fingindo que não quer mesmo sabendo que você quer muito que ele tire toda sua máscara e te faça segura no colo quentinho e depois te faça a mulher mais mulher do mundo porque ele é foda e sabe tudo como poucos.&lt;br /&gt;Ele te quer assim mesmo ó: mãe dos filhos, guerreira indomável, fera ferida e curada sempre. Mas ele adora sua sacanagem sem vergonha nas terças à noite quando as crianças foram para a casa da avó e a casa está liberada para ser o que você bem quiser. Ele te gosta cozinhando ou querendo um delivery, ele ama seu passado ingênuo e com poucas histórias e ele não te pretende mais sábia do que você já é porque sabedoria demais também atrapalha. Ele te acha charmosa quando esbraveja por mais atenção e vibra quando você veste esse moletom rasgado e vai na escola ver o futebol do filho com mais cara de moleque do que ele. E quando você fica puta com o juiz que não deu a falta em cima do filho. E ele adora como você xinga todos, mais ainda o juiz, porque ele te ama leoa e te ama e acolhe o passarinho. Ele te quer assim, com seu jeito único de falar das coisas da vida e de tentar entender as coisas do amor. Ele te quer assim, com sua feição serena olhando pro nada e com sua cara transtornada quando está tensa da tensão de São Paulo. Ele te quer amando-o loucamente, cada dia mais apaixonada e com seus nervos e vontades à flor da pele. Pele aliás que ele adora e cheira viciadamente. Ele te quer assim porque você sabe perdoar, amar, cuidar e ser cuidada. Ele te quer exatamente simples. Você com seus defeitos, você com suas qualidades, você com seus demônios, você com seu gênio horroroso, você com todos os projetos, você com seus sonhos grandes, você com seu carro novo, você com seus conceitos e com seus planos, você com suas celulites, você com suas estrias, você com tudo que é você . Ele te ama pensando no futuro e discorrendo sobre o passado com aquela sabedoria feminina e com seu instinto maternal. Mas ele te idolatra de cinta-liga e te venera arrancando o sári como um labrador estabanado. E como ele te quer mais quando você tenta ser sexy e só consegue ser engraçada. Ele te quer assim mesmo, acredite. Gostando ou não de futebol, fazendo ou não as unhas, brincando ou não de menina carente que passa a vida desejando e os dias tentando realizar que é para não morrer sem alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se é assim que ele te quer, exatamente você, sorria. Você pode não estar na Bahia mas faz parte da minoria feminia que tem a sorte de encontrar um homem CFM (completamente fora da média).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Esse texto foi escrito para o grupo de homens CFM só para que eles vejam como são ótimos e como nos fazem felizes! Mas também foi feito para o grupo de homens N para ver se eles aprendem alguma coisa realmente útil sobre o sexo nem tão frágil assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-7537039457855240869?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/7537039457855240869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=7537039457855240869&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7537039457855240869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7537039457855240869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/08/ele-te-quer-assim-para-o-grupo-de.html' title='Ele te quer assim (para o grupo de homens CFM)'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-2468063612952935231</id><published>2009-08-17T10:42:00.003-03:00</published><updated>2009-08-17T10:48:06.537-03:00</updated><title type='text'>Eles te querem assim (para o grupo de homens N)</title><content type='html'>Eles te querem inteira e com tudo em cima porque embaixo, meu amor, não dá mais. Você dama e você puta. Você arrumadinha e maloqueira com a bermuda dele e com uma banda da nádega aparecendo depois de toda sacanagem do mundo enquanto chupa uma manga sexy e ouve qualquer merda nessa rádio filha da puta que ele insisti em colocar. E que você insisti em odiar. Eles te querem trabalhando num terninho e amando na calcinha de rendinha mesmo que você seja alérgica porque alergia, meu amor, não pode sobreviver aos desejos. Você bem sucedida andando na Berrini de pastinha e salto alto e descabelada domingo de manhã com o bafo azedo falando de mansinho que está cansada e pedindo o carinho de quando quer ser protegida pelo peito cabeludo ou não. E se puder fazer um risoto de funghi e pegar a cerveja sem reclamar que já é a oitava latinha, melhor ainda, mas ele te quer linda e com o coco penteado para entrar na casa da sogrinha e ser abençoada e aceita pela família dele que tanto quis uma nora boa, para casar. Eles te querem assim, assado e bêbada de vez em quando porque daí, meu amor, é que você solta de verdade toda essa franga que existe bem aí, escondida atrás do seu pulmão. Eles te querem pelada, vestida, amarrotada mas te querem amada, com a pele boa e as pernas depiladas. E te querem amando. Eles. Com todas as suas forças, suas fantasias e seus sonhos de casar e ter o Silva que ele carrega mas que, junto com o seu nome do meio, formará uma dupla charmosa e tradicional de sobrenomes felizes que andam de mãos dadas até os 90 e bengaladas. Eles te querem falando sobre futebol ao mesmo tempo em que te querem machista porque as feministas se perderam no meio desse movimento tosco que alguma fodida mal amada inventou para aliviar a estigma de ter "ficado para titia". E se puder passar um batom, um tanto satisfatório porque batons dizem muito do estado de espírito de uma mulher.&lt;br /&gt;Eles te querem cheirosa, gostosa, bem humorada e feliz. E machista, óbvio.&lt;br /&gt;Te querem com os sonhos de financiar a casa própria, o home theatre próprio e os cachorros próprios. Com o imenso desejo de casar linda de branco e entrar na igreja acenando para todas as tias que juraram que você ficaria solteira, enquanto comentam baixinho que o vestido, apesar de justo, tá bonito. Eles te querem com o desejo de ser mãe mesmo que você nunca queira crianças atrapalhando sua vontade de andar a Índia inteira sem data de volta. Eles te querem ótima e boa de direção que é para tocar o carro toda vez que ele transborda de tanto beber mas te querem fora da direção quando é para chegar na casa da tia bisavó que adora a família toda em volta da mesa tomando sopa creme de ervilha porque dá sustância e protege do frio. Eles querem rasgar sua roupa no playground do prédio, querem que você lembre de datas marcantes e querem que saiba o mínimo necessário sobre vinhos que é para noite não esfriar nunca. Eles te querem no sábado a tarde com os amigos horrorosos do futebol, no churrasco e pagode daquela turma que nem sabe cantar, ouvindo aqueles escatológicos catarros e cuspes depois de muitas, muitas latas de cerveja. Eles te querem ciumenta mas nem tanto porque eles nunca gostam de barraco apesar de às vezes merecerem padecer em um bem armado. Eles te querem de perna fechada para não mostrar o que não deve mas de mãos abertas e braços másculos para socorrê-lo em sua fortaleza quando necessário. Eles te querem frágil quando se querem forte e te querem forte quando não se admitem frágeis. Eles te querem bem resolvida na medida certa porque mulher sempre bem resolvida e sem conflitos, não é mulher. Eles te querem ganhando o suficiente para ajudar nas contas mas não mais do que ele prá não se sentir inseguro e com medo de você ir embora na primeira briga mais séria. Eles te querem dele e de mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pedir muito?&lt;br /&gt;Então tá bom... Eles te querem bonita, inteligente, ganhando o suficiente, de bem com a sogra e com os amigos do futebol e com sonhos. Tá melhor??  Ah! E tem que ser boa, muito boa de cama.&lt;br /&gt;Esse texto foi escrito para os homens a quem classifico em dois grupos:&lt;br /&gt;N - normais&lt;br /&gt;CFM - completamente fora da média.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-2468063612952935231?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/2468063612952935231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=2468063612952935231&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2468063612952935231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2468063612952935231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/08/eles-te-querem-assim-para-o-grupo-de.html' title='Eles te querem assim (para o grupo de homens N)'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-7234544358350099560</id><published>2009-08-10T16:36:00.002-03:00</published><updated>2009-08-10T16:39:18.040-03:00</updated><title type='text'>Eu e meus personagens.</title><content type='html'>Eu e todos os meus personagens nos perdemos nessa história em quadrinhos ridícula que eu começo e não consigo nunca terminar de escrever. Escreve, apaga, escreve, apaga e eu e todos eles nos perdemos. Nos perdemos num tempo e num espaço que precisavam ser reais para abalar toda minha estrutura frágil e me fazer dançar para esquecer. A gente se perdeu nesse monte de figurino, nesse monte de texto para decorar e não ter que admitir que tudo isso é falha humana, e que os jogos de sedução são uma idiotice que algum imbecil broxa e frustrado inventou. Eu e meus personagens e minhas milhares de cenas nos perdemos nisso tudo, nessa história chata e repetitiva que só sabe contar do meu amor por você e por nós. Eu e meus milhares de fingimentos ficamos em mais um vão nessa vida, soterrados numa vala qualquer com cheiro de esgoto. No vão que você tem atrás do pescoço e que cheira aquele perfume estupidamente delicioso, e sempre me faz esquecer de todas as crises e de todas as guerras. Eu e minhas personalidades ficamos à mercê do que você chama de dificuldade. Do que você não pode admitir deixando de honrar tudo inclusive seus hormônios masculinos. E eu te odeio por isso e por muitas outras coisas. Porque a minha vida, meu vulcão e meu dragão estavam aqui quietos e vem você e tira e ativa e starta tudo com a irresponsabilidade de sempre. E eu só te odeio porque na verdade eu sou louca por você desde aquele primeiro instante de segundo quando todas as certezas morreram e viraram adubo e fizeram florescer e queimar aqui no meu estômago toda essa gastrite que não cura com remédio nem com leitinho morno.&lt;br /&gt;Eu e meus personagens ficamos sem texto, sem maquiagem, sem nossas máscaras sempre tão bem desenhadas e contruídas à custa de muito muito trabalho. Eu te odeio pela competência em me abalar e pelo jeito doce com que você não me ouve nem me olha. E eu só te odeio porque todos os meus personagens e todas as minhas partes e todos os meus segredos e minhas músicas só acontecem porque eu tenho você aqui, tão distante mesmo dormindo do meu lado. Eu e todos eles ficamos de repente órfãos dessa sua presença aquietada e sua falta tão latente. E agora estamos aqui, sentados, pedindo a alguém que te traga de volta com a promessa de nunca mais te levar porque senão eu não quero. Eu e meus personagens precisamos de você para sobreviver, para ser feliz e para entender todas as coisas que acontecem nesse redor minúsculo de quarto. Eu e meus fragmentos que só você pode e sabe juntar quando coloca essa mão quente no meu rosto e me lambe a cara como um adolescente babaca. Mas a sua mão é tão quente que eu quase derreto nesse amor delicioso que é inabalável. Eu em frangalhos nessa cama, tentando dormir e rolando de lá para cá querendo juntar meus pedaços. Só que não posso levantar porque você sempre me arranca as pernas quando deita aqui e encosta esse corpo quente e pulsante em mim. Eu e meus personagens precisamos de novo e sempre. Abra com toda sua delicadeza manipuladora a porta do meu quarto, me junte, me pegue nos braços e me leve para aquele lugar. Aquele que só você e eu conhecemos apesar de nunca termos estado lá. Junte todas as minhas partes, repouse essa mão quente no meu rosto e me faça dormir porque eu estou muito muito cansada de tudo que não é você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-7234544358350099560?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/7234544358350099560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=7234544358350099560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7234544358350099560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7234544358350099560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/08/eu-e-meus-personagens.html' title='Eu e meus personagens.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-1439493699846799571</id><published>2009-08-07T12:12:00.003-03:00</published><updated>2009-08-09T21:52:52.451-03:00</updated><title type='text'>Felicidade irritante.</title><content type='html'>Estátua!!! Meu corpo arrepiou e vi um filme passar na minha cabeça. Um filme de terror misturado com ficção científica e comédia romântica bem melosa daquelas que a gente, depois de ver, quer casar com o mocinho do filme. Mas mocinhos de filmes não existem e eu chorei. Chorei só mais um choro para minha coleção de lágrimas que guardo numa garrafa de vidro velha. Além da coleção de lágrimas, também faço coleção de traumas e de rolhas de vinho.&lt;br /&gt;Eu gelei de verdade, de sentir aquela corrente maluca e fervente da espinha até a nuca. Arrepiou até o couro cabeludo, sorte que o cabelo estava lavado porque senão ia escorrer óleo junto com o líquido saboroso e quentinho do arrepio. Eu gelei, vi o filme e pensei por dois instantes que podia ser feliz. Mas eu nasci com aquela merda de vocação para sofrer e para sentir demais e para ser mal humorada até que ninguém me suporte mais. Então precisei de mais uns 3 ou 4 instantes para ter certeza de que queria e podia ser feliz e que a plenitude tinha tocado a minha campainha já meio afônica depois de tantas histórias interrompidas pelo tal do destino ou porque eu as expulsava como vermes nojentos com pânico de ser feliz e gostar de ser feliz. Eu até hoje não tenho uma opinião formada para o destino, acreditam? Pois é. Não tenho opinião sobre ele e faço coleção de lágrimas, traumas e rolhas. Depois dos 8 instantes pensando, resolvi que queria ser feliz mesmo com as minhas vocações infernais para tudo que não é positivo, para tudo que escorre, para tudo que nunca passa e para tudo que corrói. Abracei a felicidade como uma criança abraça seu urso de pelúcia. Eu também já tive coleção de ursos de pelúcias mas deixei-a em algum lugar que não lembro qual foi, assim que minha infantilidade escorreu ralo abaixo junto com meu esfoliante corporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é difícil sofrer como eu sofro e como é difícil não ter ursos para abraçar e me sentir segura nessa carência tão grande quanto meu medo de montanha russa. Então eu larguei os ursos e abracei a felicidade e descobri nela um confortável colo de avó com gosto de algodão doce cor de rosa, vendido pelo tio velho, cansado e de bigode na porta do parque de diversões. Aquele gelo morreu depois do abraço porque a corrente do abraço era quente demais e gelo derrete fácil demais.&lt;br /&gt;A felicidade abriu seus grandes e fortes braços e me aconcheguei na posição fetal que sempre me faz mas segura e menos trêmula. E aquela felicidade me agarrou, me fez sorrir contra minha vontade porque eu tenho vocação para chorar e me mostrou que sim, que é possível ser feliz mesmo com meu título de PHD em desgraças emocionais e dores no coração de tanto amar e de tanto cair do cavalo (que sempre chega sem o príncipe). Aquele abraço branco e tão cheio de paz diminuiu o inchaço, me enfeitou com flores e jogou minhas rolhas fora. E eu me vi entregue a ela, sem dores, sem rolhas e cheia de planos. Os mesmos planos que a mocinha do filme fazia com o mocinho do filme até a última cena, quando então vem o beijo da conciliação, da paixão e da ausência que até ali sufocava os dois e todas as pessoas que pagaram para ver o filme. Eu ali, entregue a uma felicidade normalmente tão distante. Virei sua parasita e nem liguei para as minhas rolhas que durante anos, taparam meus furos, meus buracos e meus medos sem deixar que tudo transbordasse poros e olhos afora e me matassem afogada nessa necessidade que não passa nunca há 18 encarnações. As rolhas que se fodam junto com toda a minha vocação e com a garrafa de vidro velha e sem rótulo, porque agora eu quero mais é ser feliz nessa felicidade colorida depois de todas as bebidinhas e os amores com gelos.&lt;br /&gt;E eu que passei a vida até aqui sentindo por medo, sentindo por pena e sentindo por ódio, me encontro na felicidade de olhos azuis e com os cabelos que começam a "grisalhar". Eu, todas as minhas coleções, meus medos pavores e temores somos abduzidos pelos braços nem tão peludos mas fortes, sólidos e seguros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não me acostumei com a felicidade plena. Porque ela é tão feliz que às vezes me irrita. Eu quero fugir mas ela me agarra, eu quero ir e ela me traz de volta porque ela é tão teimosa quanto eu e quanto minhas milhares de vocações inúteis. Viro daqui, viro de lá, tento desgarrar mas ela é forte demais para mim que estou sempre cansada porque nunca aprendi a dormir bem. Eu sou o caos e ela é a serenidade. Eu sou o tremor de terra e ela é o céu azul e as bolhas de sabão que fazia ainda criança achando que só estouravam quando encontravam com Deus.&lt;br /&gt;A minha felicidade me agarra com as pernas, me joga na cama, me faz cócegas, me obriga a rir com suas piadas de quinta e insisti em me fazer perceber que o mundo é melhor sem valas, rolhas e lágrimas.&lt;br /&gt;Me debato inutilmente porque ela, agora ele, me faz feliz. Me fodo emocionalmente mas ele sempre me coloca no eixo. Me esguelo intensamente mas de nada adianta nunca. Porque ele, esse homem que escolhi para pai dos meus filhos, me faz feliz. Irritantemente feliz. Mesmo quando insisto em querer sofrer e ser mau humorada, sim, ele me faz feliz. Insuportavelmente feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-1439493699846799571?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/1439493699846799571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=1439493699846799571&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1439493699846799571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1439493699846799571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/08/felicidade-irritante.html' title='Felicidade irritante.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-4038720341346937232</id><published>2009-08-06T09:55:00.003-03:00</published><updated>2009-08-06T09:58:31.685-03:00</updated><title type='text'>Sobre morrer para não sentir.</title><content type='html'>Eu aqui querendo lamber os dedos e enfiá-los na tomada e tomar um choque indiscritível só para parar de sentir isso que sinto cada vez que você chega na minha casa e bagunça tudo tirando até as minhas almofadas indianas do lugar. A sua capacidade de me fazer camaleoa, de mudar para te agradar, de te querer o resto da vida é incrível. ... ... Eu tô pensando que se o choque for muito forte eu posso morrer e não sei se quero morrer. Eu quero mesmo do fundo da minha alma é parar de sentir para que as coisas fiquem em seus devidos lugares como estiveram até aqui e agora. Meu diabinho diz que sim e meu anjo diz que não. Diz não para tudo que é confusão e você é confusão na certa, é abalo imediato, é febre de alucinar e confundir. Pare de dar tantas voltas ao meu redor porque eu tô ficando tonta e tonta eu cometo as piores e as melhores bobagens da vida. Será que vai doer muito? Vai doer menos do que isso que eu sinto e que faz meus órgãos não obedecerem aos comandos mais básicos como a minha vontade de mijar, cagar e arrotar tudo que vem de você e das suas extensões. Eu acredito no meu anjo e idolatro meu diabo. Mão na tomada ou sentir até esgoelar? Mão na tomada porque vai doer e passar? Se não morrer do choque? Morrerei de amor, de falta de ar, de necessidade. Morreu de que? De tanto precisar.  Eu quero da luz da minha alma cheia de boas intenções parar de sentir que é para ver se sobrevivo na multidão que me sapateia a cabeça enquanto busco você com meus grandes olhos pretos sem sucesso algum porque você nunca está e nunca esteve. Morreu de que? Pisoteada. Depois de morrer de necessidade ter que morrer pisoteada é foda. Com PH e dois D(s). Coragem, não vai doer. Basta molhar os dois dedos, enfiar com tudo e com força na tomadinha da cozinha e rezar para tudo isso passar junto com a descarga elétrica que estou planejando desde às 3 da manhã daquela madrugada quando, depois de tantas promessas, você saiu e não voltou. Eu gosto do anjo mas tenho um pacto com o diabo. E tudo que vem do diabo arde demais, tosta demais e dói demais. Eu sinto as consequências dessa piração irracível que me leva sempre para tantos lugares sem que eu levante minha bunda dessa cadeira dura onde escrevo tantos textos enquanto olho para tomada e decido se morro ou se só sinto dor.&lt;br /&gt;Eu só não quero que você vá pro inferno que é para não ter que te encontrar por lá e sentir tudo de novo. Essa sua mania de degustar meus miolos em tão pequenas porções me tira do sério ao mesmo tempo em que colore minha vida e minha arte. ... ... Estou achando que meu dedo não vai entrar nessa tomada porque o buraco dela é tão pequeno quanto a minha razão urrando que nada disso importa e que tudo vale a pena. Morreu de que? De tentar e frustar. De passar uma vida querendo e outra vida resistindo. Eu tô a fim de escutar o anjo que hoje tá tão bonitinho de harpa na mão. Mas o diabo é foda, tem um ritmo mais latino. O diabo é você com todo esse discurso mais ou menos de quem agoniza de vontade, caga de medo e finje que administra. Então façamos assim. Eu fico com o anjo e você passa o resto dos seus dias aí, sentado em cima do saco nessa cadeira confortável enquanto eu já não morro de vontade só para fingir que não tô nem aí para você inteiro ou em partes. Enquanto você continua cagando todos os seus medos, eu continuo aqui, linda e gostosa dançando e celebrando a vida. Morreu de que? Morreu de amor mas pelo menos morreu dançando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-4038720341346937232?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/4038720341346937232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=4038720341346937232&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4038720341346937232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4038720341346937232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/08/sobre-morrer-para-nao-sentir.html' title='Sobre morrer para não sentir.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-5733152679455418225</id><published>2009-08-03T16:19:00.001-03:00</published><updated>2009-08-03T16:20:17.137-03:00</updated><title type='text'>Só quero ser amada.</title><content type='html'>Ontem eu dormi com um pijama velho e surrado do Garfield em que ele dorme o sono que eu gostaria de dormir. O sono da cabeça fresca, das questões bem resolvidas, dos amores amados e das paixões vividas até aquele profundo esgotamento de quando ela se esvai inteira sem que nada possamos fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu fiz uma trança linda no cabelo, coloquei meu pijama do Garfield e deitei de lado para ver se sem o ronco vem o sono que ando precisando e não chega nunca porque eu passo madrugadas e madrugadas me procurando. Porque é só dormindo que minhas coisas se aquietam, que meu sangue corre mais morno, que a cabeça pára um pouco. Porque é só num estado de inconsciência gostoso que eu alcanço meu objetivo mais simples: parar de te respirar, parar de te viver, parar de te ouvir e parar de te suplicar. É só assim que consigo desligar tudo, ajeitar a trança no travesseiro onde eu burrifei seu perfume e deixar de lado tudo que é você. É chocante como você me governa, como você me manipula, como você me entende e como você me quer. E eu pedindo algumas horas de sono para lembrar como é viver sem você mesmo que eu nunca alcance essa lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu tomei banho com sabonete da Turma da Mônica, fiz uma linda trança, coloquei meu pijama do Garfield e escutei Sara Bareilles falando de amor. Eu só queria esquecer um pouco porque eu estou desanimada de cansaço. 2 noites viradas pensando em todos os meus planos que nunca vingaram porque eu sempre me jogava naquele maldito poço onde eu encontrava meu coração quase sem pulsação e na tentativa de me salvar esquecia que queria esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu li um gibi do Cebolinha, tomei banho com sabonete Turma da Mônica, fiz uma linda trança e coloquei meu pijama do Garfield. Ainda tão criança e tão exausta eu pensei em você, em como você me faz feliz, em como filhos são deliciosos, em como me sinto mais segura quando estou depilada e em como amo tudo em você até essa sua ignorância pensada. Até o jeito desligado com que faz as coisas na sua vida. E também pensei que meus limites são enormes e é por isso que você ama tudo que faz comigo. Poucas vezes nessa vida eu não quis ser infernal. Nesse momento eu não quero. Porque aqui com meu gibi, minha trança e meu pijama do Garfield eu só quero ser amada por um amor sem limites até que chegue o bendito sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-5733152679455418225?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/5733152679455418225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=5733152679455418225&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5733152679455418225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5733152679455418225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/08/so-quero-ser-amada.html' title='Só quero ser amada.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-9210278665638315340</id><published>2009-07-30T11:35:00.001-03:00</published><updated>2009-07-30T11:35:43.530-03:00</updated><title type='text'>Sabe o que eu sou???</title><content type='html'>Um buraco quente, uma boca enorme e um pé chato. Muito chato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-9210278665638315340?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/9210278665638315340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=9210278665638315340&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/9210278665638315340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/9210278665638315340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/07/sabe-o-que-eu-sou.html' title='Sabe o que eu sou???'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-4168380677210336834</id><published>2009-07-28T17:15:00.001-03:00</published><updated>2009-07-28T17:15:58.024-03:00</updated><title type='text'>Uma música de amor.</title><content type='html'>Não, eu não vou escrever uma linda canção de amor para você. Eu juro que não, você pode me amar, se apaixonar, me querer, me pedir que eu juro. Eu nunca vou escrever uma canção de amor para você. Se esse é seu medo relaxe. Goze superficialmente para não termos que casar e construir uma família obrigatoriamente feliz. Você pode dormir aqui quantas noites forem necessárias para saber o quanto meu calor mexe com você, o quanto eu achava que você queria junto comigo ir longe muito longe e o quanto fomos estúpidos por não ter sabido fazer diferente do que fizemos. Não, eu nunca vou escrever uma canção de amor para você porque as coisas não rimam e não se encaixam. Como nunca se encaixaram apesar das minhas tentativas em bancar a fodida bem resolvida que podia quase tudo enquanto você ficava lá, bancando o playboyzinho classe média alta, blasé-feliz e sarcástico enquanto o circo pegava fogo com todos os palhaços lá dentro e minha carne torrava nas chamas insuportáveis do ar quente que sai dessa sua boca que me tira o chão. Não se preocupe que música sem rima não é música. E tesão sem realização é nada. É porra nenhuma no melhor sentido da frase. Porra nenhuma, zero espermatozóide. Não se preocupe. Eu nunca vou escrever uma música falando do absolutamente nada porque não quero que as pessoas descubram que formávamos uma dupla de porra nenhuma cheios de uma censura pudica que não combinava com a gente. Uma dupla que nunca realizou nada junto a não ser duas ou três piadas e três ou quatro encarnações de vida desprezada e arrepios contínuos jogados no ralo nojento do banheiro de motel de quinta. Porque é isso que somos juntos: nada. Um monte de tentativas incertas com resultados nulos. E eu, meu amor, nunca vou escrever uma música para as pessoas saberem que hoje sou uma meia mulher, com um pedaço da minha feminilidade amputado só porque você nunca estourou aquela porta e nunca teve coragem de cagar pro mundo durante uns minutos ao meu lado enquanto dizia milhares de baixarias no meu ouvido. É isso que fomos: frágeis e fingidos. Você e eu. Mas eu te perdoo. Afinal, fomos um monte de nada e nada não dá música. Então goze irresponsavelmente como um moleque de 15 anos brigando com seus hormônios no mictório do colégio particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca vou escrever uma música e ter que assumir que durante 2 longos anos te procurei escamoteado em multidões que era para ver se tinha sorte de esbarrar em você num lugar onde fossemos nada no meio de muitos. Eu nunca vou assumir publicamente quantas noites tive ódio de você e o quanto quis que seu castigo fosse ficar de pau mole por umas 8 vidas sem direito nem a uma punheta. Eu juro que isso não dá música. Eu nunca vou dizer por aí que tudo que sentia dava música mas não dava liga por que você foi como um tufão que passou, arrasou tudo e foi embora como se não soubesse que eu tava ali sentada, agonizando de vontade de você, suplicando por cada centímetro dessa sua geografia profunda e perfeita que habitou meus sonhos. Se música rimasse com suplica quem sabe. Não se preocupe, nossa imagem decadente fica aqui como nosso segredo bem guardado embaixo da cama onde nunca tivemos coragem de subir e ficar até que o mundo acabasse e que a gente morresse ali, felizes e quietos depois de todas as coisas. O caminho que escolhemos foi o mais fácil e fácil rima somente com frágil. Não se preocupe, música se escreve na hora da inspiração. Tá bom, a inspiração não passou. Porque sempre que você volta mesmo distante, eu cago minha inteligência, os poros se abrem, os pêlos levantam, o ossinho da nuca endurece, as pupilas dilatam e a vida toma outro rumo. O rumo proibido, o rumo desacertado. O rumo que eu não quero tomar. E só de raiva de você nunca ter me jogado na parede, seu filho da puta é que eu nunca, nunca vou escrever uma música de amor para você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-4168380677210336834?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/4168380677210336834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=4168380677210336834&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4168380677210336834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4168380677210336834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/07/uma-musica-de-amor.html' title='Uma música de amor.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-624791984999071715</id><published>2009-07-27T12:13:00.005-03:00</published><updated>2009-07-27T13:17:38.934-03:00</updated><title type='text'>Na tentativa de fugir do que nunca aconteceu.</title><content type='html'>Ligou o som bem alto, tirou a roupa e abriu a torneira. Se olhou no espelho. As marcas do tempo estavam todas ali intactas dizendo para ela o quanto a maturidade tem sua vantagem e o quanto as marcas têm seu charme e o quanto o tempo é inexorável e o quanto nossas escolhas tem seu preço. Ajeitou as sobrancelhas com a pinça e colocou a touca protegendo os cabelos do bafo insuportável que se formava. Abaixou a cabeça e deixou que a água caísse quente e forte na nuca para ver se conseguia esquecer. Porque essa merda sempre volta na cachola?? A trilha sonora não ajudava muito. Talvez ela não quissesse esquecer, apenas esconder um tiquinho assim de si mesma o quanto determinadas coisas não se resolvem. Nem com o tempo e nem com muita disciplina.&lt;br /&gt;Passou o sabonete líquido com cheiro de jasmim nas pernas e tentou nova e inutilmente se livrar daquela lembrança que era tão gostosa que dava vontade de voltar correndo para ela inteira. Um sentimento maluco e velho que a deixava sem saber exatamente se tomava banho ou se ficava suja para espantar. O tornozelo inchado da eterna busca ganhou atenção especial porque doía. Doía uma dor leve mas incômoda. A dor da não concretização que a perseguia. Clareou os pelinhos das coxas enquanto pensava sobre como sobreviver a algo tão imortal e onipresente mesmo depois de tanta ausência. Ela nunca sabia o que fazer além do banho para esquecer ou fugir. Uma passagem para Passárgada não parecia mal. Porque ele certamente não chegaria lá. Afinal ele é cagão o suficiente para nem sequer querer saber onde é Passárgada. A água quente amoleceu seus sentidos e derreteu toda a raiva que ela queria sentir mas não podia. E aquela impulsão de criança latejava poros afora. Ela queria mesmo era correr lá e dizer que enquanto não realizasse aquela porra toda ela não seria inteiramente feliz nem inteiramente inteira. Ela seria meio inteira até que aquilo tudo fosse colocado dali para fora como se coloca o lixo reciclável, como se coloca os pingos nos Is. Mas tudo que ela conseguiu fazer foi sair do banho, enrolar-se na toalha vermelha e macia, sacudir os cabelos e sentir saudades. Saudades daquela merda toda que nunca aconteceu mas que sempre latejou num ritmo charmoso e gostoso de bateria de escola de samba. Decidida, abriu aquela gaveta trancada dentro de seu peito. Ela queria tudo que era inexistente. Ajeitou a toalha que insistia em abrir sozinha para mostrar o quanto aquele corpo estava cansado da ausência de tudo e quanto aquele tudo era sua estrutura óssea mais sólida. Mas que a osteoporose destrui como a um castelo de areia feio e mal ajambrado. Abriu uma sacolinha furada de supermercado e acomodou todos os restos mortais dele com cuidado. Com sorte os restos escapariam pelo furo na sacola. Ele era a única história não história. A única coisa que ela toda besta nunca tinha conseguido realizar. E esquecer. Porque ela queria mesmo era voltar, arrebentar a porta da casa e tirá-lo de lá a força e levá-lo para qualquer canto do mundo onde ela pudesse viver aquilo mesmo que sozinha mas com a presença física dele. Lamentou um pouco o fato dele ser tão cagão, tomou uma aspirina a seco e desligou o som. Afinal aquele som em nada ajudava. Era trilha sonora daqueles filminhos merdas em que a música embala o beijo do mocinho com a dentuça feia que quase morre numa felicidade cretina de tão feliz. Ela não queria saber de felicidades. Abriu a porta da varanda, juntou os restos mortais e acendeu um fósforo. E em chamas toda história não realizada virou pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxugou o que restava de lágrima junto com o que restava da água do banho. Entrou em seu quarto, olhou em volta, checou seus mails porque de repente ele tinha escrito alguma coisa para ela nem que fosse "tchau" e abraçou a solidão que era só quem estava ali.&lt;br /&gt;Deitou de lado como quem virasse as costas para um amor desinteressante e frio.&lt;br /&gt;Fechou os olhos e como uma criança frustrada, dormiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-624791984999071715?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/624791984999071715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=624791984999071715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/624791984999071715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/624791984999071715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/07/na-tentativa-de-fugir-do-que-nunca.html' title='Na tentativa de fugir do que nunca aconteceu.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-316123875711306022</id><published>2009-07-23T12:47:00.005-03:00</published><updated>2009-07-23T15:52:44.900-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fantasia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Numa tarde de segunda-feira.</title><content type='html'>Naquela tarde de segunda feira ela começou a trabalhar. E logo que chegou bateu o olho nele. E aquele olho de bandido arrepiou todinha ela que usava uma calça branca e um salto alto compondo com o decote da blusinha solta. Ah! o alto dos 20 e poucos anos! Tudo em dia, tudo durinho, lisinho, sem crateras e sem os sinais quase vitais da tão falada experiência. Peitinho, bundinha e disposição dos 20 e poucos anos. E aquele cabelo semi grisalho deixou-a transtornada. E todo aquele jeito de intelectual, e toda sua pose de descolado-bem humorado-cínico de quem faz terapia com uma psicóloga gostosa e sabida. Ela gelou. E tremeu também. E sentiu como se tivesse voltado para casa. Aquele corpo dele parecia a casa onde ela habitou por 3 ou 4 encarnações de tão conhecida. Barriguinha linda, pêlos na medida certa e aquela dose de macho besta e pornógrafo. E o jeito que ele falava, e os gestos da mão esquerda, (aliás que mão esquerda) e o jeito que ele usava o mouse do Mac, e as músicas detestáveis que ele ouvia enquanto trabalhava. E o jeito com que virava aquele pescoço grande para admirar a bunda dela dentro daquela calça branca e de qualquer outra calça. E o universo congelou para ela sentir aquele cheiro tão delicioso e para ver mais de perto que o jeans estava rasgado no joelho. E que joelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali começou, naquela tarde de sol, quando ela passou aquela porta e cruzou aqueles olhos. E ele adorando a paralisia dela cada vez que se esbarravam. E alimentando aquela vontade louca que ela tinha de enviar tudo pro inferno por email e se perder ali mesmo, naquela antiga nova casa. E naquela antiga nova relação. O jeito que ele cortava suas peças, o jeito que ele brigava, o jeito que ele tinha de fingir que tudo era nada e que nada era menos ainda. E todo aquele ar de gostoso que sabe que é gostoso, de low profile metido a besta e toda aquela petulância e toda sua curiosidade para ler e sacar e entender como se a conhecesse há 9 encarnações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela passou meses se arrumando para o descarado que xavecava todo mundo, que alimentava todas as mulheres com suas frases de efeito idiotas. Ela tinha ódio de como ele era sexy até tirando meleca do nariz. Um nariz lindo e contornado. E falava de sacanagem com uma naturalidade charmosa e escrevia deliciosas sugestões de indecências discretas e intermináveis. E ela gostava tanto daquilo que perdia o rumo e o sono. E sonhava com os cabelos e com o Mac e com o jeito tão lindo quando ele estava compenetrado desenhando suas coisas ou comendo o rabo de meia agência porque as coisas tinham sempre que ser perfeitas. Perfeitas como aquele peito dele. Que ela nunca tinha visto, nem tocado nem cheirado. Mas que ela sabia que era perfeito. E perfeito também como aquele beijo dele e a pegada dele. A pegada que ela nunca sentiu, que ela nunca arrepiou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma relação que nunca houve, que ficou nas conversas de corredor e nas caronas acidentais. Tudo não passou de um monte de desculpas que eles arrumaram para nunca se concretizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tudo tão perfeito no papel que na teoria podia frustrar. Os dois viveram meses tapando buracos escuros e fundos só por medo. E todo jeito descolado e o caralho era na verdade uma tentativa de esconder o óbvio. Dois medrosos o suficiente para fugir do que naquela hora era o melhor a se fazer: deitar numa cama e ficar ali, olhando pro teto embalados pelo silêncio bom, até que tudo acabasse e escorresse pelo ralo junto com toda espuma daquela banheira tão perfeita que eles também nunca usaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-316123875711306022?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/316123875711306022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=316123875711306022&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/316123875711306022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/316123875711306022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/07/numa-tarde-de-segunda-feira.html' title='Numa tarde de segunda-feira.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-3867199214895500675</id><published>2009-07-18T12:06:00.002-03:00</published><updated>2009-07-18T12:18:31.106-03:00</updated><title type='text'>5 segundos.</title><content type='html'>Você tem exatos 5 segundos para entrar por aquela janela dizendo que me ama e não vive sem mim enquanto eu, bem blasé,  finjo que não me abalo com sua palavra insegura, mesmo morrendo numa felicidade branca e plena. E dê graças a Deus e à minha generosidade que te dou 5 segundos, porque se eu tivesse um pingo sequer de vergonha na cara você não teria tempo nem para respirar.&lt;br /&gt;Anda, entre como o Homem Aranha escalando prédios altos, enfrentando seus mais temidos inimigos e grite para todo mundo ouvir que sou a mulher da sua vida e que sem mim, meu bem, tudo empaca. E diga também que você estaria infeliz, pálido e de pau mole. Estou esperando, anda. Entre e tire do seu cinto mil e uma utilidades todos os seus argumentos mais furados e esfarrapdos enquanto sai do seu bolso uma taça de vinho tinto bem suave. E brinde comigo esse amor louco por essa mulher louca em que me transformei depois de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrombe minha vida com sua paixão avassaladora e e me faça esquecer de todas as noites em que senti frio e não havia você para me aquecer e me dizer que sim, que no final das contas tudo vai ficar bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai logo, estou esperando. Seu tempo está se esgotando.&lt;br /&gt;Me dê flores, me beije, me aperte até furar minha cintura e alcançar meu rim que precisa de muita água para filtrar tudo isso. Arranque sua capa de batman e esse colant ridículo cinza ou sei lá que cor é essa e me segure firme nos cabelos lisos de Alisabel. Me salve dessa ferragens silenciosas que me enlouquecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, eu sei que pela janela é realmente difícil até porque você precisaria nascer de novo para ser um super herói de quadrinhos. Pode ser pela porta, melhor assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ... valendo!&lt;br /&gt;Você tem 5 segundos para chutar essa porta, arrebentar o batente e entrar ofegante e estabanado me jogando no chão e repetindo que sem mim, meu amor, não rola. E me prove novamente o quão estúpida eu sou porque semmpre acabo cedendo cada vez que você vem respirando em cima de mim com esse ar quente e esse corpo tão feito para mim. E me diga que nunca mais vai embora e que você não pode respirar se eu não tiver perto e que você parece uma criança mimada e medrosa cada vez que ameaço ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda, vai..&lt;br /&gt;Estou esperando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-3867199214895500675?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/3867199214895500675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=3867199214895500675&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/3867199214895500675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/3867199214895500675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/07/5-segundos.html' title='5 segundos.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-6640679535341694523</id><published>2009-07-14T10:53:00.006-03:00</published><updated>2009-07-14T11:13:06.966-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='razão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Buscando razões.</title><content type='html'>Eu vivo buscando razões tanto quanto busco a tal da felicidade plena dos comerciais da TIM com atores sempre de braços abertos falando da tal liberdade de não sei que porra.&lt;br /&gt;Eu busco razão pro amor, pra vida, pros sentidos, pros mau entendidos, para os meus grandes e piores momentos. Eu busco razão para estar aqui, para ter filhos, para gostar de chuchu e abobrinha, para devorar barras e barras de chocolates e não ter piriri e para chorar toda vez que vejo o especial do Roberto Carlos no dia 25 de dezembro. Eu busco razão para essa verdade toda que me consome em pequenas porções deixando meus miolos moles e me impedindo de admitir o quanto às vezes eu sou uma idiota insegura que não se assume. Porque eu não me lembro onde mas comprei a verdade. Toda ela. E todas as suas razões. Eu estou há 32 anos buscando uma razão para amar tanto, para sentir tanto, para traumatizar tanto, para intensificar tudo. Tanto. O tempo inteiro. Porque eu nunca entendi como uma pessoa pode se apaixonar e amar tanto assim. Um amor que vem do orifício mais escondido e apertado do meu corpo. E é amor mesmo. E é tanto amor que chega a doer as juntas, de dar reumatismo precoce. Eu quero só uma razão para não conseguir mudar coisas, para não ter controle sobre tudo que me amedronta. E eu tenho vontade de me esconder embaixo da minha cama e ficar lá de olhos fechados e ouvidos tapados cantando, até meu pai chegar e me resgatar como um herói de filme americano babaca. Eu queria apenas uma razão para ser tão dona da verdade a ponto de nem sequer questionar comigo mesma. Eu queria mesmo era uma boa razão para ser um vulcão de emoções latentes que me deixam mole e preguiçosa como num domingo de chuva cheirosa e gelada. Eu queria entender porque tantas coisas se dão e eu não posso fazer nada. Eu quero uma razão para minha incapacidade com as palavras, para minha má formação com a verdade dos outros. Eu passo grande parte do meu tempo buscando explicações e razões e motivos. Eu acordo pensando no motivo de tudo isso e mais um pouco. E durmo perguntando para ninguém a razão de amar tão intensamente que chega a secar a garganta como aos 15 anos, logo depois do primeiro ciclo menstrual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a razão nunca vem. Por mais que eu pense, escreva, chore e ame intensamente. Por mais que eu teorize, a razão nunca chega. Porque, Tatiana, há coisas que não precisam de razão alguma. Só por isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-6640679535341694523?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/6640679535341694523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=6640679535341694523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6640679535341694523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6640679535341694523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/07/buscando-razoes.html' title='Buscando razões.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-4004603201266725459</id><published>2009-07-12T10:02:00.005-03:00</published><updated>2009-07-14T10:49:33.645-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inferno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>To the hell.</title><content type='html'>Ele me mandou pro inferno. E quer saber? Ando com muita vontade de ir. Mas uma vontade visceral, daquelas sobre as quais a gente não tem (e nem quer ter) o mínimo controle. Porque pensando bem lá no inferno a coisa deve ser quente. Sem trocadilhos mas deve mesmo. Milhares de almas (?) perdidas e mau humoradas como eu. Mas todo mundo sempre cheio de boas intenções. Será que todo mundo por lá é mau humorado como eu e chato como eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mil drinks super coloridos mas com a base sempre em vermelho. Centenas de festas de almas penadas buscando pelos seus devidos perdões. Eu tô realmente a fim de ir mas com passagem só de ida que é para o mundo dobrar a língua. E para ver se eu faço falta.&lt;br /&gt;Um bando de almas livres? Almas livres vão para o céu. Mas eu ando com vontade de ir. Colocar duas mudas de roupas numa mochila, bater a porta e vazar. Porque eu tô cansada, porque eu tô com sono e porque eu sou mau humorada. E porque no fundo no fundo, eu fico aqui suplicando por um pouco de atenção e um pouco de diálogo. E porque também, mais no fundo ainda eu tô fodida de magoada. E nem é porque ele me mandou pro inferno e me disse prá parar de encher o saco precioso dele. É porque ele sempre fala pouco. Mas quando fala é com pegada. E eu pedindo só um pouco de diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No inferno as pessoas almas dialogam, será? Hoje eu acordei numa boa. Querendo conversar sei lá. Será que é para isso que a gente tem amigos? E quais serão os trabalhos lá no inferno? Eu só não sei passar roupa. Mas de vez em quando me dá uma vontaaaade de ir. De sair de caverna em caverna solta, buscando, querendo, esgotando as possibilidades de ser feliz como se estivesse presa num labirinto emocional. Será que no inferno tem saída? Tipo ficou bonzinho sobre de elevador pro céu com direito a coro de recepção e milhares de harpas reluzentes agradecendo ao Senhor a salvação de outra alma quase perdida. Eu tô com muito sono. E tô magoada. Nem o café quentinho melhorou. Nem saber que ele já pensou no que disse me faz querer deixar de ir pro tal do inferno que ele me mandou. Eu detesto querer dialogar (gosto dessa palavra) e receber um sim de volta. Porque sim para mim não é nada. Não é conversa. Um sim é somente um sim. É quase um ponto final para quem não quer perder tempo tentando aparar umas arestas das quais o durepox insisti em descolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar que se as pessoas almas forem muito mais mau humoradas do que eu, duvido que conversem. Porque o cara mau humorado não quer que você nem olhe para ele. Que dirá fale com ele. E eu também sou muito branca, sabe. E a temperatura lá no inferno deve ser alta para cacete. E não deve existir uma sumirê para eu comprar um protetor bem melado e manter minha corzinha de mofo que eu tanto adoro. E também eu fico pensando que só festa enche o saco. Será que enche tanto o saco quanto eu encho o dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu tive vontade de procurar o mapa do inferno e dar um rolê por lá. Mas não sei como chegar e ainda não tenho um GPS. Melhor ficar por aqui mesmo. Corre o risco de eu perder o caminho de volta para casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-4004603201266725459?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/4004603201266725459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=4004603201266725459&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4004603201266725459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/4004603201266725459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/07/ele-me-mandou-pro-inferno.html' title='To the hell.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-272887687177816357</id><published>2009-07-08T13:27:00.004-03:00</published><updated>2009-07-08T14:56:36.225-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intimidade'/><title type='text'>Sobre intimidade.</title><content type='html'>Sim, eu confesso. Eu faço xixi de porta aberta, com ele dentro do banheiro cutucando uma espinha na bochecha esquerda enquanto damos risada. Eu pego absorvente na frente dele, abro e descolo a tirinha adesiva. Tudo na frente dele. E na verdade ele nem sequer olha. Ou se olha não presta atenção. Eu palito os dentes quando estamos somente os dois em casa. Palito mesmo, tipo aquelas criaturas abomináveis embriagadas em botecos sujos e nojentos com aqueles balcões de inox oleosos e mais nojentos ainda que refletem nos olhos a dor e a tristeza de ser só. Eu enfio o cantinho da minha unha entre os dentes se um fiapo de manga se instalou por ali e me incomoda demais. Tanto quanto ver os funerais de MJ. Eu cutuco os ouvidos com cotonete enquanto ele fala do seu dia de trabalho. Às vezes eu também durmo sem escovar os dentes, porque todo mundo faz isso, o duro é admitir que se faz. Eu acordo toda inchada, amassada e fodida para outro dia de correrias e diversões infantis. E beijo ele com bafo e tudo. Sem dó nem piedade deste que escolhi para marido e pai dos meus dois filhos. Eu tiro cutícula com os dentes e cuspo porque gruda na língua e engolir não dá né. Ele faz a mesma coisa com as unhas. E meu irmão também fazia. Eu acho que no fundo no fundo todo mundo faz suas escatologias. E se não consigo segurar, de vez em quando, não me faço de rogada, peido mesmo. E tudo ótimo. E cavoco o nariz delicadamente para desgrudar uma maldita meleca que apareceu por culpa dessa terrível poluição e desse péssimo tempo seco e tal. E nunca senti nojo quando ele dá uns arrotos péssimos e altos como se, ainda crianção, competisse num campeonato de "quem dá o arroto mais alto" no intervalo do escola. Mas ele também só faz isso quando está sozinho comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intimidade não precisa de glamour nem de trilha sonora e traz consigo um charme único, o charme que tem a rotina. Intimidade é estar tão à vontade com o outro que parecemos sozinhos.  É mostrar exatamente quem somos, bem lá no nosso escuro e úmido fundinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-272887687177816357?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/272887687177816357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=272887687177816357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/272887687177816357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/272887687177816357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/07/sobre-intimidade.html' title='Sobre intimidade.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-6214364622956342094</id><published>2009-07-07T11:00:00.005-03:00</published><updated>2009-07-07T11:26:49.455-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='namorar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Ela só quer só pensa em namorar.</title><content type='html'>Ela é linda. Rica, elegante e bom papo. Ele tem 42. Tipo sarado descolado mas nem tanto assim.&lt;br /&gt;Ela quer casar e ter filhos. Ele já tem um do primeiro casamento, bem antes de ele se apaixonar por ela. Mas dessas coisas do acaso eles se conheceram num restaurante com centenas de pessoas como testemunhas nem tão oculares assim. E o romance engatou lindo e solto. Ele sempre disponível mas nem tanto quanto ela gostaria. E ela sempre tão disponível prá ele que dava até dó. Ela toda pronta para viver uma relação madura e ele tão disposto a viver uma relação carnal. Mas isso ninguém pode negar. Como a cama é boa. Puro tesão, sacanagens mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela toda vem vem vem e ele todo vai vai vai.&lt;br /&gt;Ela planejando o tamanho da varanda que vai querer para suas orquídeas e ele planejando em qual motel eles vão esta noite. É que ela sempre quer tanto que fica cega. Um tantão assim, manhê. E assim a vida a dois segue. Ele sempre de pau duro e ela sempre de coração aberto e despencando de amor. Para dar e receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí um dia os planos se chocam e tudo vira cerveja choca. Aquela que não desce, que nem com sede dá pra encarar porque cerveja choca, meu bem, é demais para mim. Porque ela não ouviu, mas eu avisei, e avisei muitas vezes. É para isso que servem as amigas, para avisar e para aguentar depois. Bem dolor. E ela chora chora chora. Todo domingo ela chora. Nas terças ela frequenta a academia. E nas segundas ela se recupera do choro do domingo. E quarta é rodízio do carro dela então ela mal sai de casa. Quintas e sextas ela chora às vezes, dependendo do que está passando na TV. E ele segue com a vida sexual dele ativa. Porque a agenda de contatos é grande e a mulherada reclama mas tá fácil demais. É só dizer meia dúzia de coisas desconexas e sem sentido que elas acham eles alternativos. E os alternativos estão na moda. Os alternativos que têm dinheiro, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sigo dizendo que enquanto ela quiser tanto o dedo podre é que vai escolher. Escolher não. Aceitar. E ela segue fingindo que não me ouve porque afinal, com 30 anos ela achou que estaria na casa de praia esperando o marido rico e cuidando das babás dos filhos. E com a vida ganha prá pelo menos sete gerações. Mas não foi exatamente o que aconteceu. E o pavor de solidão ensurdece. A possibilidade de ter que tricotar sozinha na terceira idade deleta todo seu repertório amoroso. Emburrece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela como centenas de outras buscam tanto que não acham. Porque o mais legal do amor é que ele aconteça. E enquanto ele bate todas as punhetas do mundo ela se vira com um rivotril aqui, outro prozac ali para aguentar o tranco de outro e outro e outro fora. Melhor agora do que mais tarde. Amor não se pede, meu bem. Amor se ama. Amor tem que ir e vir, meu amor. Porque amar sozinho é o cacete. Mole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer amor solitário é muito pior do que a solidão natural. Até porque, meu bem, a solidão vem carregada de uma dignidade absoluta. Pode acreditar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-6214364622956342094?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/6214364622956342094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=6214364622956342094&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6214364622956342094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/6214364622956342094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/07/ela-so-quer-so-pensa-em-namorar.html' title='Ela só quer só pensa em namorar.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-5288045823894848667</id><published>2009-07-03T09:10:00.004-03:00</published><updated>2009-07-03T11:18:31.733-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='simplicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><title type='text'>Sobre ser feliz.</title><content type='html'>Chega a me dar um estranhamento profundo o quanto ele sabe ser feliz. Porque eu, meu bem, não consigo ser feliz apenas com uma coca gelada gelada num dia de calor e um cobertor de pelinho lilás bem gostoso no frio. Eu sempre quero mais. Ele sim sabe ser feliz. Ele sim está sempre no contexto feliz da família feliz na propaganda da margarina. Ele fica feliz com qualquer coisa. Ele ri do Vesgo e acorda nossos filhos de tanto rir da vídeos cassetadas. Ele é feliz com um pão quentinho numa tarde mais fresca. Ele é feliz com tão pouco. E é por isso que eu o admiro tanto. Porque ele sabe viver e gosta de viver e acha esplênido o fato de acordar de outra noite de sono. E comigo as coisas atravessam. Atravessam meus órgãos. Eu não tenho vocação para felicidade assim. Tudo bem, eu tenho vocação para ser feliz mas não para ser feliz assim. Só porque acordei. Aliás, hoje mesmo acordei num puta mau humor azedo. De cobrir a cabeça com o travesseiro e querer que o mundo se acabe em barranco que é para morrer encostada. E folgada, como sempre fui. E como gosto de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não. Ele acorda e sorri. Ele pode estar cansado, fodido e mal pago que ele está lá, achando bom. Eu deveria ter percebido antes que me apaixonei por essa simplicidade dele. Uma simplicidade tão simplória que dá vontade de dar uma esmolinha para ela. E ele ali, com aquela carinha dele de satisfeito. Com aqueles lindos traços suaves - não tão suaves quanto antes dos filhos - esbravejando num tom surdo sobre como ficar calmo é o caminho para solução de todos os seus problemas. Ele fica tão feliz com uma fatia de mortadela quanto com um prato enorme de risoto de shitake. E eu aqui querendo sempre mais da vida, dos amores e das dores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto ele ri e assisti televisão eu imploro para Santa Rita por milhares de coisas que eu quero que aconteçam. E enquanto ele dorme roncando um ronco de tranquilidade e de cuca fresquinha fresquinha, eu acordo 3, 4, 5 vezes, dependendo do meu estado caótico. E enquanto ele demora 40 minutos no banho eu me enxaguo rapidinho porque ainda tem muito o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sim sabe ser feliz. Ele dribla a ansiedade de um jeito tão manhoso, ele fala da vida sempre olhando pro nada, ele me ampara e tenta me fazer esquecer o quanto ansiosa eu sou e o como eu sofro por isso. Ele é o cara mais incrível do cosmo. Ele sim sabe ser feliz com todas as suas pequenas porções formando uma super porção mega blaster.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é por isso (e porque ele fala 4 línguas, e porque ele me ama loucamente, e porque ele me beija como um adolescente e porque ele faz um ovo frito incrível e porque ele me chama de mor e porque ele me deu dois filhos deliciosos) que eu o admiro. Pela sua simplicidade em fazer da vida uma coisa feliz. E simples, naturalmente simples.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-5288045823894848667?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/5288045823894848667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=5288045823894848667&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5288045823894848667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5288045823894848667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/07/sobre-ser-feliz.html' title='Sobre ser feliz.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-1268840773702910523</id><published>2009-06-27T21:25:00.004-03:00</published><updated>2009-06-27T21:35:07.749-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Eu diria...</title><content type='html'>Se eu pudesse te dizer algo hoje seria: não passa. Não passa nunca essa saudade. Eu penso muito em você. Muito mesmo. Quando vejo jogo do Corinthians, quando assisto a uma cena do Fagundes, quando olho pro Matheus e pra Bia. E quando passo um cafézinho fresco e tomo um golinho com um pedaço de bolo. E também quando como banana assada e quando vejo alguém promovendo a Herbalife. Eu penso muito em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas coisas mudaram. Mas nem tanto assim. Tô aqui com dois filhos fresquinhos, um marido ótimo e parceiro prá tudo e meus amigos de sempre. Mas queria te dizer que não passa. Que eu lembro muito de você me colocando sentada atrás de livros e mais livros, que eu não esqueço de você grelhando bife e fazendo aquela mousse de chocolate que eu nunca mais comi em lugar nenhum. Aquela sim era a melhor do mundo. E também me lembro sempre de você sentada na sua poltrona verde, de óculos e com seu cigarrinho entre os dedos assistindo todas as novelas do mundo. Mesmo que na verdade, você estivesse dormindo sentada. E de como você era generosa com seus amigos e de como você sabia ser amiga como poucos e sobre toda sua sabedoria, sua experiência e sua paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cresci. Virei gente grande. Aliás, maior do que gostaria de ter ficado, ainda mais depois de dois filhos. Tenho minha casa, aprendi a cozinhar e casei. E aprendi a viver numa vibe diferente da que eu vivia antes. Aprendi sim. Aprendi a ser menos. Menos ansiosa, menos over. Só não perdi o hábito de fazer drama. Aprendi que viver contra o tempo só dificulta as coisas e que a paciência é sim a maior virtude do homem ainda que eu não tenha nenhuma. Mas não passa. E não passa porque você é muito muito presente. E eu acho incrível a minha capacidade de lembrar das coisas mais legais e de ter esquecido absolutamente as coisas chatas que aconteceram. Eu me lembro de tirar você prá dançar no meio da sala sem que nenhuma música nos embalasse, de comprar massa pronta de bolinho de chuva e dizer que eu que tinha feito só prá você ter orgulho do meu bolinho de chuva, de comprar suas latinhas de cerveja e de como você me amava tão intensamente. E de como você ria comigo e de mim. E de como você me achava criançona mesmo sabendo, bem lá no fundo, que eu já era uma mulher feita. E segura. E você me encarava com uma emoção tão infantil que chegava a emocionar. É por isso que não passa nunca. Eu tenho filhos, aprendi como é o tão famoso e falado e discutido amor de mãe. Você me amava filha e não neta. E amor de mãe é um troço que realmente não se explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha garganta sempre entorta na mesma hora em que os olhos lacrimejam. Não passa não. Mas tudo bem, a vida segue e segue muito bem, obrigada. Mas mesmo assim ainda dá uma dorzinha incômoda. Por que passar não passa nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quer saber? Eu acho bom que não passe que é prá eu não esquecer nunca de como éramos juntas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-1268840773702910523?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/1268840773702910523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=1268840773702910523&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1268840773702910523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1268840773702910523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/06/eu-diria_27.html' title='Eu diria...'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-7767381962143459425</id><published>2009-06-25T13:43:00.005-03:00</published><updated>2009-06-25T15:25:43.071-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulherzinha'/><title type='text'>Sobre ser mulherzinha.</title><content type='html'>Custa passar um batom nessa boca e um rímel nesses olhos? Custa quanto? Custa comprar aí uma meia dúzia de botinhas da moda e aposentar esses dois pares de tênis que você usa há dois anos? Custa, queridinha? Oh, amiga, você tem que se produzir mais, ousar mais, passa um batom vermelho e vai ver se você não vai se sentir ainda mais segura! Você se raspa com gilete? Custa ir numa depilação e fazer um "corte" mai sexy? Custa quanto? Você tem que ser mais mulherzinha, filha, assim não dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolsinha Louis Vitton, batom Mac, sobrancelha desenhada com cera especial para sobrancelha num cabeleireiro caro pra porra. Carro cheiroso, celular com brilhantinhos e o caralho. Bota combinando com o cinto da mesma coleção da bolsa que faz um paralelo com a altura dela. Brincos de argola, corrente cumprida em prata, anel chique. Que mulherzinha elegante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu aqui de jeans, tênis, camiseta Hering e só ouvindo as besteiras que meus pobres ouvidos são obrigados a suportar sobre como ser mulherzinha. E enquanto penso que todo mundo acha que tenho que ser mais mulherzinha, troco a fralda de uma e balanço com os pés o carrinho do outro que chora. E desligo rápido a água do café que deixei fervendo e esqueci. E atendo o meu pai que me xinga porque não ligo prá ele há exatas 3 horas e 18 minutos. Eu preciso encontrar paciência prá ser mais mulherzinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mulherzinha sai a noite, despida num decote incrível que mostra o peitinho de silicone enquanto o meu ,tá aqui, caído de amamentar dentro de uma camiseta esgarçada de ficar em casa. E a mulherzinha entra na pista de dança louca e sexy com os braços prá cima enquanto segura um copo de uísque 12 anos. E dança louca enquanto eu suspiro pelo Raj da chata da Glória Perez. E enquanto ela toma todas eu amarro o cabelo num coque desajeitado para pegar um carrinho embaixo da cama. E enquanto ela está lá, eu estou aqui. E ela mira um homem lindo e sexy e com cara de bem sucedido logo ali, no outro bar. E vai lá enquanto eu coloco o jantar do maridão na mesa. E ela chega perto, roça o braço no dele por que afinal, não há espaço para todos numa boate tão da moda! E ela se insinua com o olhar 43 que aprendeu nas comédias românticas que assistiu enquanto eu lavo a louça do jantar. E ela caça aquela presa como se tivesse um pau enorme no meio das pernas e estivesse com os hormônios em desgraçado atraso. E precisasse comer aquele homem naquela hora. E quase bate uma punheta por causa da sua mais recente conquista enquanto eu.. Agora eu estou rindo com as histórias do maridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mulherzinha volta prá casa com o som altíssimo, rindo à toa. Enquanto eu já estou de camisola furadinha no sovaco, falando pro maridão que é melhor ele deitar porque amanhã o dia começa cedo. E enquanto ela abre a porta do super apartamento decorado por arquitetos da moda e que tem tudo a ver com sua coleção de Louis Vitton, eu me ajeito no ombro do maridão. E enquanto ela tira a maquiagem e se sente só porque chegou em casa só, eu fecho meus olhos, suspiro alto, escuto ele dizer que sou a mulher mais linda desse mundo e durmo super mulherzinha. E a mulherzinha.. a coitadinha da mulherzinha... !!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-7767381962143459425?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/7767381962143459425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=7767381962143459425&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7767381962143459425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7767381962143459425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/06/sobre-ser-mulherzinha.html' title='Sobre ser mulherzinha.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-505102104793490184</id><published>2009-06-20T11:09:00.005-03:00</published><updated>2009-06-21T11:11:53.188-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cansaço'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Carta ao cansaço.</title><content type='html'>Você conseguiu. Cansei. Cansei das palavras. Cansei das coisas todas. Eu cansei de ter que fingir alguém que não sou só por que você não me aceita torta e nervosa. Eu tô com o saco bem cheio. Tão cheio que às vezes eu tenho vontade de emprestar o estômago prá você poder me encher mais e ter prá onde ir toda essa encheção. Cansei, meu bem. Cansei mesmo. E de verdade. Eu não tenho mais pâncreas prá suas ameaças, pro seu jeito dominador, pra sua calma e prá essa paciência sempre tão paciente e latente. Eu tô cheia. Tão cheia que dá vontade de me auto enfiar uma agulha e me furar que é prá ver se esvazio. Eu cansei de você me apontar, de me xingar de chata e ansiosa e de me pedir calma até quando eu não quero ter calma. Eu quero intensidades. Eu quero tons e volumes diferentes. Eu cansei do morno. Aliás morno sempre me remete à vômito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cansei do seu jeito de me mandar embora, de falar grosso quando está puto e cansei da sua mania de deixar a toalha molhada em cima da cama. Cansei do seu barulho escovando os dentes, cansei da bagunça no banheiro, cansei das suas roupas e de como você me ama. Cansei de não ser nada e de ser tudo. Cansei de catar as coisas e cansei de mudar prá ser melhor. O seu melhor. As pessoas cansam, sabia, meu bem? E eu me afoguei, chafurdei a cara na sua lama. De tanto que eu quis não cansar. Mas mesmo assim eu cansei. Esgotei, afundei, submergi, socooooooooorro!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de não cansar, de querer muito. Até que cansei. Me dá azia e mal estar. Parece que eu vou morrer de tão cansada. Porque de repente eu era outra. E muitas. E quase todas. E se ser uma só já cansa, imagine ser muitas. Servil, companheira, sorridente, bem humorada, amante, mãe, cozinheira, trocadora de fraldas, lavadeira de roupas, mamadeira e afins. Ufa, cansa. Às vezes eu tenho vontade de me perguntar como eu demorei tanto prá chegar no auge desse cansaço que me dá falta de ar. E só não me pergunto porque não sei a resposta. Esse cansaço que seca a garganta, que dá tonteira e confusão mental. Eu estou tão cansada que nem sequer sei como estou sentada tentando terminar esse texto sem sucesso. É um misto de fadiga física com bode do mundo inteiro somado com sono, noites picadas, ansiedade e tensão. Cansa tudo isso junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de mim. De ser passional, de ser complascente, de ser de ser de ser. Eu cansei de ser. Quero apenas estar. Estou cansada. Estou puta com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E amanhã é outro dia.&lt;br /&gt;Eu amo você. E isso ainda é maior do que todos os cansaços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-505102104793490184?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/505102104793490184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=505102104793490184&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/505102104793490184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/505102104793490184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/06/carta-ao-cansaco.html' title='Carta ao cansaço.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-5555924445472991510</id><published>2009-06-14T10:46:00.003-03:00</published><updated>2009-06-14T10:51:46.790-03:00</updated><title type='text'>Eu era tão dele...</title><content type='html'>E tão dele que chegava a me dar ódio. Eu tenho muito bode de mim mesma.&lt;br /&gt;Eu era tão dele que minha alma parecia estar sendo sugada até que restasse apenas o suficiente prá eu sobreviver. Sobreviver de alma. Porque ar eu já não tinha. Eu nem sabia como eu não morria de tão dele que eu era. E era tão absurdamente grande que eu não sabia quem eu era. Eu sabia que eu era dele. E só. Que ódio! Eu era tão abusadamente dele que me anulei a tal ponto de quase morrer de auto-anulação automática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu simplesmente não era nada. Eu podia sumir do mundo que ninguém notaria a minha insignificante falta. Porque ninguém sente falta do nada. Era isso que eu era. Dele e nada mais do que isso. Eu não teria uma morte. Eu teria um sumiço. Eu seria absorvida pela terra e viraria adubo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo em mim era dele. A cor do meu cabelo, o jeito de dizer bom dia... Meu jeito de andar, de vestir jeans rasgado, de colocar o rabo de cavalo dentro do boné, de posar, de sonhar. Era tudo o jeito dele. E o jeito dele era inexplicável. Porque todo cara como ele, que suga a gente pelo mais íntimo do íntimo, tem prazer nisso. Em te ver dele. E eu, sempre tão descolada e rebelde vivi no vão de tudo. Vivi na sombra, na deixa, no escanteio. Vivi à mercê. E fui feliz. Porque eu era feliz sendo dele. Eu era racionalmente infeliz e tinha um bode enorme de mim e isso me deixava ainda mais puta da vida, com vontade de colocar uma luva de box e me auto socar. Mas emocionalmente eu era muito, muito feliz. Meu pedaço racional me socava com toda a força do seu raciocínio. Mas meu pedaço coração me acariciava e permitia flutuar alto, vivendo de pouco empouco, de migalha em migalha,de valeta em valeta. Na ré, na contramão, o que eu queria era qualquer coisa. Qualquer uma meiga migalha me satisfazia. De tanto dele que eu era. E um dia, numa esquina que eu nem lembro qual era, eu esbarrei comigo mesma. E voltei prá mim. E vi que as migalhas eram muito pouco pro meu tamanho. Eu tinha muita fome. E quis todas as migalhas só pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi aí que deixei de ser o nada dele. E voltei prá mim com tanta paixão que todos os vãos foram preenchidos por auto amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-5555924445472991510?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/5555924445472991510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=5555924445472991510&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5555924445472991510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5555924445472991510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/06/eu-era-tao-dele.html' title='Eu era tão dele...'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-2991047969656571722</id><published>2009-06-11T15:59:00.004-03:00</published><updated>2009-06-11T16:44:20.012-03:00</updated><title type='text'>Domingos babacas em família.</title><content type='html'>Eu nunca tive vocação pra muitas coisas. Mas uma delas em especial é que eu nunca fui muito agregadora. Afinal de contas, saí cedo de casa prá me deparar com a realidade do mundo lá fora. Mas eu não era de agregar pessoas na minha casa, é isso que quero dizer. E sempre achei meio babaca aquela coisa de mães aflitas para saber de suas crias quando suas crias tinham passado dos 18 anos. Sempre achei meio over aquelas famílias enoooormes almoçando domingo na casa da avó. E todo mundo berrando, falando alto, divergindo. Esse cenário sempre me pareceu obrigação. As pessoas têm que estar juntas, têm que almoçar e brigar todo domingo enquanto o sol brilha lindo e clarinho no Ibirapuera. E os protocolos nunca me agradaram assim como tudo que era obrigação. Eu sempre fui rebelde demais prá tudo isso. Diria minha mãe que eu sempre andei na contramão das coisas da vida. Desde sempre. Diria ela também que eu sou intensa demais e talvez over demais pros 30 anos que já chegaram faz tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, enquanto escrevo esse texto o Matheus está gargalhando alto com meu sogro. Minha sogra tá fazendo biquinho de avó prá Bia enquanto grita prá nós mesmos sobre o quanto a netinha dela é linda, e a boquinha desenhada e o cabelinho e liso e blá blá blá. E simultaneamente a Dani grita do outro lado da sala pro Matheus prestar atenção no que está fazendo e que se não prestar vai cair e quebrar a cachola. E a Cida vem tirando os pratos do almoço enquanto pousa sob a mesa uma bandeja linda com toalha de rendinha com o café quentinho. E tem mousse de chocolate e torta de limão. Ah, tem sorvete também. E o Alê pede a pimenta pro Renato que bate o braço na avó que estava passando com a cachorra pro outro lado. Uma confusão serenamente familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Matheus faz pirraça enquanto a Bia abre os pulmões e o bocão. E choram ao mesmo tempo e deixam os avós desesperados na dúvida sobre quem socorrer primeiro. E a Dani que detesta confusão emburra e grita com todos nós que estamos muitos tons acima. E a Cida tem que fazer outro café e colocar uns biscotinhos naquela charmosa bandeja porque agora já é hora do lanche e ainda estamos aqui, cheios de energia prá gastar com o Matheus, cheios de argumentos sobre as notícias do JN e cheias de vida esperando o Raj aparecer na TV e encher nossos olhos cansados de brilho. Cai a tardinha e é hora de ir. Olho em volta, as pessoas ainda discutem. Ainda tentam se entender e chegar num consenso sobre qual dialeto falar neste domingo. Ainda que seja assim, bem torto e bem alto eu não mais seria tão cheia de vida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-2991047969656571722?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/2991047969656571722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=2991047969656571722&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2991047969656571722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/2991047969656571722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/06/domingos-babacas-em-familia.html' title='Domingos babacas em família.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-7537259818409502818</id><published>2009-06-09T11:17:00.003-03:00</published><updated>2009-06-09T11:32:46.022-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gosto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só você'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lágrima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'></title><content type='html'>Eu chorei até ficar afogada de você. Até sufocar e quase morrer num último suspiro que nunca pensei que viria. Mas veio e eu quase morri. Quase morri de raiva. Eu chorei até ficar 1 litro de água mais inchada. E até minhas pernas não suportarem mais o peso da minha cabeça fraca e do meu corpo pesado e duro. Até minha água toda incharcar meu travesseiro de plumas de ganso, meu lençol de 800 fios e meu cabelo de mega hair. Eu odeio você com toda a força do meu ego, com toda força das minhas entranhas, com toda força do meu corpo magoado e despedaçado. A minha vontade é socar tua cara até ela inchar e você dar 8 tapinhas no tatame. Porque você, seu filho da puta, veio com todas as promessas, com todas as idéias e com todos os dengos e agora, seu cretino, me diz que eu sou chata.  Que toda mulher é chata e que a gente precisa muito de tudo. Eu estou até agora querendo entender, querendo deixar de sentir teu cheiro, querendo que você morra num esgoto coberto por ratos e água suja e nojenta. Porque chata, seu desgraçado é a sua mãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te quero longe, eu te quero sozinho, mendigando um amor qualquer, numa esquina da Paulista com um chapéu de palha bem horroroso nas mãos, com a calça suja e a camiseta rasgada. Meso que seja aquela da GAP. Eu quero você longe e cada vez mais longe porque eu nunca mais vou chorar por você, seu animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, eu te desejo o pior do amor. O pior do ser humano, o pior que você fez comigo.  Neste exato momento, enquanto cago esse texto,  me livro de todas as agruras do meu coração de mulher e te engulo com uma coca-cola bem gelada. E com muito limão. Porque qualquer limão azedo é melhor que o gosto que provei com você. Esse gosto péssimo de amor mal resolvido, de amor frágil, de amor mentiroso. Nem adianta você se arrepender, você chorar, você vir com gérberas lindas e azuis porque eu não estou nem aí prá uma pessoa como você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou sair por aí linda e em cima do salto em busca das minhas antigas buscas. Porque eu não vou derramar mais uma valiosa lágrima por você. Porque na verdade já estou curada, estou linda, qualquer roupa que eu vista me cai bem e eu quero mesmo que você se foda com toda essa sua gentileza canalha e seu charme manipulador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada vai me fazer deixar de sentir essa raiva asquerosa que estou sentindo agora.&lt;br /&gt;A não ser que você arrombe aquela porta agora e me diga que tudo isso não passou de um pesadelo de criança e, ainda ofegante, me beije como só você, seu filho da puta, sabe fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-7537259818409502818?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/7537259818409502818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=7537259818409502818&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7537259818409502818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7537259818409502818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/06/eu-chorei-ate-ficar-afogada-de-voce.html' title=''/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-1582378569029703208</id><published>2009-06-04T10:44:00.003-03:00</published><updated>2009-06-04T13:18:27.238-03:00</updated><title type='text'>Meu lugar no mundo.</title><content type='html'>Esse lugar que às vezes a gente passa uma vida, ou duas ou três procurando. Esse lugar que a gente sonha ser de paz, de amor e de reggae prá quem gosta. Esse tão buscado lugar que poucos encontram. Deve ser culpa de ser só. Só de solidão. Deve ser culpa de a gente se sentir sempre vazio que nem estômago de anorexia. Vazio de luz, vazio de amor, vazio, vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei onde está meu lugar no mundo. Fiji? Paris? Rio de Janeiro? Eu não sei. Porque o vazio é vazio em todo lugar. E vazio é tudo igual. Um buraco no corpo. Um buraco sem fundo e sem fim. Um buraco escuro que dá vontade de vomitar de tão feio e úmido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu lugar no mundo é aqui, é ali, é onde nunca cheguei perto de conhecer. Meu lugar no mundo é um lugar com borboletas coloridas, com coelhos soltos, com árvores floridas e vestidos decotados. E calor. E frio quando é prá fazer frio. Meu lugar no mundo é todo lugar. Porque eu me sinto tão grande e cheia de vida! Mas às vezes me sinto tão sem vida. Uma vontade de ficar enjoada na cama, verde de nojo, com o cabelo emaranhado e os olhos fehados. E o pijama furado no sovaco e o hálito de bebum. E aí eu me lembro que meu lugar no mundo me espera. E que esse lugar verde e morno não é o meu lugar. O meu lugar no mundo é muito melhor que isso. É um lugar de boas vibrações, de reciclagem, de amores e sem pudores. É um lugar com um enorme palco embalado pelos belíssimos aplausos, um monte de artistas, um bando de loucos que fazem daquele lugar o meu lugar. O lugar que eu procuro desde sempre. Desde o útero da minha mãe. O lugar onde eu ache que me encontrei. Onde eu sabia que o Norte é ali e o Sul é lá. Onde o vazio seja sugado abruptamente pelo preenchimento. Mas e daí? Eu vou viver sem o vazio? Diz uma música que "perder o vazio é empobrecer". Empobrecer de espírito? O que me restará quando o vazio estiver preenchido? Depois que eu encontrar meu lugar no mundo o que vai ser da minha frenética e eterna e caótica busca? Como eu vou viver sem crise? Como vou viver encontrada? Como, meu Deus, como??? Como um ser humano pode encontrar seu lugar no mundo, encontrar um amor prá vida inteira, ter filhos maravilhosos? O que sobra? Cada meu vazio? Aquele me acompanhava em minha procura e minha loucura? Eu não sou ninguém sem meu vazio camarada, sem minhas lágrimas vazias, sem meu estômago anoréxico e meus desejos libidinosos!  Me afundo numa crise desesperada. Na busca de algo prá buscar. Coloco meu pijama furado no sovaco, ligo uma música bem "fossal", deito sozinha na minha cama com o edredon cobrindo a cabeça e volto prá minha busca louca e atônita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque sem buscar eu realmente não sou niguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-1582378569029703208?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/1582378569029703208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=1582378569029703208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1582378569029703208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1582378569029703208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/06/meu-lugar-no-mundo.html' title='Meu lugar no mundo.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-1605404086480274672</id><published>2009-06-02T10:44:00.005-03:00</published><updated>2009-06-02T11:59:24.931-03:00</updated><title type='text'>O dia em que eu pedi ele em casamento.</title><content type='html'>Exatamente assim que foi. Rápido e dolor. Isso mesmo, eu disse D -O -L - O - R.&lt;br /&gt;Desde o primeiro instante eu sabia. Eu sabia que era ele.&lt;br /&gt;Eu sabia que era naquele olho azul lindo que eu me perderia. Eu sabia desde o primeiro minuto que era ele. Que era com ele. Que era prá ele. Desde o segundo em que meu olho o reencontrou, mandando uma mensagem pro meu cérebro que gelou minha coluna e bambeou minhas pernas finas. Era aquele sorriso que eu queria dividir, era com aquele cabelo preto enrolado combinando com a camiseta Hering com decote em V que eu queria passar o resto dos meus dias entediantes tomando banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que era ele. Mesmo com aquele sorriso inocente dos adoráveis cafajestes e aquela aliança enooorme que ele ostentava no dedo. Aquela jóia linda e grande e bem grossa que uma filha da puta qualquer tinha conseguido colocar no dedo dele antes que eu chegasse pará entrar na disputa. Eu sabia que era com ele. Que era com ele que eu queria casinha branca, dois filhos, cachorro e pic nic domingo no parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que era com aquele FILHO DA PUTA que eu queria viver todos os dias da minha vida a partir daquele milésimo de segundo. Eu sabia desde o instante que minha íris o reconheceu como uma parte perdida de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele menino sem jeito e sem graça do colégio. Aquele mesmo que era apaixonado por minha amiga por longos 17 anos. Aquele nerdzinho safado com jeito de menino inocentinho qe nunca beijou na boca. Aliás, esse nerd filho da puta nem foi na minha festa de 15 anos. Aliás eu o convidei prá dançar a valsa dos meus 15 anos comigo! E ele nem sequer teve coragem de tirar a bunda do sofá e aparecer na minha festa mesmo que fosse só pra encher a cara e contar vantagem na rodinha de amigos safados dele. Esse trauma já foi superado assim como outros milhares de traumas que fiz questão de colecionar enquanto fazia parte da turma das meninas descoladas do colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que era com ele. Eu sabia que era naqueles pernas cabeludas que eu queria dormir enroscada, naquele peito quase sem pêlos que eu queria encostar prá dizer babaquices românticas. Eu sabia que aquele sobrenome ia ficar lindo e chique em mim, pra compor com o meu comum demais. Desde o primeiro chopp sabia que eu queria e que eu iria. E nesse instante eu também sabia que minha vida de sacanagem e biscatices tinha acabado. Que todos os beijos, todos os encontros, todos os sexos do mundo haviam sido colocados em algum plano beem longe, fora da briga. Porque eu sabia que estava perto de me tornar plural e findar de uma vez por todas com aquela busca incessante. As infinitas madrugadas frias nas ruas da louca Paulicéia. Tudo tinha ficado prá trás naquele primeiro segundo de segundo, logo que senti aquele cheiro de perfume de Free Shop. Eu sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois do milésimo chopp, eu pedi licença, tirei aquela aliança horrorosa do dedo dele e pedi que se casasse comigo. E o filho da puta riu. Riu muito. Riu da minha cara. E eu senti um dos maiores ódios de toda minha vã existência. Eu tive vontade de socar a cara dele com um soco inglês bem fodido. Eu tive vontade de chorar e chorar e chorar até ser abduzida por ETs. O nerd que não foi à minha festa e que ficou 17 anos apaixonado por outra estava rindo da minha cara na maturidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ele secou a boca de caipirinha de saquê, dobrou o guardanapo bem elegantemente dobrado, guardou a aliança, me beijou e casou comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-1605404086480274672?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/1605404086480274672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=1605404086480274672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1605404086480274672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1605404086480274672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/06/o-dia-em-que-eu-pedi-ele-em-casamento.html' title='O dia em que eu pedi ele em casamento.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-1154144939670905735</id><published>2009-05-28T16:48:00.003-03:00</published><updated>2009-05-28T19:06:08.786-03:00</updated><title type='text'>Eu quero que ele vá pro inferno!</title><content type='html'>Com todo seu discurso chato, prepotente e arrogante. Eu quero que ele vá pro inferno com as doces e meigas palavras de sempre, com o beijo apaixonado de toda noite quando ele chega em casa exausto do trabalho e mesmo assim tem tempo prá mim. Eu quero que ele fique longe com os abraços melosos, com os te amo tão corriqueiros. Eu quero mais. Não. Eu quero menos. Eu quero que ele nem ligue prá mim, que ele chegue em casa quieto, calado e nem sequer pergunte como foi a merda do meu dia. Eu quero que ele nem me dê bola. Que entre, tome banho, vá na cozinha, faça seu prato, coloque no microondas e coma em frente ao William e a Fátima sempre tão elegantes. Eu quero enquanto isso suplicar por atenção, pedir que ele me olhe e dizer, sem que ele ouça, que eu estava com saudades. Que estou querendo ir ao Ibira sábado para correr, tomar uma água de coco enquanto finjo ser atleta no meio daquele bando de gente que fica se exercitando loucamente enquanto faz social low profile. Eu quero que le vá pro inferno com os presentes, as flores, as músicas, os aniversários de namoro, com as lembranças de tudo que fizemos juntos pela primera vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero bem menos.&lt;br /&gt;Eu quero que ele me queira só. Sem me amar. Por um dia. Sacanagem mesmo. Só sacanagem. Nada de amor nem de laços, nem de eixos. Eu quero um dia de descontrole, uma noite sem planos, eu quero que ele esqueça meu nome e ache que sou a puta ao invés da namorada. Eu quero sexo sem compromisso mesmo sabendo que amanhã ele vem me pegar no trabalho. Eu quero uma liga safada, um batom vulgar e um brinco beem indiscreto que quase rasgue minha orelha no meio da boca dele. É isso que eu quero. Eu quero mais. Eu quero menos. Eu detesto rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero que ele vá pro inferno. Mas que no meio disso tudo, me carregue junto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-1154144939670905735?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/1154144939670905735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=1154144939670905735&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1154144939670905735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/1154144939670905735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2009/05/eu-quero-que-ele-va-pro-inferno.html' title='Eu quero que ele vá pro inferno!'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-7558434841332855591</id><published>2007-02-25T10:37:00.000-03:00</published><updated>2007-02-25T10:38:18.996-03:00</updated><title type='text'>E então, pensando bem, eu desisto!!!!</title><content type='html'>Às vezes penso que queria casar. Casar de papel passado. Entrar num cartório e me emocionar com a união que tanto esperei, deixar rolarem umas (poucas) lágrimas honestas por estar colocando em mim o sobrenome dele, um pouco de sua história e por estar deixando definitivamente de ser uma singular. Eu adoro ser plural porque plural sempre rende mais. E é bem mais positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem dias que eu também queria tanto ter um filho.. E aí sinto uma mistura confusa de sentimentos lindos e horrorosos. Penso em como seria ser chamada de mãe. Mas penso também no João Hélio. Arrastado. Na frente da mãe. E da irmã. E é nessa hora que eu desisto. Desisto também, na verdade, por uma cacetada de outros motivos feios e que desistimulam. O preço das fraldas, das escolas, de todos os remédios que uma criança toma por causa de todas as alergias, todas as otites, todas as cólicas e todas as outras doencinhas de crianças como sarampo, catapora, rubéola e lá lá lá. Desisto também porque acho que filho é uma opção séria demais pro que escolhi pra minha vida até hoje. E se meu relógio biológico fosse mais inteligente e me conhecesse bem, jamais gritaria para mim que está na hora de gerar um nenê! Mesmo um nenê lindo, com dobrinhas gorduchas e aquele ensaio de sorriso delicioso que só eles sabem dar quando reconhecem suas genitoras. É o ápice da natureza humana. Queria ter um filho com alguém que quissesse muito me dar um filho. Com alguém que achasse que vale a pena misturar com os meus traços, os seus traços. E como seria legal o resultado dos traços!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quase que na mesma intensidade desisto igualmente de casar. Porque acho que casamento tem que ter pedido. Minha porção careta às vezes me fode! Eu acho lindo aliança grande, gorda e metida a besta. E durante anos achei ridículo admitir que eu queria uma. Eu acho o máximo o cara com feições de menina insegura dizer pra mulher que quer casar com ela, que quer dar filhos a ela e que vai protegê-la do restante do mundo. Que a ama mais do que tudo! E aí, ela, com o coração amolecido e a cara mais apaixonada do mundo, diz que sim. Que sim e que sim! E eles celebram o pedido seguido do sim com um beijo longo e apaixonado. E quando chegam em casa se enroscam numa cama deliciosa. E ela fica nas nuvens e mais maluca ainda de amor. E ele fica sentindo-se o macho mais poderoso do Universo porque convenceu-a a casar-se com ele. E eles seguem felizes até que venha a rotina e que ela se encarregue de esmagar tudo. De colocar a graça do começo presa entre as ferragens quase intocáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio a rotina. O tesão, o amor, os beijos demorados de uma língua safada, os "te amo" tão intensos de começo de namoro.. Cadê??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, eu realmente desisto. Mesmo minha porção careta querendo tanto um pouco de atenção. Mesmo minha metade chata querendo tanto ser assumida de uma vez por todas.Aí é que eu desisto mesmo....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-7558434841332855591?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/7558434841332855591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=7558434841332855591&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7558434841332855591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/7558434841332855591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2007/02/e-ento-pensando-bem-eu-desisto_25.html' title='E então, pensando bem, eu desisto!!!!'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2400723411411582956.post-5993130333890648817</id><published>2007-02-22T23:52:00.000-02:00</published><updated>2007-02-23T00:36:40.298-02:00</updated><title type='text'>Um de saudade.</title><content type='html'>"Quando você passa três, quatro dias desaparecida...." é a primeira frase de uma música que gosto bastante. E o trecho me lembrou de um tempo nem tão distante assim. Quando eu, de repente, resolvia passar 3 ou 4 dias desparecida. Me lembrei da sensação exata de desaparecer em busca de algo. Sabe-se lá se de um amor, de alguém, de outro mundo, de qualquer fundo. Eu ia louca e desvairada atrás de novidades. De novos sabores, de novas dores. De confusões desconhecidas, de lugares com outros cheiros. Eu ia atrás de outro amor, de um tesão que mexesse com meu corpo até morrer de sei lá o que. Eu queria tudo que não fosse o trivial. Eu sempre detestei o trivial. O trivial sempre me irritou demais. Trivial era o casamento que assisti meus progenitores protagonizarem durante 20 anos em nome de qualquer merda dessas que a gente insisti em chamar de comodidade para não dizer que é cagaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu desaparecia querendo encontrar novos rostos, novos sons, novas cores. Porque não? Eu tinha 20 anos e minhas preocupações se resumiam a que roupa ir na festa da Janaína ou se ia pro sítio da Camila ou pro da Ju no interior de São Paulo. Eu trabalhava mas ainda não levava a vida tão a sério... (e acho que não levo até hoje). Eu tinha uma grana mas era pra baladinha, pro sorvete, pro apartamento que eu alugaria dali poucos meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu saia por aí, com uma mochila nos ombros numa sede desesperada de viver coisas. Parecia até que ia morrer. Eu era de uma intensidade incômoda. Era uma insônia desgraçada que derretia meus miolos de tanta energia acumulada. Eu queria uma turma nova, uma boate nova, eu queria não conhecer a bilheteira do cinema que frequento há 20 anos. Eu queria uma porra de um cinema novo. Eu queria ser uma anônima que foge maluca dos erros que cometeu e dos acertos que nunca admitiu. Eu queria dar pro primeiro que aparecesse retardado na minha frente propondo simplesmente sexo com um olhar sacana demais, sem encanar se o porteiro do prédio vai comendar com a Dona Gertrudes que vai dizer, em segredo, pra Dona Sofia que vai espalhar pro resto da vizinhança. São Paulo às vezes me parecia uma varzea menor que meu cérebro de titica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembrei exatamente do que me movia nessa busca incessante. Uma aflição interminável. Uma angústia que apertava meu coração de melão até esmagar. Eu só sobrevivia a isso porque ainda não era minha hora e ninguém morre de véspera. Eu sempre fui um pouco exagerada, já comentei? Eu me sentia grande demais pras ruas, pro bairro, pros arredores, quiça pela cidade. Sempre fui um pouco metida a besta também. E assim passei a vida justificando minhas pequenas atitudes. Meus piores momentos de mediocridade, meus mais feios minutos de maus sentimentos. E foi dessa mesma maneira que protagonizei meus melhores e maiores momentos de felicidade, de amor, de prazer, de vida. Quando dava tudo errado eu queria me jogar ponte abaixo e morrer sendo a estrela de um grand finale... !!! Mas quando dava tudo certo, eu queria que todo mundo explodisse de felicidade comigo, que todo mundo vivesse aquilo comigo e pudesse ser contagiado, de algum jeito, pelos bons sentimentos que pude viver. E assim foi sempre. Assim fiz a minha coleção de piores burradas. Assim construi as melhores histórias que tenho pra contar. Vivendo e deixando que a vida viesse e dormisse comigo na minha cama, tomasse minha coca-cola e fumasse meu cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sensações agora são outras. Eu gosto de dormir menos ansiosa. Gosto de não sair que nem doida por aí. Adoro meu Universo Particular com meu marido. Sou feliz sem as expectativas que tinha. Curto não ter obrigação de sair com os amigos e não me sentir por fora das "últimas". Acho sensacional passar um dia inteiro na cozinha com o meu marido fazendo comida pra dois casais de amigos que sempre vêem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que de vez em quando dá uma saudade dos meus 20 anos... ah dá!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2400723411411582956-5993130333890648817?l=coffeeandhistory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/feeds/5993130333890648817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2400723411411582956&amp;postID=5993130333890648817&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5993130333890648817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2400723411411582956/posts/default/5993130333890648817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeeandhistory.blogspot.com/2007/02/um-de-saudade.html' title='Um de saudade.'/><author><name>Tatiana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14751018504863565162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M2H22OfoZR4/S6DXv_W8XoI/AAAAAAAAADU/EM6Egr6zJv0/S220/OgAAAPOpFRQkfHZzk5kPidlWluq4eJ4W2AjqIHAkZHOYhmiTjLdpGPQKFHhrwL4blX_CNwpcVdjA-5HOOaJJW3nATJ8Am1T1UJmx9zbrXDkv_h72QOpDZ1Vj1zyr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
