30 de out de 2009

Hoje eu quero ser feliz.


Cara, hoje eu acordei com uma vontade monstra de de repente ser a mulher mais feliz do Universo e matar de inveja e a belisquinhos todas as outras mulheres que existem e respiram o mesmo ar que eu porque eu tenho você e elas não. Eu quero ser feliz pulando na praia como essa imagem enjoada que, pela primeira vez eu inseri num texto para incorporar isso que a gente encontra em todos os bancos de imagens do mundo.

Eu abri o olho e pronto. Estalou e cintilou tudo que você berra na minha cabeça o tempo todo a favor de a gente ser feliz custe o que custar usando sempre o mesmo argumento: tem gente muito pior! Ela estava lá esperando que eu levantasse da cama para se pendurar no meu pescoço como o Matheus faz quando brincamos de cavalinho. A vontade absurda e gigantesca de rir de tudo e de nada bem alto e com a boca arregaçada escancarando os tortinhos que compõem minha arcada dentária e fazendo um papel ridículo de alienada feliz nesse grande espetáculo que é a vida, habitou meu corpo com a mesma força com que você me pega nas nossas noites felizes que eu realmente não nego, são muito felizes! E a vontade veio entrando em mim e fazendo ainda maior esse desejo de ser como quase todas as outras pessoas que existem não como as pessoas que vivem tudo como eu inclusive suas desgraças pessoais. Hoje eu acordei assim, querendo te dizer que meu gênio ruim é mais gênero do que gênio, que esse meu jeito tosco de fingir que entendo tudo é mentira, que no fundo no fundo eu sou uma borralheira dos infernos que tem medo de ser feliz e gostar e te dizer que nem toda vez que eu estou brava eu realmente estou brava. Às vezes eu só quero mesmo um carinho mais demorado e dez minutos a mais de pé quente roçando no pé frio embaixo do edredon antes do dia começar. Hoje eu quero ser feliz como você é só para provar para mim mesma que toda essa tragédia grega só adoece e dá bons textos mas que na verdade ninguém dá a mínima importância para ela. Hoje eu quero mesmo experimentar um encontro de 24 horas com a busca infinita, quero me sentir burra porque os burros me parecem sempre mais felizes já que não usam o cérebro para nada mesmo e quero degustar em pequenas porções individuais o gosto idiota de não ter na manga nenhum argumento inteligente para encarar suas discussões. Sentir minha circunferência menor depois de tanto rir, quero não pensar que a gente tem tantas coisas para resolver e quero te beijar como nas primeiras vezes com Jack Johnson tocando na nossa orelha todas as nossas músicas de começo de namoro no meio daquela paixão surreal que avassalou a nós dois num golpe único e letal. Quero calar o mundo para que a gente só possa ouvir a gente e não esquecer nunca mais que é disso que a gente é feito. Dessa constante e absurda corrente que passa de você para mim e de mim para você cada vez que a gente se esbarra e cada vez que eu decido ser feliz. Hoje eu acordei com um vontade nada mensurável de ser exatamente isso que você quer que eu seja: a mulher mais feliz do mundo. Sem nenhum motivozinho para ser nada além disso: feliz. Eu sei. Você quer que eu seja assim porque é isso que você me faz. E hoje como eu quero ser a mulher mais feliz do mundo eu vou ser.

Mas não acostuma não. É só hoje, viu?

1 Comentários:

Anônimo disse...

Espero de coração que vc. não deixe esta vontade desaparecer nunca de dentro de você.Este texto é perfeito,nem 5 anos de terapia fariam melhor.Tenha ele sempre à mão e leia e releia até isto fazer parte de você.Vai ver como é bom.Tua saúde,tua paz,teu sono,teus filhos maravilhosos e teu lindo marido agradecem.Nào deixe que seja só hoje,nào.Brigue por isto...

30 de outubro de 2009 16:18