28 de mai de 2009

Eu quero que ele vá pro inferno!

Com todo seu discurso chato, prepotente e arrogante. Eu quero que ele vá pro inferno com as doces e meigas palavras de sempre, com o beijo apaixonado de toda noite quando ele chega em casa exausto do trabalho e mesmo assim tem tempo prá mim. Eu quero que ele fique longe com os abraços melosos, com os te amo tão corriqueiros. Eu quero mais. Não. Eu quero menos. Eu quero que ele nem ligue prá mim, que ele chegue em casa quieto, calado e nem sequer pergunte como foi a merda do meu dia. Eu quero que ele nem me dê bola. Que entre, tome banho, vá na cozinha, faça seu prato, coloque no microondas e coma em frente ao William e a Fátima sempre tão elegantes. Eu quero enquanto isso suplicar por atenção, pedir que ele me olhe e dizer, sem que ele ouça, que eu estava com saudades. Que estou querendo ir ao Ibira sábado para correr, tomar uma água de coco enquanto finjo ser atleta no meio daquele bando de gente que fica se exercitando loucamente enquanto faz social low profile. Eu quero que le vá pro inferno com os presentes, as flores, as músicas, os aniversários de namoro, com as lembranças de tudo que fizemos juntos pela primera vez.

Eu quero bem menos.
Eu quero que ele me queira só. Sem me amar. Por um dia. Sacanagem mesmo. Só sacanagem. Nada de amor nem de laços, nem de eixos. Eu quero um dia de descontrole, uma noite sem planos, eu quero que ele esqueça meu nome e ache que sou a puta ao invés da namorada. Eu quero sexo sem compromisso mesmo sabendo que amanhã ele vem me pegar no trabalho. Eu quero uma liga safada, um batom vulgar e um brinco beem indiscreto que quase rasgue minha orelha no meio da boca dele. É isso que eu quero. Eu quero mais. Eu quero menos. Eu detesto rotina.

Eu quero que ele vá pro inferno. Mas que no meio disso tudo, me carregue junto!

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