12 de jul de 2009

To the hell.

Ele me mandou pro inferno. E quer saber? Ando com muita vontade de ir. Mas uma vontade visceral, daquelas sobre as quais a gente não tem (e nem quer ter) o mínimo controle. Porque pensando bem lá no inferno a coisa deve ser quente. Sem trocadilhos mas deve mesmo. Milhares de almas (?) perdidas e mau humoradas como eu. Mas todo mundo sempre cheio de boas intenções. Será que todo mundo por lá é mau humorado como eu e chato como eu?

Mil drinks super coloridos mas com a base sempre em vermelho. Centenas de festas de almas penadas buscando pelos seus devidos perdões. Eu tô realmente a fim de ir mas com passagem só de ida que é para o mundo dobrar a língua. E para ver se eu faço falta.
Um bando de almas livres? Almas livres vão para o céu. Mas eu ando com vontade de ir. Colocar duas mudas de roupas numa mochila, bater a porta e vazar. Porque eu tô cansada, porque eu tô com sono e porque eu sou mau humorada. E porque no fundo no fundo, eu fico aqui suplicando por um pouco de atenção e um pouco de diálogo. E porque também, mais no fundo ainda eu tô fodida de magoada. E nem é porque ele me mandou pro inferno e me disse prá parar de encher o saco precioso dele. É porque ele sempre fala pouco. Mas quando fala é com pegada. E eu pedindo só um pouco de diálogo.

No inferno as pessoas almas dialogam, será? Hoje eu acordei numa boa. Querendo conversar sei lá. Será que é para isso que a gente tem amigos? E quais serão os trabalhos lá no inferno? Eu só não sei passar roupa. Mas de vez em quando me dá uma vontaaaade de ir. De sair de caverna em caverna solta, buscando, querendo, esgotando as possibilidades de ser feliz como se estivesse presa num labirinto emocional. Será que no inferno tem saída? Tipo ficou bonzinho sobre de elevador pro céu com direito a coro de recepção e milhares de harpas reluzentes agradecendo ao Senhor a salvação de outra alma quase perdida. Eu tô com muito sono. E tô magoada. Nem o café quentinho melhorou. Nem saber que ele já pensou no que disse me faz querer deixar de ir pro tal do inferno que ele me mandou. Eu detesto querer dialogar (gosto dessa palavra) e receber um sim de volta. Porque sim para mim não é nada. Não é conversa. Um sim é somente um sim. É quase um ponto final para quem não quer perder tempo tentando aparar umas arestas das quais o durepox insisti em descolar.

Apesar que se as pessoas almas forem muito mais mau humoradas do que eu, duvido que conversem. Porque o cara mau humorado não quer que você nem olhe para ele. Que dirá fale com ele. E eu também sou muito branca, sabe. E a temperatura lá no inferno deve ser alta para cacete. E não deve existir uma sumirê para eu comprar um protetor bem melado e manter minha corzinha de mofo que eu tanto adoro. E também eu fico pensando que só festa enche o saco. Será que enche tanto o saco quanto eu encho o dele?

Hoje eu tive vontade de procurar o mapa do inferno e dar um rolê por lá. Mas não sei como chegar e ainda não tenho um GPS. Melhor ficar por aqui mesmo. Corre o risco de eu perder o caminho de volta para casa.

1 Comentários:

Rose disse...

Se for me leva com você....que é para aonde estou querendo ir...

24 de julho de 2009 19:15